Os desafios de Sarina Wiegman na seleção inglesa feminina

O que a treinadora enfrentará na Inglaterra após os Jogos Olímpicos de Tóquio?

Os desafios de Sarina Wiegman na seleção inglesa feminina
FRANCK FIFE/AFP via Getty Images

Preparar a seleção feminina de futebol da Inglaterra de modo que ela consiga obter êxito na sequência do ciclo para a próxima Copa do Mundo, atravessando a disputa de uma Eurocopa disputada em casa como grande desafio no meio do caminho. Esta será a missão de Sarina Wiegman, treinadora holandesa que assumirá a vaga de Phil Neville após os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. Até lá, ela seguirá comandando a seleção de seu país, pela qual fez história.

Trajetória

A holandesa Sarina Wiegman é ex-jogadora profissional e tem 50 anos. Na época de atleta, conquistou títulos nacionais com KFC '71 e Ter Leede na Holanda e North Carolina Tar Heels nos Estados Unidos. 

Em 2014, assumiu o cargo de assistente técnica da seleção feminina principal e coordenadora da seleção feminina sub-19 da Holanda. No ano seguinte, tornou-se a terceira mulher holandesa a participar de um curso da KNVB e obteve licença para trabalhar como treinadora. Chegou a treinar a seleção principal em 2015 como interina, de agosto a outubro. Após esse período, voltou a ser assistente do então técnico Arjan van der Laan.

Em 2016, Wiegman concluiu o curso de formação da Federação Holandesa de Futebol e seu estágio no Sparta Rotterdam, recebendo a licença de treinadora Uefa PRO. Em dezembro daquele ano, assumiu o cargo de treinadora interina novamente, após a demissão de Van der Laan. Até que em janeiro de 2017, finalmente a efetivação ocorreu.

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Logo em seu primeiro ano como técnica da seleção holandesa, Sarina Wiegman sagrou-se campeã da Eurocopa Feminina derrotando a Dinamarca. Com o feito, acabou recebendo o prêmio da Fifa de melhor treinadora de futebol feminino do mundo.

Michael Steele/Getty Images

Na campanha histórica das campeãs europeias na Copa do Mundo da França em 2019, levou a Holanda ao vice-campeonato mundial. Em sete partidas, foram 11 gols marcados e 5 sofridos. 

Todo o caminho brilhantemente trilhado por Sarina Wiegman rendeu-lhe o feito de ter sido a primeira mulher a receber uma estátua no jardim de esculturas da Federação Holandesa de Futebol, junto de nomes lendários como Johan Cruyff, Willem van Hanegen, Joham Neeskens e Rinus Michels.

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Estilo de jogo

O DNA holandês, conhecido no masculino também é marca dos times que Wiegman treinou no feminino. Adepta do 4-3-3, quando tem a bola, suas equipes não fogem da característica de um futebol intenso regido a movimentação, troca de passes, viradas de jogo explorando a profundidade das pontas e infiltrações de meias que aparecem como elemento surpresa pelo centro.

Sem a bola, seus times costumam alternar entre pressão na saída de bola adversária e linhas mais baixas para dar um refresco às jogadoras. Em resumo, quando precisa marcar, o 4-3-3 vira 4-5-1 e a transição em caso de recuperação da bola passa pela ligeira movimentação das pontas.

Taticamente, a seleção inglesa sob o comando de Neville atua no 4-1-4-1 e o 4-2-3-1, que no fim das contas acabam sendo variações do clássico 4-3-3 utilizado por Wiegman. Ocorre que a dinâmica do meio-campo e a agressividade pelos lados do campo se tornarão mais acentuados a partir do trabalho da nova treinadora.

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Desafios

Eliminadas pelas campeãs do mundo no mundial de 2019, a Inglaterra ficou com o 4º lugar na competição. Após as Olimpíadas, o primeiro desafio será a Eurocopa feminina, que aconteceria em junho de 2021, mas acabou sendo transferida para julho de 2022. Por ser país sede, a Inglaterra não joga as eliminatórias e já tem sua vaga garantida. Com isso, os amistosos serão as oportunidades para os testes da equipe.

Líder de seu grupo na Euro de 2017 com 100% de aproveitamento, a seleção inglesa ruiu justamente para as holandesas na semifinal, perdendo por 3 a 0. Em 2022, as Lionesses tentarão o título inédito dentro de casa.

Já para a Copa do Mundo de 2023, que acontecerá na Nova Zelândia e Austrália simultaneamente, a seleção de Sarina Wiegman precisará passar pelas eliminatórias, que ainda não tiveram datas divulgadas pela Fifa e nem mesmo o sorteio dos grupos. Se confirmar a classificação, as inglesas também farão de tudo para melhorarem a performance, sonhando com a conquista do título.

Prosseguir com a renovação do grupo mesclando juventude e experiência, sem deixar de aproveitar as jogadoras inglesas que se destacarem na forte WSL e implementar seu estilo de jogo a tempo de fazer boas participações da Euro, nas eliminatórias para a Copa e no próprio mundial, serão as tarefas mais urgentes de Sarina Wiegman e suas futuras comandadas. Com as boas opções que possui a disposição, tem tudo para dar certo!

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