Uma reflexão profunda sobre o racismo no futebol inglês

O que explica o aumento dos casos de racismo na Inglaterra? E o que fazer para mudar isso?

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Sadio Mané Liverpool Clive Brunskill Collection Getty Images Sport
Clive Brunskill Collection Getty Images Sport

Sendo o futebol, um esporte popular, ele reflete questões do meio onde vivemos. Para muitos, vive em uma espécie de bolha da sociedade, onde determinadas situações são aceitas em nome do jogo. Isso ajuda a reforçar atitudes criminosas, como o racismo. Na Inglaterra, isso tem se traduzido em números. Na última temporada, segundo divulgado em julho pela organização “Kick It Out”, houve um aumento de 43% nos casos de racismo no futebol – de 192 para 274.

Contando todas as formas de discriminação no profissional e na base, o crescimento foi de 32%.

Números como esses e casos de proporção cada vez maior mostram a necessidade de uma reflexão sobre o racismo e como ele deve ser combatido no futebol da Inglaterra.

Racismo no futebol inglês

Michael Steele/Getty Images

Os racistas não têm diferenciação alguma em seus alvos, apenas a cor da pele. Desde jovens atletas da base, passando por atletas de divisões menores e grandes estrelas da Premier League: todos eles acabam sendo atingidos.

Nomes conhecidos que estão ou tiveram passagem recente na PL, como Romelu Lukaku, Raheem Sterling, Paul Pogba e Tammy Abraham já sofreram abusos raciais, seja pessoalmente em estádios ou nas redes sociais.

Os números de julho da Kick It Out são bastante claros quanto a isso. Foi o sétimo ano seguido onde denúncias do tipo cresceram no futebol inglês. O número total foi de 581 casos, somando também atos preconceituosos por religião e xenofobia.

No futebol inglês, o racismo já é um problema antigo. Nas décadas de 1970 e 1980, principalmente, atos ainda mais explícitos eram presenciados em estádios. Torcedores atiravam bananas e faziam sons de macacos abertamente, sem nenhuma atitude impeditiva.

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Viv Anderson Inglaterra seleção inglesa Keystone Hulton Archive Getty Images-min
Keystone Hulton Archive Getty Images-min

Para piorar, a representatividade na época era bem pequena. A título de comparação, o lateral Viv Anderson, lenda do Nottingham Forest, tornou-se o primeiro jogador negro a atuar em uma partida internacional pela seleção principal da Inglaterra. Foi apenas em 1978.

Com o passar do tempo, os processos de globalização na sociedade e no futebol transformaram a realidade nas quatro linhas. Hoje, jogadores das mais variadas raças, naturalidades e religiões ajudam a fazer da Premier League a grande liga do futebol mundial. Mas algumas situações do século passado infelizmente se encontram presentes.

“Se estamos vendo um aumento de crimes de ódio, isso está ligado com o que acontece na sociedade no momento. Os crimes estão lá, então vamos vê-los no futebol”, declarou à BBC a líder do grupo Kick It Out, Roisin Wood.

Algo que também chama bastante a atenção é falta de presença de negros em posições de comando no futebol. Na Inglaterra, por exemplo, para a temporada 2019/2020, dos 92 treinadores nas quatro divisões profissionais do futebol inglês, apenas quatro se encaixam no grupo BAME (sigla no país usada para se referir a negros, asiáticos e minorias étnicas).

Na Premier League, há apenas um: o português Nuno Espírito Santo, do Wolverhampton. Os outros são Sabri Lamouchi, do Nottingham Forest (segunda divisão), Darren Moore, do Doncaster (terceira) e Keith Curle, do Northampton (quarta).

Até a temporada passada, Chris Hughton também fazia parte desta lista, até ser demitido depois de cinco anos no Brighton. Com grande experiência na PL, o treinador contou à CNN o que todos podem ver abertamente de fora: pouco mudou neste sentido nas últimas décadas.

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“Eu venho de uma era onde a percepção de jogadores negros no futebol era sobre bons centroavantes e pontas, rápidos e fortes, mas não necessariamente como capitães ou em posições de comando. Perdemos uma geração de muitos jogadores negros influentes que poderiam ser ótimos treinadores”, destaca.

Lenda da PL e ex-capitão do Manchester City, o zagueiro Vincent Kompany, hoje no Anderlecht, também é bastante crítico. “Se você vai nos comandos de entidades como Uefa e Fifa, ou nas ligas italiana ou inglesa, há uma grande falta de diversidade”.

Esse problema está diretamente ligado à estrutura da sociedade. Tomemos como exemplo a própria Inglaterra. Um relatório da Trade Union Congress (entidade que representa sindicatos no país) em 2005 mostrou que os BAMEs tinham uma média de 12,5% de desemprego, contra 12% da população branca. Pegando exclusivamente os negros, o número era de 16%.

