5 técnicos que já treinaram clubes ingleses e você talvez não sabia

Conheça a história de cinco treinadores que tiveram uma rápida ou discreta passagem por clubes ingleses

Christopher Lee Getty Images
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A história do futebol é repleta de riquezas e grandes nomes. Por diversos clubes, inúmeros jogadores e atletas transitam todas as temporadas. No entanto, diante de todo esse “trânsito” no esporte bretão, algumas passagens e histórias acabam por cair no esquecimento. Entre os muitos causos, existem as passagens de alguns treinadores por clubes ingleses, que poucas pessoas tem conhecimento ou lembrança. Pensando nisso, a PL Brasil separou para você cinco casos de técnicos que passaram pelo futebol da Inglaterra e você provavelmente não sabia ou lembrava.

Jaap Stam

O holandês com cara de poucos amigos teve uma grande carreira atuando como zagueiro. Passou por equipes como PSV, Manchester United, além de Lazio e Milan.

Stam aposentou-se como jogador em 2007, defendendo o Ajax. No entanto, alguns anos mais tarde ele já estaria de volta ao futebol, agora para desempenhar a função de treinador.

Sua primeira experiência efetiva à beira dos gramados foi dirigindo os juniores do Ajax. Após passar duas temporadas na equipe de Amsterdam, o holandês decidiu se aventurar no comando de um clube inglês.

Sua escolha foi um tanto quanto peculiar, visto que o treinador encarou o desafio de conduzir o Reading na disputa da Championship.

Jaap Stam chegou a Reading em 1º de julho de 2016 com um contrato inicial de dois anos.
Em sua primeira temporada, o treinador fez um grande trabalho, terminando a competição na terceira posição, o que lhe garantiu a disputa dos playoffs.

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No entanto, o Reading acabaria superado pelo Huddersfield na decisão por pênaltis, perdendo assim a vaga para a Premier League do ano seguinte. Em sua segunda temporada e com o contrato renovado por mais dois anos, Stam tentou repetir o sucesso que quase levou a equipe à elite da Inglaterra.

Porém, com uma campanha muito abaixo daquela esperada, ele acabou demitido em 21 de março de 2018 após uma sequência de nove jogos sem vitórias e com o Reading ocupando a metade de baixo da tabela.

Pela equipe foram 98 jogos, com 41 vitórias, 21 empates e 36 derrotas. Ao final de sua experiência na Inglaterra ele acabaria voltando para a Holanda, onde ainda iria comandar o PEC Zwolle e Feyernoord, clube do qual se desligou em 28 de outubro de 2019.

Sami Hyypiä

Com uma década vestindo a camisa do Liverpool, Sami Hyypiä fez história atuando na Premier League. mApós tantos anos na Inglaterra, o defensor transferiu-se para o Bayer Leverkusen, onde atuou até se aposentar em 2011.

Logo depois de pendurar as chuteiras teve uma rápida passagem como assistente técnico na seleção da Finlândia.

No entanto, logo ele acabaria dando início à sua carreira como treinador, assumindo o comando daquele que acabou sendo seu último clube como atleta, o Leverkusen. Hypiiä permaneceu no clube alemão por 41 jogos até ser demitido em 5 de abril de 2014.

Pouco tempo depois, em 06 de junho daquele ano, o ex-zagueiro era anunciado como novo treinador do Brighton & Hove Albion, que na temporada anterior foi eliminado nos playoffs do acesso.

Glyn Kirk/AFP via Getty Images
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No entanto, sua experiência como técnico na Inglaterra foi breve. Em 26 jogos o treinador conquistou apenas seis vitórias, além de 10 empates e 10 derrotas com a sua demissão sendo anunciada em 22 de dezembro de 2014.

O Brighton, que estava habituado a lutar pelas primeiras posições, brigando pelo acesso para a Premier League terminou aquela temporada somente na 20ª posição na tabela, seis pontos acima do primeiro time rebaixado.

Após sua saída do Brighton, Hypiiä acabaria passando também pelo Zürich, por onde ficou por 30 jogos.

Roy Keane

O jogador que fez história e é um dos ídolos da história do Manchester United teve logo no ano seguinte à sua aposentadoria, sua primeira experiência como treinador. Após defender o United entre 1993 e 2005, o meio-campista se aventurou por um curto período no Celtic.

Seu período na Escócia foi curto, vindo a encerrar sua carreira após recomendações médicas. Com sua aposentadoria forçada, Roy Keane logo deu início a sua carreira como técnico.

Sua primeira experiência à beira do gramado ficou marcada positivamente. Ao assumir o Sunderland ainda no início da temporada 2006/2007. Com o irlandês no comando, os Black Cats sagraram-se campeões da Championship naquela temporada, garantindo o retorno à elite inglesa e Roy Keane conquistando o prêmio de melhor treinador da competição.

Já na temporada seguinte, a realidade se mostrou cruel com o Sunderland. Com direito a uma derrota por 7 a 1 para o Everton fora de casa, o desempenho da equipe se mostrava preocupante, com o Sunderland próximo de um novo rebaixamento.

Pete Norton Getty Images
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Diante desse cenário, aliado aos problemas de relacionamento com o então proprietário da equipe, Ellis Short, Roy Keane anunciou sua saída do clube em 21 de fevereiro de 2009.

Pelo Sunderland foram 100 partidas, com 43 vitórias, 16 empates e 41 derrotas. Após sua saída dos Black Cats, Roy Keane emendou seu segundo trabalho em um clube inglês.

