WSL 2020/2021: guia da temporada, parte I

Fique por dentro de como será a temporada 2020/2021 da Women's Super League!

WSL 2020/2021 - guia da temporada, Parte I
(Foto: Catherine Ivill/Getty Images)

Vai começar a WSL 2020/2021! Mais um ano e mais uma temporada do futebol feminino inglês se inicia com a Women’s Super League. E a nova época promete estabelecer o campeonato inglês como um dos principais – talvez o principal – da modalidade, referência em todo o planeta.

Expectativas para a liga

Para esta temporada, muitos times vêm fortes e cheios de grandes nomes. O principal deles foi do Chelsea, que trouxe ninguém menos que Pernille Harder, uma das melhores jogadoras do mundo, vinda do Wolfsburg. Já o Manchester City buscou reforços como os de Rose Lavelle e Sam Mewis, campeãs mundiais pelos Estados Unidos.

Aliás, o número de contratações chamou a atenção. Segundo o The Guardian, os clubes da WSL realizaram, entre chegadas e partidas, 125 negociações. Para quem esperava grandes perdas e fracas movimentações por conta da pandemia, que afetou bastante o futebol feminino, o número mostra que existe uma base sólida no projeto da liga.

Liga esta que agora terá mais visibilidade. A FA negociou um acordo com Alemanha, Itália e Estados Unidos para transmissões por TV (NBC Sports) e streaming (DAZN). Serão no mínimo 50 partidas exibidas em toda a temporada. Além disso, seguem os acordos da temporada passada com México, América Central, Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca.

Na Inglaterra, os jogos são exibidos na BT Sport. E no Brasil, de forma gratuita pelo FA Player, aplicativo oficial da Football Association. Basta criar uma conta gratuita e todos os jogos estarão disponíveis, com narração e comentários em inglês. Vários jogos, inclusive, possuem narração feminina.

Sucesso de público, crítica e qualidade, a WSL promete em sua temporada 2020/2021. E a PL Brasil traz a primeira parte do guia da Women’s Super League, com resumos de seis dos 12 times que estão na competição nesta temporada. Confira!

Arsenal

WSL 2020/2021 - guia da temporada, Parte I
(Foto: Clive Brunskill/Pool/AFP via Getty Images)

O Arsenal chegou à WSL 2019/2020 como atual campeão e a favorito ao título. Ainda que tenham terminado a temporada em terceiro lugar com bons resultados, e emplacado a goleada histórica de 11 a 1 contra o Bristol City, as Gunners tiveram momentos de altos e baixos, demonstrando algumas deficiências a serem corrigidas.

A sonhada vaga pra próxima Champions League foi perdida, assim como o duelo das quaras de final contra o PSG nesta última edição. Por isso, o time de Joe Montemurro foi ao mercado se reforçar com peças importantes e jogadoras experientes. E mesmo com alguns desfalques, a expectativa é de restabelecimento e briga pelo título.

E mais uma vez, o grande destaque das Gunners é a máquina de gols Vivianne Miedema. A atacante se juntou a Pierre-Emerick Aubameyang como os dois maiores artilheiros do Arsenal destas atuais edições das ligas inglesas. Ademais, na última WSL, Miedema marcou 16 gols e deu oito assistências. E na Champions League, ainda foi a artilheira com 10 tentos.

Leia mais: Vivianne Miedema: a máquina de gols holandesa

Quem chegou?

Lydia Williams (goleira, Melbourne City FC-AUS), Noëlle Maritz (zagueira, Wolfsburg), Steph Catley (zagueira, Melbourne City FC-AUS), Malin Gut (meia, Grasshopper-SUI).

Quem saiu?

Pauline Peyraud-Magnin (goleira, Atlético Madrid-ESP), Louise Quinn (zagueira, Fiorentina-ITA), Emma Mitchell (zagueira, Reading), Katrine Veje (meia, FC Rosengård-SUE), Danielle Carter (atacante, Reading).

Aston Villa

Em sua primeira temporada na elite do futebol inglês, o Aston Villa chega com um projeto bem interessante para a WSL 2020/2021. Ainda mais sob o comando de Eniola Aluko, ex-Chelsea e seleção da Inglaterra. A diretora de futebol promoveu diversas contratações, afim de tornar a equipe de Birmingham competitiva na liga.