Mike Hewitt/Getty Images

Já as taxas de pobreza destes grupos chegavam a ser duas ou três vezes maiores que de brancos. Situações como estas ajudam a reforçar o racismo e a estereotipação na sociedade, fazendo com que poucos negros (ex-jogadores ou não) cheguem perto de grandes cargos.

Apenas agora algo parece estar sendo feito, mas ainda aos poucos. No último mês de junho, na reunião geral da English Football League (EFL, entidade que comanda as três divisões abaixo da Premier League), foi anunciado que a “regra Rooney” será introduzida depois de 18 meses de testes.

Esta regra, com nome inspirado no presidente do comitê de diversidade da NFL nos Estados Unidos, Dan Rooney, diz que os clubes devem entrevistar ao menos uma pessoa do grupo BAME na seleção para vagas de diretoria ou operações. Hoje, menos de 1% de cargos de direção nos clubes são ocupados por negros ou de minorias étnicas.

Influência do Brexit

A grande novela do Brexit tem mexido com o Reino Unido. A saída (ou não) da União Europeia se arrasta há muito tempo e ainda está longe de uma definição saudável. O movimento tem efeitos em várias esferas, e uma delas é o futebol.

Muitos defensores do Brexit têm usado como premissa a necessidade de soberania do Reino Unido. Este argumento abre um espaço perigoso para um aumento de ofensas que, no caso do futebol, tem acontecido com atletas negros e também muçulmanos, por exemplo.

Youtube – Os impactos do Brexit na Premier League

Nas quatro linhas, os registros de discriminação baseadas em religião, incluindo islamofobia e antissemitismo, aumentaram 75% segundo o relatório da Kick It Out – a maior porcentagem de aumento entre todos os tipos de abuso.

“Estamos vendo muitos registros de frases como ‘volte de onde você veio’, o que não víamos há muito tempo e parece estar por trás do Brexit. Estamos falando com muitas pessoas que sentem que, depois disso, ‘talvez esse país não seja para mim’”, declarou Roisin Wood à BBC.

O jornalista Elton Serra compartilha da mesma opinião. À PL Brasil, Elton, que é negro e tem voz bastante ativa a respeito do racismo no Brasil, destaca que o florescimento do movimento de separação deu mais “liberdade” para tais comportamentos.

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“Como há uma onda “separatista” no Reino Unido, muitos aproveitam para expor todo o preconceito contra estrangeiros ou descendentes britânicos. Não tem como dissociar o Brexit desse aumento dos casos de racismo (no futebol inglês)”, afirma.

O governo do Reino Unido divulgou um relatório em outubro que evidencia ainda mais a situação. Entre abril de 2017 e março de 2018, foram registrados 94 mil casos de crimes de ódio, 17% a mais que o ano anterior. Destes, 76% estão relacionadas a racismo e xenofobia.

O choque dos períodos de aumento dos casos e do processo de saída do Reino Unido da União Europeia não são apenas coincidências. Para Elton Serra, o comportamento do poder público no país e o Brexit tem sim um peso direto nestes números.

“O governo britânico parece ter lavado as mãos para as minorias. E quando pessoas influentes se posicionam a favor do Brexit, legitimam o racismo estrutural em todo o Reino Unido. O poder público precisa criar políticas de combate à discriminação mais severas”, diz Elton Serra.

Redes sociais e mídia

A repercussão de atos racistas ganha voz nas redes. Situações que outrora jamais seriam destacadas ou comentadas, hoje recebem a devida atenção. Com isso, é possível pressionar as autoridades competentes e fazer com que o resultado aconteça.

Por outro, as redes sociais dão voz a opiniões das mais variadas, e algumas delas criminosas. Ademais, o anonimato protege o emissor desta opinião, que por meio de nomes adulterados ou contas fake, por exemplo, propaga comentários preconceituosos sem o confronto cara a cara.

JUSTIN TALLIS/AFP via Getty Images

“O comportamento nas redes sociais é parecido no mundo inteiro. O pseudo-conforto de se esconder atrás de avatares ajuda muitos a colocar para fora a pior face do ser humano”, destacou Serra.

Por isso, há uma tentativa de trabalho com as redes sociais para a conscientização do problema. Em abril, vários jogadores da Premier League publicaram fotos com uma mensagem contra o racismo e não utilizaram as redes sociais por 24 horas.

Em maio, a Associação de Jogadores Profissionais (PFA) da Inglaterra se reuniu com membros do Twitter e do Facebook, para discutir melhorias.

