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Os 10 maiores ídolos da história do Arsenal

A PL Brasil listou as maiores lendas dos Gunners

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Shaun Botterill/Getty Images

Gols, títulos, amor à camisa… De diferentes formas, grandes jogadores marcaram seus nomes na história do Arsenal e viraram ídolos. A PL Brasil lista abaixo 10 grandes lendas dos Gunners.

Os 10 maiores ídolos da história do Arsenal

John Radford

Entre tantos ídolos na história do Arsenal, John Radford talvez tenha sido o primeiro que uniu lealdade aos gols. O atacante nascido em Yorkshire chegou ao clube com 15 anos, em 1962, e tornou-se profissional por ele aos 17, por lá ficando até 1976. O resultado está até hoje na história dos Gunners.

São 481 jogos, nono que mais vezes vestiu a camisa do clube, e 149 gols, quarto na artilharia histórica. Ele não apenas fazia gols, como também era um atacante que gostava de ocupar e criar espaços, buscando o tempo todo ajudar seus companheiros. Apesar de artilheiro, não necessariamente era quem saía sempre com os holofotes.

Uma marca histórica é dele até hoje. Com 17 anos e 315 dias, em janeiro de 1965, tornou-se o mais jovem jogador a marcar um hat-trick com a camisa do Arsenal, diante dos Wolves. Mas sua melhor temporada foi em 1970/1971: com 21 gols, ajudou o clube a quebrar uma seca de 18 anos com seu primeiro “Double” (Liga e Copa na mesma temporada) na história.

Pat Rice

Antiga casa do Arsenal, Highbury era um lugar conhecido por Pat Rice. Na adolescência ele trabalhou em uma quitanda que ficava na rua do estádio. Até que um dia, decidiu começar a jogar na base. O tempo passou e em 1967, à época com 18 anos, Rice estreou pelo time. Ali foi apenas o primeiro de 528 jogos – o sétimo maior da história do Arsenal.

Aliás, o lateral direito começou tendo poucas oportunidades. Mas com a mudança de Peter Storey (então dono da posição) ao meio-campo, Rice passou a dominar a titularidade. Pois logo na primeira temporada completa, em 1970/1971, títulos da liga e da Copa da Inglaterra. Não poderia ser melhor.

Dentro de campo, ele ficou até 1980, passando por fases de glórias e chamando a responsabilidade em momentos difíceis, de briga até contra o rebaixamento. Mas a história não acabou por aí. Em 1996, tornou-se assistente de Arsène Wenger com a chegada do francês. Ficou no cargo até 2012, vendo de perto as grandes glórias do período moderno. Sem dúvida alguma, um grande ídolo do Arsenal.

David O’Leary

Ninguém, em qualquer situação que seja, vestiu mais vezes a camisa do Arsenal que o londrino que se mudou quando criança para Dublin e assumiu a cidadania irlandesa. David O’Leary jogou nos Gunners entre 1975 e 1993, com impressionantes 722 partidas.

Ele chegou ainda na base, aos 15 anos, em 1973. Logo aos 17, subiu aos profissionais – e de cara fazendo 30 partidas na temporada 1975/1976. À época, o Arsenal tinha um péssimo time e brigava embaixo na tabela. A liderança precoce de um volante que conseguia unir técnica e físico sem dúvidas foi essencial para evitar algo pior.

Conhecido como “Spider”, O’Leary foi um dos que liderou a reconstrução nos anos 1980, e foi capitão da equipe por um ano e meio. As lesões no fim da carreira prejudicaram, mas não mancharam a carreira de um dos ídolos do Arsenal. Foram duas ligas, duas Copas (inclusive a de 1993, onde levantou a taça em seu último jogo pelo clube) e duas Copas da Liga conquistadas.

Tony Adams

Um jogador conhecido como “Mr. Arsenal” jamais poderia faltar. Em 17 anos, foram 14 como capitão, 669 jogos (segundo na história) e dez títulos, conquistando ligas nacionais em três décadas diferentes. Tony Adams é incontestavelmente um dos maiores ídolos da história do Arsenal.

