West Ham na PL 2019/2020: novamente a inconsistência dos Hammers

Equipe londrina brigou na parte de baixo da tabela e teve Michail Antonio como surpresa

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Catherine Ivill/Getty Images

Pela segunda temporada consecutiva, o torcedor dos Hammers ficou com a sensação amarga da frustração. A dura realidade do West Ham 2019/2020 foi uma Premier League de inconsistência. E uma reta final dramática na luta para escapar do rebaixamento. E na conta, 40 anos desde o último título.

Quais eram as expectativas para o West Ham na temporada 2019/2020?

A equipe mirava na tão sonhada vaga para as competições europeias. Mas até agora, a ambição tem ficado pra trás. O clube buscava esse objetivo fazendo grandes investimentos, apostando em promessas do futebol europeu, mexendo no seu esquema de jogo, reforçando seus sistemas defensivo e, principalmente, o ofensivo.

Porém, o que deixa o torcedor do West Ham decepcionado é a queda do rendimento tão gritante de uma temporada pra outra. Durante todo o campeonato, foram altos e baixos entre sequências de derrotas, alguns empates e poucas vitórias. Inclusive não conseguindo emplacar mais de um triunfo consecutivo.

Em contrapartida, após a paralisação, foi até surpreendente o que a equipe conseguiu fazer. Apesar da retomada com dois reveses, os Hammers conquistaram bons resultados que fizeram a equipe se livrar matematicamente do rebaixamento na penúltima rodada.

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Catherine Ivill/Getty Images

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Destaque

Declan Rice, como já se era esperado, foi mais uma vez o grande destaque e principal jogador do West Ham 2019/2020. O meio-campista é peça fundamental para a organização e armação de jogadas em campo. Assume também um papel de liderança, tendo se consolidado como segundo capitão.

Até hoje, esta pode ser considerada sua melhor temporada como profissional. Rice é líder na média de interceptações por jogo, com média de 2,1 nesta Premier League. Tem também como uma das suas maiores qualidades a precisão de passes por partida, com 86% de aproveitamento. Além dos passes longos, com média de 3,4 bem sucedidos.

Da mesma forma, suas habilidades com a bola nos pés vão além. Os dribles do camisa 41 têm alto índice de proveito, com total de 75%. E em 4,5 vezes que vai a combate no chão, tem êxito.

O técnico David Moyes mantém a confiança e frequência no trabalho de Rice. De todos os 38 jogos da temporada, esteve como titular e não foi substituído em nenhuma oportunidade.

Mas o futuro do jovem jogador de 21 anos nos Irons é incerto. O Chelsea e o Manchester United já demonstraram interesse no atleta e em seu excepcional desempenho. Sendo que nos Blues, teve passagem pela base.

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Surpresa

A surpresa positiva foi Michail Antonio. Após a paralisação, o atacante cresceu em performance e fez total diferença. Em oito jogos, balançou as redes exatas oito vezes. Na rodada 35, massacrou o Norwich City, marcando os quatro gols da partida. E finaliza a temporada com três assistências e quase 68% de eficiência no passe por jogo.

Já a negativa fica com o meio-campista brasileiro Felipe Anderson. Contratado na temporada 2018/2019, parecia que iria evoluir ainda mais, mas frustrou as expectativas. O camisa 8 balançou as redes apenas uma vez na goleada por 4 a 0 sobre o Bournemouth.

Sua frequência de gols chegou a péssima média de um a cada 1508 minutos. E em relação a sua aparições, de todos os jogos da edição, foi titular em apenas 20 deles.

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