A campanha do Villa na última Championship foi excelente, tendo apenas um empate e 13 vitorias nas 14 partidas disputadas até o encerramento precoce da competição por conta da pandemia. Os grandes destaque foram as atacantes Melissa Johnsson (12 gols) e Emma Follis (seis gols). O time fez 39 gols, ou seja, quase 50% deles passaram pela dupla. Johnson deixou o Villa rumo ao Sheffield United e é uma perda significativa.

Os reforços foram vários, destacando-se a goleira alemã Lisa Weiss, a atacante portuguesa Diana Silva, a atacante dinamarquesa Stine Larsen e a meio campista alemã Ramona Petzelberger. Um dos destaques do time sem dúvidas é a experiente Marisa Ewers, capitã e que joga tanto no meio campo, quanto na zaga.

Quem chegou?

Lisa Weiss (goleira, Lyon), Freya Gregory (defensora, Birmingham City), Anita Asante (defensora, Chelsea), Caroline Siems (defensora, Turbine Potsdam), Chloe Artur (meia, Birmingham City), Ramona Petzelberger (meia, SGS Essen), Diana Silva (atacante, Sporting), Stine Larsen (atacante, Fleury 91).

Quem saiu?

Charlotte Greengass (defensora, Nottingham Forest), Alice Hassal (meia, Coventry United), Phoebe Warner (meia, Coventry City), Sophie Maierhofer (meia, MSV Duisburg), Melissa Johnson (atacante, Sheffield United).

Birmingham City

As Blues chegam à temporada 2020/2021 da WSL com o alerta já ligado. Pois após uma má campanha na temporada passada, quando tiveram o pior ataque da liga e escaparam do rebaixamento por apenas um ponto, o Birmingham deve novamente brigar contra o descenso.

Para piorar a situação, além do retrospecto recente não muito encorajador, o time perdeu várias peças na janela de transferências. Duas delas, ainda por cima, foram suas principais jogadoras: as meias Lucy Staniforth (frequentemente convocada pela Inglaterra) e Chloe Arthur (escocesa), contratadas por Manchester United e Aston Villa.

Para suprir tais perdas, a jovem treinadora Carla Ward apostará na experiência das escocesas Christie Murray e Rachel Corsie, ambas com mais de 50 partidas por sua seleção e uma Copa do Mundo no currículo. Entretanto, resta saber se a experiência das atletas, aliada à juventude da treinadora, será capaz de salvar as Blues do rebaixamento.

Quem chegou?

Rachel Corsie (zagueira, emprestada pelo Utah Royals-EUA) Chloe McCarron (volante, Linfield-IRN), Christie Murray (meia, Liverpool).

Quem saiu?

Alexandra Brooks (goleira, Blackburn Rovers), Kerys Harrop (zagueira, Tottenham), Adrienne Jordan (lateral, OL Reign), Freya Gregory (volante, Aston Villa), Brianna Visalli (meia, Houston Dash), Chloe Arthur (meia, Aston Villa), Lucy Staniforth (meia, Manchester United), Rachel Williams (atacante, Tottenham).

Brighton

“Reconstrução” é a palavra-chave para definir o momento atual do Brighton & Hove Albion diante do início da WSL em 2020/2021. Isso porque, após uma temporada de altos e baixos em 2019/2020 (com a nona colocação), as Seagulls se movimentaram bastante no mercado, negociando a saída de sete jogadoras e contratando cinco nomes.

O clube se reforçou sobretudo no setor de meio-campo, com a chegada da meia holandesa Inessa Kaagman (Everton) e da volante finlandesa Nora Heroum (Milan). Além disso, a lendária treinadora Hope Powell (ex-seleção inglesa) acertou o empréstimo da boa atacante sul-coreana Lee Geum-min (Manchester City) até o final da temporada.

A ambiciosa janela de transferências indica que a comandante Powell tem um plano: levar as Seagulls à parte de cima da tabela na WSL em 2020/2021. Mas, mesmo que as novas peças se encaixem perfeitamente, ainda será necessário que todo o elenco atue acima do esperado. Só assim será possível arrancar pontos de clubes de maior investimento.

Quem chegou?

