Montamos a seleção do Aston Villa no século XXI; confira

A PL Brasil listou os 11 principais jogadores dos Villans desde 2001

Aston Villa seleção
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A PL Brasil listou a seleção do século XXI de vários clubes ingleses e falaremos agora do Aston Villa. Vamos listar, portanto, o time ideal dos Villans desde 2001.

O esquema tático escolhido foi o 3-5-2, reunindo jogadores de diversos momentos da equipe neste século.

A seleção do Aston Villa no século XXI

Brad Friedel

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Contratado junto ao Blackburn Rovers em 2008, Brad Friedel foi titular absoluto durante suas três temporadas no Villa Park, tendo disputado todas as partidas do clube na Premier League nesse período. Pelos Villans, seu maior destaque na liga veio na edição 2009/2010, quando alcançou 15 clean sheets.

Ao todo de sua passagem por Birmingham, foram 131 partidas, 171 gols sofridos e 36 clean sheets. O goleiro norte-americano não conseguiu repetir o histórico de pegador de pênaltis do período em Blackurn, mas teve uma trajetória regular, marcada por atuações seguras. Em 2011, foi para o Tottenham, cedendo a posição ao compatriota Brad Guzan.

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Olof Mellberg

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Contratado em 2001 junto ao Racing Santander, o zagueiro sueco disputou sete temporadas pelo Aston Villa, tornando-se titular absoluto do clube nesse período, até transferir-se para a Juventus. Tendo se destacado principalmente por sua força física, o defensor totalizou 258 partidas e oito gols pelo clube, chegando a ostentar a braçadeira de capitão.

Em 19 de agosto de 2006, na rodada de abertura da Premier League 2006/2007, foi Mellberg que marcou o primeiro gol do Emirates Stadium, o recém-inaugurado estádio do Arsenal. Já na sua última partida pelo clube, em maio de 2008, contra o West Ham, deu uma camisa comemorativa a todos os torcedores do Villa que viajaram até Upton Park.

Martin Laursen

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O dinamarquês foi contratado em 2004, junto ao Milan, com um profundo histórico de lesões – as quais fizeram com que pouco jogasse em seus primeiros anos no clube. Já na Premier League 2007/2008, recuperado, demonstrou todo seu potencial. Sólido na defesa e eficiente ofensivamente, foi eleito o principal jogador dos Villans naquela temporada.

O zagueiro se tornou capitão da equipe no ano seguinte, o mesmo ano, contudo, em que anunciou sua aposentadoria precoce, após nova grave lesão. A abreviada passagem pelo Villa Park não impediu que se tornasse uma lenda do clube, frequentemente colocado na prateleira dos melhores que o Aston Villa já teve. Por lá, foram 91 jogos, 11 gols e quatro assistências.

James Chester

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James Chester nunca jogou uma partida de Premier League pelo Aston Villa. Mas isso não torna sua passagem pelo clube menos relevante, muito pelo contrário. Contratado logo após o rebaixamento, rapidamente se tornou capitão da equipe, sendo o grande pilar nas amargas temporadas na segunda divisão. E ainda foi eleito o melhor jogador do clube em 2017/2018.

Destaque não só pela técnica, mas também por garra e liderança, dentro e fora de campo, o galês se forçou a jogar lesionado grande parte da Championship 2018/2019 – o que provocou grave contusão, que não lhe permitiu retornar à equipe na mesma forma. Após 126 partidas e 11 gols, rumou para o Stoke City, representando o fim de um ciclo.

Stiliyan Petrov

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O volante búlgaro chegou ao Aston Villa em 2006, contratado junto ao Celtic, por seis milhões de libras. Petrov foi o primeiro reforço do Villa sob o comando de Martin O’Neill, técnico que já havia dirigido o jogador no clube escocês. Muito constante e versátil no meio-campo, foi titular durante suas seis temporadas no clube, chegando ao posto de capitão da equipe.

Lembrado por gol do meio de campo contra o Derby County, ele foi eleito o melhor jogador do time em duas temporadas: 2008/2009 e 2011/2012. Nessa última, prêmio também simbólico, pois, aos 31 anos, teve sua aposentadoria forçada, após diagnóstico de leucemia, deixando um histórico de 219 partidas, 12 gols e 16 assistências pelos Villans.

Gareth Barry

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Símbolo do Aston Villa por mais de uma década, Gareth Barry chegou ao clube ainda nas categorias de base. No Villa Park, jogou de lateral esquerdo, zagueiro e em diversas posições do meio de campo. Eleito o melhor jogador da equipe na temporada 2006/2007, deixou o clube em 2009, rumo ao Manchester City, em transferência de 12 milhões de libras.

