Montamos a seleção do West Ham no século XXI; confira

A PL Brasil listou os 11 principais jogadores dos Hammers desde 2001

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Jordan Mansfield/Getty Images

A PL Brasil listou a seleção do século XXI de vários clubes ingleses e falaremos agora do West Ham. Vamos listar, portanto, o time ideal dos Hammers desde 2001.

A seleção do West Ham no século XXI

Robert Green

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Robert Green chegou ao West Ham na janela de verão de 2006 e, no clube, teria aquela que talvez seja sua melhor fase na carreira. Logo na sua primeira temporada, fez parte do grupo conhecido pela história da “Grande Escapada”, quando o time escapou do rebaixamento de forma inusitada.

O goleiro lembrou dessa época no site oficial do West Ham, dizendo que o melhor jogo de sua carreira foi contra o Arsenal no Emirates. Ele destaca que “Carlton Cole calculou que havia um campo de força Jedi em torno do meu gol!”. A vitória foi essencial para o sucesso de ficar na Premier League daquele ano.

Nas duas temporadas seguintes, Green teve boas performances, colecionando 18 clean sheets e ajudando o time a chegar duas vezes no meio da tabela. Suas atuações eram tamanhas que, em 2010, foi selecionado para ser titular da Inglaterra na Copa do Mundo na África do Sul, enquanto jogador dos Hammers.

Sebastien Schemmel

Phil Cole/Getty Images

Sebastian Schemmel é o dono da lateral direita desta seleção mesmo com uma passagem breve pelo clube no início do século. Chegou ao West Ham em janeiro de 2001 após passagem pelo FC Metz. O francês mostrou ao que veio ainda nesse início de sua passagem. Assumiu a titularidade e foi importante na emblemática vitória sobre o Manchester United na Copa da Inglaterra daquela temporada.

A temporada 2001/2002 foi a que lhe rendeu mais frutos, pois conseguiu marcar um gol e dar seis assistências. Schemmel foi um dos grandes responsáveis pela campanha na Premier League (7º colocado) e recebeu o prêmio do clube de Jogador do Ano, batendo nomes como Joe Cole e Paolo Di Canio. Harry Redknapp o definiu como um dos “melhores laterais direitos ofensivos” que viu jogar.

Danny Gabbidon

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Danny Gabbidon é um jogador do sistema defensivo do West Ham que chegou causando um grande impacto. Adquirido junto ao Cardiff City na janela de verão, o galês participou de 34 partidas na temporada 2005/2006 pela Premier League e foi essencial na campanha da Copa da Inglaterra.

O zagueiro esteve no elenco que disputou a final da principal copa da Inglaterra. Além disso, fez parte da equipe que se reestruturou na liga inglesa até a queda na temporada 2010/11. Sua presença nesta lista vai além da importância para o West Ham, mas também por ter sido uma grata surpresa no elenco dos Hammers.

Declan Rice

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Pode ainda ser cedo para colocá-lo na seleção do século, mas Declan Rice é um dos melhores jogadores do sistema defensivo do West Ham nos últimos anos. Está adaptado na defesa, onde começou sua carreira como jogador profissional, apesar de ter melhores desempenhos como primeiro volante. Rice está escalado aqui por ser um dos maiores destaques das últimas duas temporadas.

Foi o jogador com mais desarmes na temporada 2018/19, vice duas vezes seguidas no prêmio do clube de Jogador do Ano e peça fundamental para o sistema defensivo. Em meio a tantos nomes de peso, o jovem inglês consegue destaque. No centro do turbilhão de emoções que foi o West ham nas últimas temporadas, tem sido o pilar.

Adiciona-se ao que já foi citado o fato de que Rice rememora aos torcedores que a base do West Ham é forte

Assim como foi no final do século passado com Frank Lampard, Rio Ferdinand e Joe Cole. Caso continue nos Hammers, pode ganhar uma cadeira cativa no coração dos adeptos.

Aaron Cresswell

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Parece sina, mas ao que tudo indica o West Ham possui bom faro para defensores que causam grande impacto assim que chegam aos Hammers. Aaron Cresswell foi contratado na janela de verão de 2014 e em 2015 foi eleito o Jogador do Ano pelo clube. Longe de ser um craque, o inglês se destaca por sua constância e desempenhar bem papéis defensivos e ofensivos.

Na temporada de 2017/2018, Cresswell teve seu melhor desempenho no ataque quando foi líder de assistências da equipe com sete passes para gol. Entre as mudanças ocorridas de 2014 para a atual época, o lateral sempre ultrapassou a marca de 20 partidas jogadas e, por isso, integra a seleção do West Ham no século.

