Os benefícios e preocupações da venda do Arsenal

Entenda melhor essa história envolvendo os Gunners

Os benefícios e preocupações da venda do Arsenal

A venda do Arsenal deixou uma grande parte dos Gooners revoltados. A mudança pode ser vista de formas diferentes. Ainda não se sabe se trará benefícios ou preocupações para o Arsenal.

Quem é Stan Kroenke?

Em um esporte que está cada vez mais “caro”, o Arsenal teve 100% das suas ações vendidas para o bilionário americano Stan Kroenke por 550 milhões de libras.

Kroenke já tinha 67% dos direitos do Arsenal através de sua empresa KSE, e Alisher Usmanov, tinha 30% das ações. Nessa terça-feira (07), o russo aceitou a oferta do americano e deixou o clube nas mãos de um só.

Os outros 3% restantes que tinham direitos do Arsenal foram legalmente obrigados a vender suas ações para Kroenke.

A venda do Arsenal gera dúvidas, mas houve uma valorização do clube no mercado financeiro. Após o valor da compra ter sido inserido na bolsa de valores, o Arsenal valorizou 1,8 bilhão de libras.

Stan Kroenke venda do arsenal
Crédito Getty

As dúvidas que pairam sobre a venda do Arsenal

A KSE declarou que isso é um passo enorme para os Gunners. A ambição clara de conquistar a Premier League e a Liga dos Campeões num futuro não tão distante.

Mesmo assim, os fãs do Arsenal não veem dessa forma, principalmente aos torcedores que tinham ações detentoras no clube.

Isso porque, com Kroenke tendo o clube todo para si mesmo, o Arsenal pode ser usado como ferramenta de ações prejudiciais.

Seja o pagamento de taxas de administração e dividendos sem o menor equilíbrio e sem a transparência que um torcedor espera ver de seu time quando se trata de contas.

Querendo ou não, eles têm uma razão em se preocupar. Com a venda do Arsenal a um bilionário americano, ele consegue fugir das burocracias do Reino Unido e aplicar seu negócio nos Estados Unidos, onde não é exigido muita transparência.

Isso pode ser visto de uma forma positiva no âmbito comercial, mas Kroenke tem uma fama negativa de que seus negócios com outras equipes não deram muito sucesso.

O Colorado Rapids, equipe da Major League Soccer, que pertence ao bilionário, faz papel de coadjuvante no cenário do futebol estadunidense há alguns anos, algo que a própria torcida do Arsenal está cansada de ver nas últimas temporadas.

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Na NFL, Kroenke é o dono St Louis Rams, que não chega nos playoffs desde 2004, e ainda manteve um treinador no time com o recorde de maior número de derrotas em uma temporada de futebol americano.

Por mais que a insistência no termo “ambição” passe pela teoria de sua fala, na prática, isso ainda não apareceu.

Em 1999, Kroenke criou a “Kroenke Sports & Eintertainment”, para entrar de vez no mundo dos esportes e das franquias americanas. Mas em 2007, ele decidiu olhar para outro polo: o futebol inglês.

Estava à procura de um clube em que pudesse ter os melhores jogadores e competir com o poderio financeiro de Chelsea e Manchester United. Esse clube era o Arsenal.

Mas a maioria do conselho do Arsenal não gostou da ideia.

David Dein, vice-presidente na época, teve relação conflituosa com o mesmo e se separaram em 2008. Com isso, Dein vendeu suas ações para outro bilionário: Alisher Usmanov.

Isso também não agradou o conselho do Arsenal. Kroenke entrou para o conselho e, em 2011, já tinha boa parte do controle do clube.

Isso tudo se estendeu até 2018, com Kroenke se apossando de todas as ações e deixando um ponto de interrogação no futuro do Arsenal.

Futuro incerto

Talvez ele ainda possa entender que, diferente do futebol americano, o futebol na Europa se passa por um mercado livre. Há a possibilidade de se investir pesado e ter sucesso com isso.

Você pode gastar, desde que gaste corretamente, e querendo ou não, se der certo, será um passo grande no Arsenal.

A torcida é para que Kroenke use o Arsenal para se tornar uma potência ainda maior.

Que o clube possa buscar investimentos e que se mantenha próximo aos Gooners, e não para formas de esconder seus negócios.

Dinheiro faz a diferença no futebol, mas o que faz ele respirar de fato é história, torcida e camisa, e isso o Arsenal não pode perder.