Rebekah Stott (zagueira, Melbourne City), Nora Heroum (volante, Milan), Katie Robinson (meia, Bristol City), Inessa Kaagman (meia, Everton), Lee Geum-min (atacante, empréstimo, Manchester City).

Quem saiu?

Sophie Harris (goleira, Watford), Fern Whelan (zagueira, sem clube), Matilde Lundorf (zagueira, Juventus), Amanda Nildén (volante, Eskilstuna United-SUE), Léa Le Garrec (meia, Fleury 91-FRA), Kate Natkiel (ponta, Crystal Palace), Ini Umotong (atacante, Växjö-SUE).

Bristol City

Vindo de três temporadas na primeira divisão, o Bristol City passou sufoco em 2019/2020. Foram apenas nove gols feitos, 38 sofridos e duas vitórias em 14 jogos. Mas os gols da artilheira Ebony Salmon salvaram o time do rebaixamento. As Robins chegaram a sofrer a pior goleada da história da WSL – 11 a 1 do Arsenal.

A equipe de Tanya Oxtoby chega sem grandes expectativas. Pois, sem ter feito uma grande janela, o Bristol City deve lutar contra o descenso. E este ano, com a liga crescendo em competitividade, não será nada fácil. Apesar de garimpar nomes pouco conhecidos de times maiores, imaginá-lo como um rebaixado na WSL em 2020/2021 não é um absurdo.

Leia mais: WSL 2019/2020: os times que brigaram contra o rebaixamento

Para tentar se salvar, a grande arma será a mesma da época passada: Ebony Salmon. A atacante inglesa de 19 anos fez cinco dos nove gols do Bristol na última WSL – oito na temporada ao total. Foi ela, por exemplo, quem fez o tento da inesperada vitória contra o Manchester United fora de casa (que seria salvadora). Tanto peso em uma atleta tão jovem pode ser um problema, mas ela já mostrou que pode ser o diferencial.

Quem chegou?

Jemma Purfield (defensora, Liverpool); Ella Mastrantonio (volante, Western Sydney Wanderers); Aimee Palmer (meia, Manchester United); Megan Wynne (meia-atacante, comprada definitivamente após empréstimo do Tottenham); Emma Bissell (atacante, Manchester City).

Quem saiu?

Eartha Cumings (goleira, Charlton); Frankie Brown (defensora, dispensada); Loren Dykes (defensora, Cardiff City); Poppy Pattinson (defensora, Everton); Olivia Chance (meia, dispensada); Katie Robinson (meia, Brighton); Jeon Ga-Eul (atacante, dispensada).

Chelsea

Atual campeão, o Chelsea vem com tudo pelo bi, além buscar voos mais altos sobretudo na Champions League. Isso porque, após triunfarem na WSL em 2019/2020, as Blues foram ao mercado e fizeram história. Ao desembolsarem 300 mil libras na contratação da dinamarquesa Pernille Harder, bateram o recorde de transferência mais cara da história do futebol feminino.

Mas o investimento se justifica. Apesar de já contar com a atual artilheira da liga, Bethany England, o clube agora terá como sua dupla uma atacante que marcou pelo menos 25 gols em cinco das últimas seis temporadas. No mesmo período, Harder anotou 34 tentos pela seleção dinamarquesa, sendo considerada hoje uma das melhores do mundo.

O melhor ataque da temporada passada, ainda assinou com a promissora Niamh Charles (Liverpool) e a ágil ponta canadense Jessie Fleming (UCLA Bruins-EUA). Para o meio, chegou a excelente volante alemã Melanie Leupolz (Bayern). Com tantos grandes nomes e vindas de uma temporada vitoriosa, as expectativas são altíssimas. Afinal, alguém pode parar as Blues?

Quem chegou?

Melanie Leupolz (volante, Bayern de Munique), Jessie Fleming (ponta, UCLA Bruins-EUA), Niamh Charles (atacante, Liverpool), Pernille Harder (atacante, Wolfsburg).

Quem saiu?

Anita Asante (zagueira, Aston Villa), Deanna Cooper (zagueira, Reading), Adelina Engman (atacante, Montpellier), Ramona Bachmann (atacante, PSG).

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Guia produzido por Bruno Bezerra, Eduardo Costa, Hugo L'Abbate, Karyne Teixeira, Lucas Bichão e Natália Lara.