Analisamos a campanha do West Bromwich na volta à Premier League

Baggies retornam à elite do futebol inglês; brasileiro Matheus Pereira foi destaque

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Nathan Stirk/Getty Images

Depois de uma última rodada maluca na Championship, o West Bromwich Albion conseguiu garantir sua vaga na Premier League. Mesmo sem vencer o QPR em casa (2 a 2), os Baggies contaram com um tropeço do concorrente Brentford para selar o acesso.

Com campanha sólida, o WBA foi merecedor da vaga mesmo com os percalços na reta final. O time de West Midlands não venceu nenhum dos seus últimos quatro jogos e colocou fogo na disputa. Time bom também tem sorte, não é mesmo?

Análise da campanha do West Bromwich no retorno à Premier League

Os comandados de Slaven Bilic apresentaram um bom futebol de ponta a ponta. De cara, na estreia, os Baggies bateram o Nottingham Forest, que se mostraria postulante ao acesso no decorrer do ano, fora de casa por 2 a 1. Foi um belo cartão de visitas.

O WBA de Bilic ficou marcado por ser um time construtor. Desde os zagueiros, a equipe trocava vários passes até chegar ao seu gol. Os volantes Livermore e Sawyers também desempenharam papel fundamental para que a proposta de jogo fosse consolidada.

Destaque brasileiro

Entretanto, o cérebro do time e maior destaque, sem dúvidas, foi o brasileiro Matheus Pereira. Com impressionantes 20 assistências, além de oito gols, o meia foi peça-chave na conquista do acesso. O jogador, que pertencia ao Sporting, atuou em 42 das 46 partidas na Championship.

Por conta da grande participação de Matheus, o meia ativou uma cláusula de compra obrigatória prevista no acordo entre os clubes. Se o jogador atuasse por 30 ou mais jogos, o WBA teria que desembolsar algo em torno de 10 milhões de libras. Após a temporada estonteante de Pereira, o valor se tornou uma barganha.

Outro jovem que também se destacou no retorno do West Bromwich à Premier League foi o inglês Grady Diangana. Jogador do West Ham, o extremo contribuiu com oito gols e sete assistências em 30 compromissos.

No comando do ataque, se aproveitando do sistema do técnico croata, que variava de um 4-2-3-1 sem a bola para um 4-3-3 com a bola, os veteranos Charlie Austin e Hal Robson-Kanu somaram 20 gols. Com contrato até o final da próxima temporada, a dupla deve permanecer para 2021.

Dono de um trabalho sólido e vistoso, os Baggies podem se espelhar em dois clubes que se promoveram e, sem mudar o estilo, conseguiram boas campanhas na elite: Sheffield United e Wolverhampton. Este último, rival fervoroso, foi além e conseguiu até participação na Europa. Todavia, em um primeiro passo, a briga para não cair e a eliminação do estigma de “time ioiô” deve ser prioridade.

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