“É uma desculpa para as pessoas estarem online, atrás de suas telas, e dizerem o que querem. Alguns pensam que não vemos, mas nós vemos – e eles só querem nossa reação. O Twitter precisa entender isso”, disse à CNN o atacante Tammy Abraham, do Chelsea. Ele recebeu comentários racistas nas redes após perder um pênalti na Supercopa da Europa, diante do Liverpool.

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Outro ponto a ser diretamente destacado é o da mídia. Por mais que haja um aumento da popularidade das redes sociais, os meios tradicionais ainda são os dominantes. Na Inglaterra, por exemplo, 75% do público consome notícias pela TV, e as revistas são o meio de maior confiabilidade para quem se informa.

Diante disso, a mídia tem sim um papel importante nesta luta. Ao dar voz aos jogadores que sofrem atos racistas e expor os casos e seus praticantes, ela ajuda a desenvolver uma cultura de combate a este crime. O público atingido passa a tomar conhecimento das ações, quais os seus motivos e todas as questões históricas relacionadas.

Mas o que vemos na Inglaterra (e não só lá) é diferente. Em pleno 2019, ainda há uma diferenciação de situações entre jogadores brancos e negros. Tal fato já foi abertamente denunciado por Raheem Sterling, do Manchester City, voz bastante ativa neste sentido.

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Em dezembro de 2018, Sterling publicou fotos de duas manchetes do jornal Daily Mail relacionadas a companheiros de Manchester City que compraram casas para suas mães.

A primeira foi do jogador negro Tosin Adarabioyo, onde a manchete (sem citar a mãe) dizia: “Jovem jogador do Man City, ganhando 25 mil libras por mês, gasta 2,25 milhões em uma mansão, mesmo nunca tendo começado uma partida da Premier League”.

Já no mesmo caso, mas envolvendo um jogador branco (Phil Foden), a manchete foi: “Estrela do Manchester City, Phil Foden compra casa de 2 milhões de libras para sua mãe”.

Na postagem, Steling afirmou: “Eu só tive que rir porque não espero algo melhor. Você tem dois jovens jogadores começando suas carreiras e fazendo as coisas certas. […] Acho que isso é inaceitável, ambos são inocentes e não fizeram nada de errado, mas é a forma como isso foi tratado”.

Raheem Sterling Manchester City ANTHONY DEVLIN AFP Getty Images
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O que fazer?

Sempre que se fala sobre o racismo no futebol, surge um questionamento: o que fazer? Por ser algo que surge diretamente da sociedade, a resposta para isso não é nada simples. Mas há atitudes que são muito importantes.

A principal, claro, é a punição exemplar. Para isso, um trabalho integrado entre a FA, polícia, clubes e organizações é essencial para se chegar a um consenso, definir sanções claras e colocá-las em prática.

O coordenador do setor de futebol de base da Kick It Out, Tajean Hutton, contou à BBC que não vê a FA fazendo todo o trabalho que deveria. “Pessoas que não vêem o problema do racismo fazem as regras, e até que elas sejam substituídas ou que seus mindsets mudem, você verá que daqui a 50 anos será a mesma coisa”, afirmou.

No começo do ano, a FA aumentou o banimento mínimo a qualquer pessoa considerada culpada por atos racistas para seis jogos. Este cobre linguagens racistas e preconceitos a gênero, sexualidade, religião ou deficiência. Além disso, a entidade está usando reconhecimento facial e auditivo para identificar e prender fãs que nos estádios pratiquem tais atos.

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Sadio Mané Liverpool Clive Brunskill Collection Getty Images Sport
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Para Elton Serra, esta é uma resposta imediata da FA para proteger o seu esporte. “O futebol na Inglaterra, desde a Lei Bosman, cresceu ao ponto de se tornar o mais competitivo do planeta. Isso só aconteceu por causa das centenas de jogadores de diversas nacionalidades que aportaram no país. Sabendo disso, a FA protege o seu produto e faz o que o governo deveria fazer com mais intensidade”, destaca.

Por lá, há uma discussão que também é bastante presente no Brasil: se a punição deve ser destinada ao agressor ou ao clube (perda de pontos, portões fechados, etc). Segundo Elton, ambas as formas de se punir são essenciais, desde que corretamente aplicadas.

“O ideal é sempre punir o agressor. Ele precisa ser identificado e punido na forma da lei. A punição também deve contagiar aos torcedores nos estádios, que são peças importantes na conscientização da população. Perdas de mando de campo, jogo com portões fechados ou até cancelamento da partida em que ocorra a discriminação seriam boas soluções para isso” – avalia Serra.

