WSL 2019/2020: montamos a seleção do campeonato

Quais foram as melhores jogadoras da temporada?

seleção wsl 2019 2020
Catherine Ivill/Getty Images

Com o fim da WSL 2019/2020, a PL Brasil preparou um resumo da Women’s Super League. São análises de todos os doze times e a seleção da temporada, para você ficar por dentro do que aconteceu no Campeonato Inglês feminino! Neste texto, vamos falar da seleção da WSL 2019/2020.

O final antecipado da WSL por conta da pandemia da covid-19 deu ao Chelsea o terceiro título da liga em sua história. O Manchester City foi o vice-campeão, se qualificando assim para a próxima edição da Uefa Women's Champions League. Já o Liverpool foi rebaixado para a FA Women's Championship.

A PL Brasil montou a seleção ideal da temporada, tomando como base o desempenho geral das atletas na competição. O esquema tático escolhido foi o 4-3-3.

A PL Brasil apresenta a seleção da WSL 2019/2020.

Goleira: Ellie Roebuck (Manchester City)

Aos 20 anos, a jovem goleira nascida em Sheffield assumiu a titularidade do Manchester City com a lesão de Karen Bardsley e não decepcionou. Ellie Roebuck colecionou dez clean sheets em 16 partidas disputadas, sendo a líder neste fundamento.

Com ótimos reflexos, leitura de jogo e muita maturidade, Roebuck se consolidou como peça importante do clube. Portanto, tem tudo para em um futuro não tão distante, buscar ser a titular da seleção da Inglaterra, onde já disputou cinco jogos.

Lateral-Direita: Maren Mjelde (Chelsea)

A capitã da seleção da Noruega foi peça vital no título do Chelsea nessa temporada. Ela é extremamente versátil, podendo jogar nas laterais, na zaga ou como volante. Mas foi mostrando consistência na lateral direita que Maren Mjelde entrou na seleção da WSL 2019/2020.

Eficiente na marcação e uma líder dentro de campo, ela vive aos 30 anos o melhor momento de sua carreira após mais uma conquista e uma excelente Copa do Mundo em 2019. Assim sendo, sua permanência no Chelsea é fundamental para as pretensões do clube para os próximos anos.

Zagueira: Millie Bright (Chelsea)

Com apenas 11 gols sofridos, o sistema defensivo do Chelsea tem na inglesa Millie Bright parte fundamental para o sucesso. Eleita a melhor jogadora do mês de outubro na WSL, Bright é titular absoluta e nome de confiança da treinadora Emma Hayes, assim como tem sido a companheira de zaga de Steph Houghton na seleção da Inglaterra.

Excelente em embates de um contra um, forte e ótima no jogo aéreo, a zagueira nem cogita uma possível saída do clube. Nas Blues, ela é uma das principais estrelas e vem mostrando o por que de ser uma das melhores do mundo no setor.

Zagueira: Leah Williamson (Arsenal)

Meio-campista de origem, Leah Williamson foi recuada para a zaga com o técnico Joe Montemurro e de lá não saiu mais. Cria da base do Arsenal, é um dos grandes talentos do clube e uma das mais promissoras jogadoras do futebol feminino inglês na atualidade.

Com ótimos passes e visão de jogo, compensando sua baixa estatura, Williamson foi um dos grandes destaques da boa temporada das Gunners, que de certa forma terminou de forma amarga sem a vaga na próxima UWCL via WSL. Para jogar a competição, o Arsenal precisará vencer a Uefa Women's Champions League na atual temporada.

Lateral-Esquerda: Magdalena Eriksson (Chelsea)

Evidentemente o Chelsea teve domínio em nossa seleção da WSL 2019/2020. Assim sendo, não poderia faltar a capitã do clube. A sueca Magdalena Eriksson, destaque no terceiro lugar de sua seleção na última Copa do Mundo, atuou como lateral esquerda e também na defesa quando necessário nesta temporada.

Com ótimos cruzamentos, visão de jogo e entrega ao clube, “Magda” foi peça chave do sucesso na conquista do título. Dessa forma, tem tudo para ser mais importante ainda na história das Blues.