O zagueiro chamado por Arsène Wenger de “professor da defesa” uniu grande habilidade técnica, força física e mental, e dedicação à camisa. Não à toa é dele a famosa frase: “jogue pelo nome na frente da camisa, e eles vão lembrar do nome de trás”. Simples, mas que simboliza o que Adams representa aos Gunners.

Ele estreou aos 17 anos, em 1983, e ficou até 2002. Aos 21 anos, em 1987, assumiu a faixa de capitão para não largar mais. Fora de campo teve problemas sérios com alcoolismo – até ficou dois meses preso por um acidente de carro em 1990. Mas voltou. Fez o inesquecível gol contra o Everton, selando a Premier League de 1997/1998. Superou as lesões e encerrou a carreira com um Double. E entrou na história.

Lee Dixon

Um dos companheiros de Adams durante anos na defesa, Lee Dixon chegou um pouco depois, em 1988. Também ficou até 2002, e também escreveu seu nome como um dos grandes ídolos do Arsenal. Tanto que é o quarto jogador com mais partidas pelo clube, vestindo a camisa vermelha em 619 oportunidades.

Lateral direito de ótimo posicionamento, marcação e cruzamentos, Dixon era um jogador muito perigoso. E não apenas na defesa, dando calor nos adversários, como no ataque, marcando 28 gols com a camisa dos Gunners. Isso cresceu ainda mais com a chegada de Arsène Wenger, que implantou um estilo de jogo mais ofensivo.

No fim da carreira, Dixon sofreu uma lesão séria no joelho que quase encerrou sua carreira. Mas ainda assim voltou e conseguiu ajudar a equipe na temporada 2001/2002, conquistando o Double. Foi o encerramento perfeito da jornada. Quatro títulos de liga, três da Copa da Inglaterra, um da Recopa Europeia e enfim, a idolatria eterna em Londres.

David Seaman

No Brasil, ele é conhecido por ter levado o famoso gol de falta de Ronaldinho na Copa do Mundo em 2002. Porém, na Inglaterra é um dos grandes ídolos do Arsenal. O goleiro David Seaman chegou ao clube em 1990, após bela passagem pelo Queens Park Rangers, para fazer 564 jogos em Highbury – sexto maior da história.

A chegada de Seaman foi carregada de desconfiança. Afinal, o Arsenal tinha John Lukic, outro grande goleiro de sua história, pelo maior valor pago a um arqueiro até então (1,3 milhão de libras). Mas a aposta logo se provou, e Seaman mostrou ser enorme.

Leia mais: David Seaman, um goleiro muito além da falha no gol de Ronaldinho em 2002

Seaman tinha excelente reflexos e posicionamento, e a prova é a inesquecível defesa na semifinal da Copa da Inglaterra contra o Sheffield em 2003. Ele construiu uma carreira inteira de alto nível no Arsenal e também na Inglaterra, sendo titular em duas Copas do Mundo. O fim veio com chave de ouro, na mesma Copa da Inglaterra de 2003: título contra o Southampton e Seaman, capitão, levantando o último de seus oito troféus.

Ian Wright

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Shaun Botterill/Getty Images

Ian Wright já era conhecido quando chegou a Highbury em 1991. Após sete temporadas e um bom sucesso no Crystal Palace, o atacante causou expectativa. E encerou sua passagem em 1998 como um dos maiores ídolos da história do Arsenal. Foram 185 gols em 288 jogos, o segundo maior artilheiro da história da equipe.

Mesmo assim, a contratação ainda foi questionada por torcedores por conta do alto valor – 2,5 milhões de libras. Logo de cara ele caiu nas graças da torcida e já na primeira temporada, foi o artilheiro da liga. E daí em diante, não parou de marcar, sendo artilheiro do time em seis temporadas seguidas. Tanto que na pior fase dos anos 1990, com a era do “1 a 0 para o Arsenal” na maioria das vitórias, a esperança do tal gol era ele.