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E a iniciativa não pode partir só da federação, mas também dos clubes. Na Inglaterra, isso tem sido mais visado. O caso mais recente veio do West Ham, que recebeu o vídeo de um torcedor, no Estádio Olímpico, ofendendo outros fãs dos Hammers ano passado. No último 24 de setembro, foi anunciado o banimento eterno deste torcedor em seu estádio.

Na temporada passada, o Chelsea fez o mesmo: baniu um torcedor para sempre do Stamford Bridge por ofensas racistas a Sterling em um jogo contra o Manchester City.

O mesmo Chelsea já havia banido três torcedores em 2015, em um caso famoso. Na época, antes de um jogo contra o Paris Saint-Germain pela Champions League em Paris, estes impediram um homem negro de entrar em um vagão no metrô parisiense.

Outro a seguir o exemplo foi o Tottenham, na última temporada. Um torcedor dos Spurs, que atirou uma banana na direção de Pierre-Emerick Aubameyang no North London Derby contra o Arsenal, foi banido por quatro anos e multado em £ 500.

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Neste sentido, a FA vem tentando mudar. Em 19 de setembro, a entidade baniu o ex-atacante e agora treinador Peter Beardsley do futebol por sete meses. Beardsley, enquanto comandou o sub-23 do Newcastle entre 2014 e 2019, foi acusado de chamar jogadores de “macacos”, de ter dito que “eles estavam acostumados a praticar arvorismo” e ainda questionou a idade de um atleta negro.

A punição também chamou a atenção por ter sido em um caso no futebol de base. Segundo a Kick It Out, por lá o aumento nos números foi de 8%. Este trabalho também é importante na base para que o jogador chegue ao profissional ciente da problemática.

O trabalho de base ainda leva a outra luta: se estes jogadores se tornam profissionais com mais consciência, além de exporem a questão mais frequentemente ao seu público, podem pressionar a mídia por uma mudança de comportamento. Uma abordagem mais honesta sobre o racismo é importantíssima para uma mudança de cultura.

Outro ponto que nem sempre é citado é fazer com que se aumente a facilidade em reportar casos de racismo no futebol inglês. Segundo a Kick It Out, para o caso reportado se tornar “oficial”, ele deve primeiramente ser passado à FA.

Mas este processo pode demorar até alguns meses e, em vários casos, a investigação não favorece quem fez a denúncia, encerrando o caso. Com a facilitação deste processo, novos casos são divulgados e conhecidos, e mais ações podem ser tomadas.

Os jogadores também precisam ter uma voz mais ativa. Como já citado anteriormente, recentemente vários deles entraram em campanha nas redes sociais. Mas no geral, a grande maioria não se posiciona.

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Muitos deles, com grande mídia e público nas redes sociais, atingem milhões de pessoas. Se eles assumem essa responsabilidade (e não apenas jogadores que já sofreram com tais ofensas), ajudam muito na luta contra todos os tipos de preconceito.

Em junho deste ano, por exemplo, a Universidade de Stanford divulgou que, desde que o egípcio Mohamed Salah chegou para fazer um enorme sucesso no Liverpool em julho de 2017, os crimes relacionados à islamofobia caíram em 19% na cidade.

Elton Serra lembra que, no caso de uma liga tão midiática como a Premier League, a exposição conta muito. “Os atletas da Premier League falam para o mundo inteiro. Um jogador de futebol também precisa entender seu papel social. Quando ele se posiciona sobre um assunto tão sério, obviamente que atingirá milhões de pessoas. Eles precisam abraçar a ideia de igualdade racial”, disse Elton.

Todos esses esforços somados podem ser o início de um marco pela luta contra o racismo no futebol inglês. Elton encerra destacando que, assim como o problema do hooliganismo foi bastante combatido, tais avanços também podem acontecer neste sentido.

“Eu acredito na diminuição. Assim como hooliganismo foi quase extinto no Reino Unido, os casos de racismo e xenofobia podem diminuir. Para isso, repito, o poder público, a Justiça e as pessoas influentes precisam ser mais atuantes”, analisa Serra.

As últimas temporadas não têm sido fáceis – casos de racismo cresceram com força e preocupam bastante. Com as medidas cabíveis sendo corretamente tomadas, apenas o tempo nos dirá o que pode acontecer. Mas uma certeza é clara: os esforços devem ser praticados ao máximo em todas as instâncias para o combate a este crime.

2 COMENTÁRIOS

  1. Porque nos jogos de futebol Inglês nos estádios só vemos torcedores brancos ? Sabe me explicar o motivo? Nos times vemos uma grande quantidade de jogadores negros, porque entre os torcedores não vemos.

    • Silas, por um lado, a composição de negros é pequena dentro do total da população inglesa. Mas, claro, a falta de diversidade nas arquibancadas inglesas também está relacionada à elitização dos estádios.

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