Arsenal e mais dois: As propostas da Europa recusadas por Rogério Ceni na época de São Paulo

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Rogério Ceni, técnico do Bahia, completa 51 anos nesta segunda-feira (22). O aniversário do ídolo do São Paulo e atual comandante de um dos clubes do Grupo City foi celebrado pelos torcedores dos clubes por onde passou, tanto como jogador, como treinador, nas redes sociais.

Aproveitando a data, a PL Brasil relembra a entrevista concedida por Ceni à revista inglesa “FourFourTwo”, na qual ele revelou que recebeu uma proposta para atuar em um gigante da Inglaterra no começo da sua carreira de 22 anos no São Paulo.

Rogério Ceni recusou proposta de gigante da Premier League

Em abril de 2020, quando estava à frente do Fortaleza, Ceni deu mais detalhes sobre propostas de clubes europeus que ele recebeu no começo de sua carreira como goleiro no São Paulo. Entre eles, estava o Arsenal, comandado por Arsene Wenger na época.

— Eu tive algumas ofertas de clubes europeus. No começo da minha carreira, alguns agentes tentaram me levar ao Arsenal, mas as negociações não deram certo — contou Ceni à “FourFourTwo”.

Os Gunners, no entanto, não foram os únicos a ir atrás do goleiro do tricolor paulista. Rogério Ceni revelou que também recebeu sondagens do Hannover 96 (Alemanha) e Deportivo La Coruña (Espanha), ambos ocupando divisões menores no futebol de seus respectivos países.

— Depois, houve mais interesse do Hannover e do Deportivo La Coruña, mas naquele momento a moeda brasileira era um tanto forte, então seria mais ou menos o mesmo salário.

O ex-goleiro acabou decidindo permanecer no tricolor e fez história, se tornando um dos maiores ídolos da torcida.

— Eu fiquei no São Paulo e foi a melhor decisão, porque eu agora aproveito o que fiz pelo clube e o carinho de todos os torcedores.

Rogério Ceni comemora título brasileiro de 2007 pelo São Paulo (Foto: Icon sport)
Rogério Ceni comemora título brasileiro de 2007 pelo São Paulo (Foto: Icon sport)

Proposta do Arsenal gerou desentendimento com presidente e processo contra jornalista

A proposta feita pelo Arsenal não vingou, mas gerou rusgas na relação de Rogério Ceni com algumas pessoas. Na época, Paulo Amaral, ex-presidente do São Paulo, chegou a afastar o ex-jogador por 29 dias. Isso porque, de acordo com a diretoria, ele teria forjado a proposta dos Gunners para pedir um aumento de salário.

O ex-presidente comentou o caso em 2013 para o site “ge”, em um evento da chapa que disputaria as eleições do clube no ano seguinte, dizendo que não pretendia reviver o episódio, mas que não se arrependia de nada.

— É um episódio que pertence ao passado e não pretendo revivê-lo. É um assunto doloroso, que envolve um atleta muito considerado no clube. […] Eu não me arrependo de nada. Absolutamente — disse Paulo Amaral.

O episódio citado pelo presidente do São Paulo também provocou um dos momentos do jornalismo esportivo brasileiro mais lembrados por torcedores, envolvendo Milly Lacombe, atualmente colunista do UOL, em 2006 — cinco anos depois do interesse do Arsenal ser divulgado pela mídia.

No extinto programa “Arena SporTV”, que era apresentado pelo narrador Cléber Machado, a jornalista fez críticas à atuação do goleiro dentro de campo e disse que não conseguia “deixar de lembrar de quando ele falsificou a assinatura do Arsenal”.

Na audiência do programa, Rogério Ceni ligou para a emissora e discutiu ao vivo com Milly, dizendo que ela não poderia fazer uma acusação como essa sem provas. Além disso, ele revelou que estava gravando o programa.

— Dizer que eu falsifiquei uma assinatura, aí você vai ter que provar. Você pode não gostar de mim, achar que eu sou ruim, péssimo… E eu respeito. Não tem problema, você pode falar tudo que quiser sobre mim, agora, dizer que eu falsifiquei uma assinatura, você vai ter que mostrar isso para as pessoas — disparou Ceni.

Após a discussão, que durou cerca de 8 minutos, Rogério Ceni processou Milly por danos morais e ganhou a causa na Justiça, recebendo a indenização em 2021.

Maria Tereza Santos
Maria Tereza Santos

Me formei em Jornalismo pela PUC-SP em 2020. Antes de escrever para a PL Brasil, fui editora na ESPN e repórter na Veja Saúde, Folha de S.Paulo e Superesportes.