As 10 piores contratações do Tottenham na era Premier League

Listamos as maiores decepções do Tottenham na PL!

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Contratar na janela de transferências parece uma tarefa fácil, mas muitas vezes não é assim. Em vários momentos, os clubes assinam com reforços, que acabam decepcionando. A PL Brasil lista abaixo as piores contratações do Tottenham.

As 10 piores contratações do Tottenham na era Premier League

Paulinho

(Reprodução/Independent/Getty)

Os Spurs pagaram 20 milhões de libras no “homem-surpresa” do Corinthians e não podem reclamar: Paulinho surpreendentemente não jogou nada na Inglaterra.

Raro volante “box-to-box” no futebol brasileiro, o queridinho de Tite era apenas mais um para André Vilas-Boas, e bem o oposto para Pochettino. Não conseguiu se adaptar às demandas físicas e defensivas da Premier League, perdendo espaço em seu segundo e último ano.

Na temporada 2013/14, somou mais de 2.000 minutos na liga, além de seis gols e duas assistências.

Já em 2014/15, foram menos de quinhentos minutos, e com apenas um passe para gol.

Paulinho saiu em julho de 2015, mas o tamanho da decepção só foi mensurado um ano depois, quando – surpresa! – passou a jogar bem pelo Barcelona e pela seleção brasileira.

David Bentley

(Foto: Mirror)

Mais boa pinta do que bom de bola, David Bentley chegou com um apreço do tamanho dos carros da luxuosa marca homônima, mas saiu com a avaliação de um Uno 1.0 ano 98.

O meia começou a carreira no Arsenal dos Invicibles – chegou a ser titular num jogo da campanha de 2003/04 – mas só estourou no Blackburn, quando marcou nove gols e distribuiu dez assistências na temporada 2007/2008.

No Tottenham, o desempenho foi parecido: cinco gols e onze assistências, o que seria bom, não fosse ele distribuído em três temporadas de pouco entendimento com a bola.

Em sua defesa, um problema crônico no joelho atrapalhou sua sequência e viria até a motivar uma aposentadoria precoce, aos 29 anos, em 2013.

Deixou de legado um golaço que abriu o placar do eletrizante 4 a 4 contra o Arsenal, em 2008.

Os números o favorecem: um quinto de seus gols pelos Spurs foram feitos no dérbi londrino.

Grzegorz Rasiak

(Foto: Pinterest/Getty)

De futebol tão completo como um estudo de véspera de prova e tão bonito como uma apresentação de powerpoint feita em cima da hora, Grzegorz Rasiak foi a cartada final do Tottenham ao fim da janela de transferências de 2005.

Com literalmente cinco minutos de janela restando e uma peça para o ataque faltando, os Spurs apostaram no atacante polonês de qualidade duvidável, mas autor de 18 gols na temporada anterior pelo Derby County.

O blefe sem manilha durou pouco: nove jogos, dois cartões amarelos e nenhum gol. Foi para o Southampton no primeiro dia da janela de janeiro de 2006.

Não deixou saudade, mas um prejuízo de 500 mil euros – convenhamos, dinheiro de pinga para quem pagou o que pagou no próximo nome da lista.

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Roberto Soldado

(Foto: Standard/Getty)

Cheio da grana depois da venda recorde de Gareth Bale ao Real Madrid, o Tottenham foi às compras com a parcimônia de uma compra de fim de vale-alimentação.

Comprou sete jogadores, quebrou três recordes de transferência seguidos, mas quem deu certo mesmo foram Eriksen e, com boa vontade, Erik Lamela, dois dos recordes.

Soldado foi o terceiro.

O clube pagou 30 milhões de euros no atacante espanhol para tirá-lo do grande saldão da Casas Bahia que era o Valencia no início da década.

Vendeu-o ao Villarreal por 16 milhões de euros, dois anos, setenta e seis partidas e dezesseis gols depois, em 2015.

Os anos mostraram que a avaliação de sua passagem pelos Spurs pode ter sido injusta, já que o jogador manteve a média de gols sempre circundando os 0,3 por partida, números que apontam a negligenciada regularidade do espanhol em terras inglesas.

Ainda assim, Soldado deixou um legado no clube, na forma de um modelo de contratação, o atacante-caro-e-grosso, como veremos no próximo nome. Pelo valor investido, é uma das piores contratações do Tottenham nos últimos anos.