Com personalidade forte (até hoje como comentarista), Wright tinha seus momentos de destempero. Mas nada que superasse os grandes triunfos, como o do dia em que ultrapassou Cliff Bastin até então como maior artilheiro do Arsenal e fez a icônica comemoração com a camisa “Just Done It!”. Deixou os Gunners em 1998, conquistando sua única PL – além de duas Copas da Inglaterra, uma Copa da Liga e uma Recopa Europeia.

Dennis Bergkamp

A era do “Boring Arsenal” começa a acabar a partir da metade dos anos 1990. E não é coincidência que ela choque com o momento da chegada de Dennis Bergkamp. O atacante holandês é lembrado até hoje como um dos grandes jogadores da história do esporte, e tornou-se talvez o maior ídolo do Arsenal, jogando entre 1995 e 2006.

Técnica, intensidade, habilidade, força física e genialidade. Bergkamp juntou isso tudo e mudou o conceito de atacantes no futebol inglês. Fez incríveis 120 gols, um número impressionante – ainda mais isso para um atacante que não era exatamente de presença de área. Por anos, foi a grande liderança técnica de um time que encantou a Inglaterra.

Além disso, o apelido de “Iceman” não era por acaso. Dono de uma personalidade fria, Bergkamp sempre apareceu e fez lindos gols em momentos importantes. O hat-trick contra o Leicester e o golaço contra o Newcastle são apenas alguns momentos. Em onze anos foram três Premier League e três Copas da Inglaterra para um gigante dos gramados.

Patrick Vieira

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Ian Walton/Getty Images

É difícil imaginar no futebol jogadores duros, que chegam forte, mas que ao mesmo tempo jogam com classe. Patrick Vieira preenche bem ambas as características. Tanto na dureza quanto na qualidade, tornou-se um grande símbolo, uma lenda da história do Arsenal. O francês chegou ainda desconhecido, em 1996, e logo fez o seu nome.

Exemplo de raça e liderança em campo, Vieira logo se estabeleceu como uma liderança do time. Os duelos com Roy Keane e o Manchester United eram cheios de faíscas. E em 2002, com a saída de Tony Adams, Vieira assumiu o posto de capitão. Ficou com a faixa até deixar Londres rumo à Juventus, em 2005.

Leia mais: Patrick Vieira: o fantástico meio-campista que transformou o Arsenal

Como capitão, colocou-se ainda mais na história. Foi ele quem levantou a taça da Premier League 2003/2004, a PL invicta dos Gunners. E ademais, encerrou com chave de ouro: em seu último jogo, na final da Copa da Inglaterra contra o Manchester United, converteu o pênalti decisivo e levantou a taça. Um fim digno de um gigante como o volante francês.

Thierry Henry

Em 2008, sócios do Arsenal participaram de uma votação oficial do clube para definir os 50 maiores ídolos da história. E o primeiro foi Thierry Henry. Não é uma escolha muito difícil, entretanto. O atacante francês chegou a Londres em 1999 e, durante dez anos, tornou-se sinônimo de Arsenal.

Ele chegou da Juventus em 1999 sob desconfiança, ainda sem explodir. Deixou o clube em 2007 e teve uma curta passagem de um mês em 2012 somando 228 gols em 377 jogos. Assim, é o maior artilheiro da história do Arsenal com folga. Definitivamente, Henry é um jogador que dispensa apresentações.

Leia mais: Thierry Henry, a brilhante carreira da lenda do Arsenal

Foram duas PLs, duas Copas da Inglaterra, muitos gols marcantes e inúmeros prêmios individuais que não cabem em apenas um parágrafo. Sob o comando de Arsène Wenger, Henry mudou a história do Arsenal. Aliás, faltou apenas o título europeu, que escapou tanto em 2000, quanto em 2006. Mas nada que apague a idolatria de um gigante.

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