Premier League troca marca de cerveja oficial em acordo de mais R$ 263 milhões

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A parceria de cinco anos entre a Premier League e a Budweiser, cerveja oficial do torneio, parece estar perto do fim. De acordo com a emissora inglesa “Sky Sports”, a liga acertou um acordo com uma nova marca que ultrapassa o valor de 41 milhões de libras (cerca de R$ 263 milhões).

Premier League troca marca de cerveja oficial

A emissora informa que os 20 clubes da Premier League concordaram em assinar com a Guiness, uma cerveja irlandesa popular no Reino Unido, que teria vencido inclusive a concorrência da Heineken. O acordo teria sido fechado no valor de 10 milhões de libras por ano, ao longo de quatro anos, a partir de agosto de 2024.

No entanto, o acordo ainda não teria sido assinado, o que pode impulsionar um contrato de valor maior com a AB InBev, fabricante da Budweiser.

Historicamente, a Guiness tem sido ligada ao rugby, outro esporte popular na Inglaterra, por ser a patrocinadora de importantes competições desta modalidade. Em 2015, porém, a marca já havia tentado comprar os direitos do nome da Premier League — que pertencia à Barclay’s –, em uma proposta de 100 milhões de libras.

Sede da Premier League em Londres – Foto: Icon sport

Por que acordo relacionado à marca de cerveja é relevante para a Premier League

Esse é um tema de extrema importância para o momento financeiro das equipes inglesas. Além de estarem com o caixa apertado por causa das restrições do fair play financeiro, os clubes têm uma conta de valor alto relacionada ao novo órgão regulador independente.

As equipes precisam pagar pelo menos 106 milhões de libras para financiar os primeiros 10 anos do órgão, que foi criado para melhorar a fiscalização dos novos donos de clubes ingleses para proteger suas identidades e evitar falências repentinas.

De acordo com o “Mail Sport”, o governo inglês recomendou que os clubes da Premier League “paguem pelo menos 80% dos custos operacionais do regulador”, cujo valor total previsto é de 132,8 milhões de libras ao longo da primeira década.

Além disso, a Premier League precisará pagar a grande maioria das despesas iniciais do regulador, que em um primeiro momento foram financiadas pelo governo, “o que lhe custará mais milhões”.

Maria Tereza Santos
Maria Tereza Santos

Jornalista pela PUC-SP. Na PL Brasil, escrevo sobre futebol inglês masculino E feminino, filmes, saúde e outras aleatoriedades. Também gravo vídeos pras redes e escolhi o lado azul de Merseyside. Antes, fui editora na ESPN e repórter na Veja Saúde, Folha de S.Paulo e Superesportes.