Rodrigo Possebon e os dias de Manchester United no Teatro dos Sonhos

Brasileiro teve passagem de pouco brilho pelos Red Devils

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Ele chegou cedo ao lugar onde muitos jogadores sonham: estar em um grande clube europeu. Ainda nas categorias de base do Internacional, Rodrigo Possebon chamou a atenção de vários observadores das grandes potências do futebol mundial que percorrem o planeta em busca de novos talentos, e logo foi escolhido pelo gigante inglês Manchester United.

Com apenas 19 anos, o gaúcho da cidade de Sapucaia do Sul chegava no ano de 2008 a Old Trafford para viver uma marcante experiência, já que dividiu campo com estrelas do porte de Ryan Giggs, Rio Ferdinand, Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo.

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Mas, segundo o próprio Possebon conta, o ponto alto de sua passagem pelos Red Devils foi ter sido comandado pela lenda Sir Alex Ferguson.

O meio-campista, que teve passagens por Braga, de Portugal, Vicenza, da Itália, chegou a defender o Santos em 2010.

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O último clube de Rodrigo Possebon foi no Brasil foi o Passo Fundo, em 2017, quando disputou a primeira divisão Campeonato Gaúcho. Atualmente ele defende o Ho Chi Minh City FC, do Vietnã.

Destaque na base

Desde muito novo Rodrigo Possebon foi considerado um jogador especial. Ainda aos 17 anos, com grande destaque na base do Internacional, ele recebeu o primeiro contato para se juntar ao Manchester United, e o clube do Beira-Rio optou por segurar seu jovem talento.

Porém, dois anos após, uma nova investida dos ingleses e o negócio se concretizou.

“Eu estava nas categorias de base do Internacional, e um olheiro que trabalhava para o Manchester United, que acompanhava o Brasil e a América Latina, me levou para lá”, diz Possebon, falando também que logo se sentiu em casa no novo clube, graças à estrutura oferecida pelo United.

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“A adaptação foi tranquila. Quando você chega no clube tem o pessoal responsável para cuidar dessa parte extracampo, então foi bem tranquilo”.

Aprendizado no futebol inglês

Tão novo, o brasileiro conta que aproveitou para aprender, já que segundo ele o futebol praticado lá tem algumas distinções do jogado por aqui.

“As principais diferenças são que os jogadores cumprem um pouco mais as funções táticas, e os campos são ralos e sempre molhados, então a bola fica mais rápida. Acho que estas são as principais diferenças”.

Sir Alex Ferguson

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Sendo assim, o período de aprendizado não poderia ter sido orientado por um professor melhor. Trabalhar com Sir Alex Ferguson, um ícone do futebol mundial, foi inesquecível para Possebon.

“Foi uma grande experiência, sem dúvida nenhuma. Um dos maiores treinadores da história do futebol, ele era um cara muito próximo de todos”, relembra, destacando também a forma que o maior campeão da Premier League trabalhava com o comando de Ferguson.

“O Manchester é um clube que aproxima muito as categorias de base do profissional, então ele tratava todo mundo igual, o pessoal convivia na mesma área, no mesmo CT, ele era um cara que cuidava de tudo, um manager, não tenho muitas palavras para explicar o nível do Ferguson, todo mundo sabe o que ele conquistou, as coisas que ele fez no futebol e no Manchester United”.

Acompanhando de longe

As temporadas na Inglaterra fizeram com que Rodrigo Possebon não perdesse o gosto pela Campeonato Inglês. Mesmo de longe o jogador continua ligado nos jogos, principalmente de seu ex-clube.

“Sigo acompanhando a Premier League, o Manchester United. Tenho amigos na Inglaterra, tenho esse sentimento especial pelo clube, torço e estou sempre de olho no que está acontecendo lá”.

“Ele tratava todo mundo igual”, disse Possebon sobre Alex Ferguson (Foto: Getty)

A liga mais forte do mundo

A força econômica dos clubes, e a quantidade de postulantes ao título fazem da Premier League um dos principais campeonatos do mundo, e é isso que Possebon destaca.

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“Eu acho que a partir do momento que os clube começaram a receber o dinheiro que hoje recebem da TV, e por serem clubes empresas, que visam lucros e trazem os melhores jogadores do mundo para a Inglaterra, e o número de times grandes que disputam o título, é isso que faz a Premier League ser o campeonato mais competitivo do mundo, e um dos melhores de se assistir”, finaliza o meio-campista Rodrigo Possebon.

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