Seleção Francesa enfrenta surto de ‘vírus do camelo’ e toma providências

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Restando poucos dias para a grande final da Copa do Mundo 2022, a Seleção Francesa conta com alguns imprevistos nos preparativos para o jogo. A delegação enfrenta um surto do ‘vírus do camelo' entre os jogadores. Buscando evitar novos atletas infectados, a Federação Francesa de Futebol tomou providências.

No próximo domingo (18), a Seleção Francesa entra em campo contra a Argentina na busca pelo título do mundial disputado no Catar. Contudo, possuí alguns desfalques importantes, após atletas apresentarem sintomas da doença.

Seleção Francesa enfrenta surto de ‘vírus do camelo' e toma providências

Antes do pontapé inicial e no decorrer na competição, a Seleção Francesa enfrenta um adversário a mais na Copa do Mundo, com os problemas envolvendo a saúde dos atletas. Por conta de lesões, alguns atletas precisaram ser cortados da lista de convocados por Didier Deschamps. Agora, conta com um vírus como adversário.

Na partida contra o Marrocos, pela semifinal, Dayot Upamecano Adrien Rabiot não estavam à disposição da equipe, após apresentarem sintomas de gripo. Além disso, na última quinta-feira (15), Kingsley Coman não participou dos treinamentos, com febre. Dessa forma, a Federação Francesa de Futebol e o técnico isolaram o trio, que também estão com fortes dores na garganta.

Agora, na sessão de treinamentos dessa sexta-feira (16), Konaté Varane também foram desfalques, apresentando os mesmo sintomas que os colegas que seleção. Portanto, a Seleção Francesa chega ao número de cinco jogadores contaminados com o ‘vírus do camelo'.

Dessa forma, a equipe médica iniciou os tratamentos do quinteto, buscando a recuperação para que possam entrar em campo no domingo (18). Além disso, a Federação Francesa de Futebol impôs o uso obrigatório de máscaras nas zonas mistas e endureceu as medidas sanitárias, visando evitar novos contágios na equipe.

Conheça o ‘vírus do camelo' que afetou a Seleção Francesa

A Síndrome respiratória do Oriente Médio, também conhecida como Mers, é uma doença respiratória viral e causada pelo coronavírus da Síndrome Respiratória do Oriente Médio, o Mers-COV. Ela foi detectada pela primeira vez em 2012, na Arábia Saudita, e ainda não possuí vacina.

Segundo informações da OMS, as origens da doença não totalmente compreendidas. No entanto, após alguns estudos de especialistas nas análises de diferentes genomas, acredita-se que o vírus foi originado nos morcegos e transmitido para os camelos. Dessa forma, é conhecida como ‘vírus do camelo'.

O Mers-Cov é transmitido de animais para as pessoas. Portanto, os seres humanos são infectados após o contato com camelos e dromedários que estão com o vírus. Além disso, a transmissão também pode ocorrer de pessoa para pessoa, segundo informações da OMS.

Os sintomas podem ser problemas respiratórios leves ou graves, com febre, tosse e dificuldades para respirar sendo o mais comum. Entretanto, podem causar pneumonia e alguns problema gastrintestinais.

Atualmente, tratamentos e vacinas contra o Mers-Cov estão sendo desenvolvidos. Dessa forma, a OMS recomenda algumas medidas para evitar o contágio, como lavar as mãos antes e depois de tocar em animais presentes nos mercados, fazendas, estábulos, principalmente onde há camelos e dromedários. Além disso, também alertam sobre os riscos de ingerir alimentos de origem animal crus ou mal cozidos.

Gabriel Lemes
Gabriel Lemes

Me formei em Jornalismo pela Univap em 2019 e sou redator da PL Brasil. Já escrevi para o Quinto Quarto, Minha Torcida, Futebol na Veia e Portal Famosos.