Em 23 de abril ele foi anunciado como novo treinador do Ipswich Town, conduzindo a equipe na reta final da Championship.

Na temporada seguinte, o técnico irlandês pôde comandar o clube durante todo o campeonato. No entanto, o desempenho se mostrou mediano, com o Ipswich terminando a temporada 2009/2010 somente na 15ª posição na segunda divisão inglesa.

No ano seguinte de disputa, o desempenho do clube continuou baixo, passando longe de brigar pelo acesso à elite. Roy Keane acabaria demitido em 7 de janeiro de 2011 após uma derrota dentro de casa para o Nottingham Forest.

Em 81 jogos pelo Ipswich foram 29 vitórias, 24 empates e 28 derrotas. Essa foi, até o momento, sua última experiência como treinador tendo trabalhado como assistente técnico na seleção da Irlanda além de Aston Villa e Nottingham Forest, de onde se desligou ao final da temporada passada.

Gary Caldwell

Revelado como jogador pelo Newcastle, o zagueiro central defendeu por mais temporadas a equipe do Wigan. O escocês chegou à equipe em janeiro de 2010, ganhando o status de capitão, permanecendo nos Latics até encerrar sua carreira, em 28 de fevereiro de 2015.

Poucos meses após aposentar-se como jogador, Caldwell passou a integrar a comissão técnica do Wigan, que naquela ocasião lutava para não ser rebaixado para a League One. Acabou assumindo a função de treinador da equipe em abril de 2015 após a demissão do então treinador, Malky Mackay.

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À frente da equipe pelos últimos cinco jogos naquela temporada, ele não foi capaz de impedir o descenso do clube para a terceira divisão. Mesmo com a queda, a direção do Wigan garantiu a permanência de Gary Caldwell para a disputa da temporada seguinte, e essa parece ter sido a melhor decisão possível.

Com o seu ex-capitão comandando a equipe na beira do campo, o Wigan não apenas garantiu o retorno para a Championship como também foi o campeão da League One da temporada 2015/2016 após uma emocionante briga com o Burton e Walsall pela primeira posição na tabela.

No entanto, a volta à divisão de acesso à elite foi uma difícil missão para o Wigan e seu técnico. Gary Caldwell acabou demitido em outubro de 2016, após conquistar apenas duas vitórias em 14 rodadas na Championship.

No total, ele permaneceu 18 meses à frente da equipe, disputando 71 jogos e somando 29 vitórias, 21 empates e 21 derrotas. Após ficar livre no mercado, acabaria assumindo o Chesterfield durante a metade da temporada na League One.

No entanto, uma vez mais ele se via na difícil posição de tentar evitar a queda de um clube. Com muitos empates, Caldwell não evitou a queda da equipe, cuja qual ele permaneceu para iniciar a disputa da League Two na temporada seguinte.

Com um início sem empolgar, acabaria sendo demitido do clube com apenas oito partidas disputadas na quarta divisão inglesa. Sua passagem por Chesterfield não lhe trará saudades já que em 29 partidas acabou somando apenas três vitórias, oito empates e 18 derrotas

Após suas experiências na Inglaterra, ele teve sua primeira e até aqui única oportunidade na Escócia. Entre outubro e 2018 e setembro de 2019 ele dirigiu o Partick Thistle na segunda divisão local.

Frank de Boer

Grande nome do futebol da Holanda, o ex-zagueiro teve passagens importantes por Ajax e Barcelona. Após encerrar sua carreira em 2005, passou a integrar a comissão técnica da Laranja Mecânica, onde permaneceu entre 2008 e 2011.

Pouco tempo depois, deu início à sua carreira de treinador de maneira efetiva. Seu primeiro clube foi o Ajax, onde atuou por mais de uma década como atleta. Pelo clube de Amsterdam dominou o campeonato nacional, conquistando quatro títulos da Eredivisie.

Após anunciar sua saída do Ajax, partiu rumo à Itália para dirigir a Inter de Milão. No entanto, sua passagem pelo clube nerazzuro foi bastante curta e sem brilho.

Frank de Boer chegou com muitas expectativas em 9 de agosto de 2016, tendo a nada cômoda missão de substituir Roberto Mancini. Com um desempenho inconstante, o técnico permaneceu durante apenas 14 jogos na Inter, sendo demitido em 1º de novembro.

Paul ELlis AFP via Getty Images
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Com uma marca de cinco vitórias, dois empates e sete derrotas, o holandês deixou a Itália para, pouco tempo depois ter um desempenho ainda pior na Inglaterra.

No início da temporada 2017/2018 ele foi anunciado como novo treinador do Crystal Palace, assinando um contrato de três anos. Sua passagem pelo clube do sul de Londres acabou entrando para a história, porém, de uma maneira nem um pouco desejada.

Com um início desastroso, com quatro derrotas nas quatro primeiras rodadas da Premier League e sem conseguir marcar nenhum gol, o Crystal Palace estabeleceu a pior sequência de um clube em 93 anos.

Seu único triunfo à frente da equipe foi na segunda fase eliminatória da Copa da Liga, contra o Ipswich Town. Esse fraco desempenho levou à sua demissão com pouco mais de dois meses de campeonato e 450 minutos comandando o time à beira do campo.

Após sua segunda experiência negativa como treinador, Frank de Boer partiu para o outro lado do oceano, desembarcando nos Estados Unidos para comandar o Atlanta United, equipe que dirige até os dias de hoje.