Barry ainda detém o recorde de mais partidas pelo Aston Villa na Premier League, com 365, além de ser o nono com mais jogos na história do clube, ao todo 428. Nesses, 50 gols e 27 assistências. Lembrado pela forte marcação, talvez seja no ataque seu momento mais inesquecível: o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Ajax na Taça Uefa 2008/2009.

James Milner

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Milner disputou a temporada 2005/2006 pelo Aston Villa, emprestado pelo Newcastle. Já em 2008, chegou ao Villa Park em definitivo, por mais de 13 milhões de libras, tonando-se, à época, a contração mais cara dos Villans. E foram apenas mais dois anos em Birmingham, mas o suficiente para deixar sua marca na história do clube: 124 jogos, 22 gols e 25 assistências.

Na temporada 2009/2010, seu maior brilho: quatro gols na campanha vice campeã na Copa da Liga, além de sete gols e 12 assistências na Premier League. E seu grande desempenho não lhe rendeu apenas o prêmio de melhor jogador dos Villans, mas também de melhor jovem da Premier League – bem como vaga na seleção da temporada, eleita pela PFA.

Ashley Young

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Ashley Young nem sempre foi lateral. Aqui improvisado na ponta direita, no Aston Villa ele se acostumou a jogar aberto pela esquerda. Aliás, uma combinação que deu muito certo. Pelos Villans, foram 190 partidas, 37 gols e 59 assistências. E ele atingiu pelo menos 15 participações diretas em gol em todas as edições de liga que disputou integralmente pelo clube.

Na Premier League 2007/2008, de incríveis 71 gols da equipe, esteve envolvido diretamente em 24, com oito tentos e 16 assistências. Não à toa, naquela temporada, esteve na seleção da PFA. E, na edição 2008/2009, alcançaria o mesmo que Milner, mas um ano antes do compatriota: vaga na equipe da temporada e prêmio de melhor jogador jovem da competição.

Jack Grealish

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Entre polêmicas nos bastidores e muito brilho em campo, Jack Grealish já é sim um grande ídolo da história do Aston Villa. No clube desde criança, é quem mais representou os Villans em Wembley, com cinco partidas. Muito antes da fama, já demonstrava lampejos de enormme destaque, como no vice campeonato da Copa da Inglaterra 2014/2015.

E a segunda divisão foi para ele período não só de amadurecimento, mas também de transformação: de promessa, número 40, a realidade, número 10. Na Championship 2018/2019, assumiu a faixa de capitão e levou o clube a um acesso improvável. Destaque para o Second City Derby, quando agredido por torcedor adversário e depois autor do gol da vitória.

E se iniciou a temporada mais crucial de sua carreira com o recorde negativo de derrotas seguidas na Premier League (18), foi capaz de dar a volta por cima, salvar o Villa do rebaixamento se consolidar entre os principais jogadores da liga, destaque acentuado na edição 2020/2021. Pela equipe, já acumula mais de 200 partidas e mais de 70 envolvimentos diretos em gol. 

Gabriel Agbonlahor

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Embora jamais tenha alcançado uma temporada espetacular, Gabriel Agonlahor convenceu por sua regularidade e, sobretudo, lealdade ao clube. Nascido em Birmingham e formado no Villa Park, o atacante é sempre lembrado pelas partidas contra o rival, no Second City Derby: balançou as redes em cinco dos dez clássicos que disputou, com uma única derrota.

Definição de ídolo, é o artilheiro do Aston Villa na Premier League, com 73 gols marcados, e também quem mais defendeu o clube na liga neste século, com 322 jogos. E passou dos dois dígitos na artilharia do Campeonato Inglês em três temporadas. Pela equipe, entre 2005 e 2018, foram 391 partidas, 86 gols e 57 assistências.

Juan Pablo Ángel

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Contratado junto ao River Plate por 13 milhões de libras, o colombiano se tornou, à época, a transferência mais cara da história do Aston Villa. Mas não teve vida fácil nos primeiros meses no Villa Park. Seu primeiro grande destaque viria em agosto, quando autor de dois gols sobre o Basel na final da extinta Copa Intertoto da Uefa, o último título conquistado pelo clube.

Já na Premier League 2001/2002, aí sim papel de protagonista, com 12 gols em 29 partidas. E a principal temporada de Ángel no clube seria a 2003/2004, de sexta colocação no Campeonato Inglês, balançando as redes 23 vezes em 39 jogos. Ele deixaria o Villa no início de 2007, com status de ídolo cult da torcida e 205 partidas disputadas, além 62 gols marcados.

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