Scott Parker

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Para começar a trinca de meio-campistas, começamos com um jogador que marcou uma grande história em seus aproximados quatro anos de West Ham. Scott Parker foi durante essas temporadas o jogador mais importante dos Hammers, mesmo não tendo os números de gols e assistências mais expressivos. Parte de seu peso na equipe pode ser visto no fato de ele ter ganho três vezes seguidas o prêmio do clube de Jogador do Ano seguidos.

Além dos prêmios individuais, na última temporada em que esteve atuando pelo West Ham o jogador foi eleito Jogador do Ano, título esse dado pela Football Writers’ Association. Ele foi apenas o segundo jogador do clube a conseguir a premiação, sendo o outro Bobby Moore em 1964.

Mark Noble

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Mark Noble está marcado para a história do West Ham por tantos motivos que por vezes pode ser difícil elencar todos. Sua importância para o clube vai além de ser o melhor jogador de uma temporada, mas também por ser um símbolo nos Hammers. Formado pelo clube  e na equipe principal desde 2005, Noble tem sido o atleta mais regular do time.

Desde a temporada 2007/2008, o meio-campista bateu a marca de ao menos 25 participações na Premier League. Passou por momentos históricos do clube neste século como as participações na Europa League e a “Grande Escapada”. Também passou pela tristeza da queda para a Championship em 2010/2011. Em quatro temporadas, foi o líder em assistências da equipe, além de ter boas contribuições defensivas.

O site oficial dos Hammers destaca Mark Noble como o 15º maior atleta da história do clube. Com 435 partidas disputadas e 51 gols marcados, está atualmente com 33 anos e  tem a chance de encerrar sua carreira sendo talvez o maior jogador do West Ham do início do século.

Dimitri Payet

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Uma temporada e meia entre 2015 e 2017: esse foi o período em que Dimitri Payet esteve no West Ham. Tempo suficiente para o meia-atacante marcar história pelo clube neste século. Ao todo, foram 48 partidas na Premier League, 11 gols marcados e 18 assistências. Na temporada 2015/2016, foi responsável diretamente por 21 dos 65 tentos marcados do time na liga inglesa.

Nesse mesmo ano, Payet foi artilheiro e líder de assistências da equipe, sendo o grande responsável por levar o grupo à Europa League e à melhor posição na liga desde 2006/2007. Na temporada seguinte, mesmo tendo saído na janela de inverno, conseguiu ser novamente líder de assistências da equipe no ano.

Payet foi brilhante no tempo que passou pelo West Ham. Quem sabe o que poderia ter oferecido ao clube caso tivesse permanecido? Só o imaginário do torcedor pode dizer.

Joe Cole

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Ben Radford ALLSPORT

Joe Cole teve sua primeira temporada de Premier League pelo West Ham em 1998. Passou do século XX para o XXI e se tornou uma das peças mais importantes dos Hammers no período em que a maioria das lendas envelhecia ou deixava o clube.

O site do West Ham destaca o jogador inglês como “possivelmente o mais talentoso que surgiu na academia de futebol (do clube) nos últimos 25 anos”. Sua primeira passagem pelo clube mostrou o quanto era especial para a equipe.

Cole ainda teve uma segunda passagem entre 2012 e 2014, mas essa sem o mesmo sucesso da anterior. Assim como na reta final da estadia pelo Chelsea, as lesões atrapalharam muito o seu estilo de jogo. Ainda assim é lembrado como uma estrela e integra a seleção do West Ham no século.

Paolo Di Canio

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Paolo Di Canio chegou ao West Ham em 1999 e ali começou a história da criação de um ídolo. Jogando pela ponta dos Hammers, o italiano participou de 141 jogos e marcou 51 vezes. Era ousado e buscava causar o inferno na vida dos defensores, pois possuía um drible curto e rápido.

Di Canio estava sempre cotado entre os melhores da temporada. Foi artilheiro da equipe em 2002/2003 com 9 gols na Premier League, mas além de esse ser seu último ano no time também foi o de rebaixamento da equipe.

Carlos Tevez

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A “Grande Escapada” foi citada algumas vezes nessa lista e foi fator importante para a escolha de Robert Green, porém ela não fora tão decisiva para as escolhas como para Carlos Tevez. O atacante argentino chegou na temporada 2006/2007, sendo ela justamente a da escapada heroica do rebaixamento. Certamente, ele foi essencial para evitar a queda, principalmente na corrida final.

Foram sete gols e 26 partidas pelo clube, tendo disputado apenas essa época derradeira. Mesmo com uma passagem mais meteórica do que a de Payet, Tevez se tornou uma lenda no clube.

Outros como Marko Arnautovic, Bobby Zamora ou Carlton Cole passaram pelo clube e tiveram seus tempos de artilharia. Porém, Tevez é como um raio que brilhou mais do que qualquer uma dessas estrelas.

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