Leia mais: Cinco jogadoras que passaram pela WSL e você não sabia

Meio-Campista: Jordan Nobbs (Arsenal)

Após sofrer uma séria lesão que a tirou da disputa da Copa do Mundo em 2019, Jordan Nobbs voltou muito bem aos gramados. Mais uma vez, foi figura chave para a campanha do Arsenal. Suas boas atuações até lhe renderam um novo contrato com o clube londrino.

Volante com bons passes, mostrou ser eficaz na marcação e ter bom chute de média distância, além de ser uma das líderes do time dentro de campo. Assim, entrou na seleção da WSL 2019/2020.

Meio-Campista: Caroline Weir (Manchester City)

Ponta de origem, a escocesa Caroline Weir viveu uma mudança tática positiva na temporada, onde passou a jogar mais centralizada pelo Manchester City. Isso foi extremamente positivo para a atleta, a segunda que mais criou chances de gols na WSL.

Com seus bons passes, interceptações e chutes de longa distância, foi figura importante do vice-campeonato das Citizens nessa temporada. Com a ida da seleção do Reino Unido às Olimpíadas de 2021, provavelmente Weir poderá figurar entre as 18 escolhidas.

Meio-Campista: Guro Reiten (Chelsea)

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Provavelmente a norueguesa Guro Reiten foi a grande contratação da temporada 2019/2020 da WSL. Ela teve cinco gols e seis assistências na temporada, e sua excelente parceria com Ji-So Yun no meio campo foi fundamental na conquista do Chelsea.

Veloz e com muita visão de jogo, foi a contratação discreta que imediatamente se encontrou em Londres. Sendo assim peça vital no elenco de Emma Hayes, deverá por muitos anos ser a dona do meio campo do clube.

Atacante: Pauline Bremer (Manchester City)

Com dez gols marcados, a alemã Pauline Bremer faz sua despedida do Manchester City nessa temporada – reforçará o Wolfsburg em 2020/21. Ela foi peça muito importante no ataque das azuis de Manchester ao lado da recém contratada Ellen White.

Com boa finalização e velocidade, Bremer voltará à Alemanha buscando quem sabe retornar a seleção alemã, pela qual disputou apenas a Copa do Mundo de 2015. Será, portanto, uma perda considerável para as Citizens.

Atacante: Bethany England (Chelsea)

Com 14 gols em 15 jogos da WSL, impossível não observar a excepcional fase da atacante Bethany England. A inglesa é tímida e de poucas palavras fora de campo, porém dentro dos gramados corresponde com muita entrega e, sobretudo, gols.

Com boa imposição física e finalizações precisas, teve como grande momento na temporada a conquista da FA WSL Cup – afinal, marcou os gols da vitória diante do Arsenal. Com ela, a Inglaterra está bem servida para o ataque durante os próximos anos.

Atacante: Vivianne Miedema (Arsenal)

Pode não ter sido uma temporada tão brilhante quanto a passada. Mas com 16 gols e oito assistências, falar que a holandesa Vivianne Miedema fez uma temporada ruim beira ao absurdo. Caso a defesa das Gunners se acertasse mais, provavelmente o time brigaria ponto a ponto no topo da tabela.

Precisa na criação e também nas finalizações, Miedema teve papel crucial no desempenho do Arsenal na temporada. Logo após a WSL, o foco se agora volta para a UWCL, onde enfrentarão o PSG pelas quartas de final do certame continental, em agosto.

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Treinadora: Emma Hayes (Chelsea)

Mais uma vez, Emma Hayes mostrou que sabe montar muito bem seu elenco, mesmo com desfalques importantes como o de Fran Kirby ou saídas como a de Hedvig Lindahl. Com um elenco coeso e muito equilibrado em todos os setores de campo, Hayes levou o Chelsea não apenas ao título da WSL, como também ao da FA WSL Cup.

Comprometida com o futuro das Blues, ela não mantém interesse em assumir a seleção inglesa feminina no momento. Assim, o objetivo é tornar o Chelsea uma potência a nível continental. Após as chegadas da australiana Sam Kerr e da alemã Melanie Leupolz, o projeto do clube se mostra ambicioso e pode render excelentes resultados.