Vincent Janssen

(Foto: HITC/ Reuters)

Dizer que Levy e Pochettino não aprenderam a lição com Soldado é leviandade. Até porque foram apenas 22 milhões de euros que foram desembolsados em Vincent Janssen, o único jogador que pode se orgulhar da alcunha “Bas Dost que deu errado”.

Contratado para ser uma opção a Harry Kane e uma arma na bola alta nos acréscimos aos moldes de Fellaini, o holandês, no máximo, serviu ao empirismo do Tottenham quanto à contratação de atacantes ruins.

Foi emprestado com metade do tempo de cancha – e de gols – de Soldado: 39 jogos. A benevolência do Fenerbahçe, time de Soldado, no entanto, tem limite, e o atacante foi devolvido.

Mantém-se no time até hoje, apesar de uma lesão no pé tê-lo impedido de estrear na atual temporada.

Bobby Zamora e Hélder Postiga

(Foto: TFC)

Em defesa a Mauricio Pochettino, Levy já fazia negócios ruins com atacantes há pelo menos uma década. Uma e meia para ser mais exato. Em 2003, o mandatário lançou mão do clássico “pacotão”, ao contratar numa só: Kanouté, Hélder Postiga e Bobby Zamora.

Destes, apenas o primeiro foi o que conseguiu sequência. Ainda que dezesseis gols em dois anos seja bem pouco, a produção é oito vezes maior que a soma do português com o inglês, que combinaram dois gols e uma assistência.

O custo da operação da dupla (11 milhões de euros) foi baixo, mas a ilusão do problema do ataque resolvido foi grande demais para todos, e os atacantes já estavam fora do elenco no início da temporada seguinte. São dois das piores contratações do Tottenham na Premier League.

Serhiy Rebrov

(Foto: Daily Mail/ PA)

No início da década de 2010, o Tottenham só não caiu no conto de Ganso melhor que Neymar porque já havia cometido engano parecido. No Dynamo Kiev, Rebrov formava com Shevchenko a maior dupla de ataque já vista no futebol ucraniano.

Em retrospectiva, os 18 milhões de euros gastos em 2000, apesar de altos para época, não parecem absurdos para o atacante que era (e é até hoje) o maior artilheiro da história do Campeonato Ucraniano, ainda mais pensando no hype sobre Shevchenko, transferido para o Milan no ano anterior.

Convertendo as cifras em gols, porém, o negócio deixa de ser aceitável. Quinze gols, mais de um milhão de euros por tento, fizeram da contratação do ucraniano um dos piores negócios da história do clube.

Três anos depois, o Fenerbahçe (sempre ele) aceitou a bucha de um empréstimo do atacante.

O passeio turco não durou seis meses. Foi repassado para o West Ham até enfim voltar para casa, o Dynamo de Kiev, em 2005. Ainda deu tempo de tirar umas férias no Rubin Kazan antes de se aposentar, em 2009.

Gilberto

(Foto: Vírgula)

Motivos para o insucesso do lateral brasileiro de 31 anos que jogou a maioria de seus jogos como meia pelo possante Hertha Berlim não faltam.

Para sua contratação em 2008, no entanto, são buscados até hoje nos escritórios de análise de desempenho, redações de jornais esportivos e consultórios dos terapeutas dos torcedores.

Como para Paulinho, a difícil adaptação ao jogo inglês custou seu desenvolvimento nos Spurs. Dos sete jogos que começou como titular, saiu ao fim do primeiro tempo em três.

Diferente de Paulinho, a paciência com o (e do) lateral foi bem curta, com contrato rescindido depois de dez jogos por decisão mútua.

Foi para o Cruzeiro em 2009, e, jogando como meia, encantou Dunga a tal ponto que foi convocado para a Copa de 2010…como lateral.

Clinton N’Jie

(Foto: TalkSport)

O atacante habilidoso e veloz do Lyon parecia um encaixe certo para o jogo de pressão e contra-ataques da Premier League. Os 15 milhões de euros no atleta de 22 anos não pareciam tão altos para o inflacionado mercado inglês.

Isso porque deveriam ser para um jogador promissor, mas com bagagem suficiente para fazer parte da rotação elenco. Ao contrário, o camaronês atuou em quatorze jogos até ser emprestado ao Olympique de Marselha, que depois o comprou pela metade do preço.

E para você, quais as piores contratações do Tottenham na Premier League?

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