Explicando a organização financeira da Premier League

Liga cresceu em público, dinheiro e importância desde sua fundação

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Explicando a organização financeira da Premier League
Richard Heathcote-Getty Images

A Premier League é considerada uma das ligas mais competitivas e mais ricas do futebol mundial. Além disso, é também uma das mais geradoras de receita por possuir um grande público, tanto na Inglaterra, quanto internacionalmente.

O Campeonato Inglês é transmitido em mais de 200 países e a média de público nos estádios foi de 37.194 mil pessoas por partida na temporada passada, atrás somente da Bundesliga.

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Há alguns fatores que explicam a sublime organização financeira do campeonato. As altíssimas cotas de TV, por exemplo, são essenciais para o desenvolvimento dos clubes na liga.

Atualmente, o contrato dos clubes ingleses permite o partilhamento dos recursos financeiros provenientes dos direitos de transmissão nas grandes redes midiáticas.

Essa divisão ameniza a desigualdade financeira entre os clubes, com 50% do lucro destinado igualitariamente para todos, 25% dividido de acordo com a classificação das equipes na temporada anterior, enquanto o restante é dividido de acordo com o número de partidas transmitidas.

Além disso, para evitar discrepâncias no mercado de transferências e contratações, a Premier League segue o fair play financeiro, no qual os clubes só podem gastar dentro das suas limitações econômicas, podendo ultrapassar em até cinco milhões de euros (cerca de R$21,3 milhões) a mais do que ganham em cada período de avaliação

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Em casos de ultrapassagem desse limite, os clubes podem até ficar isentos das competições da Uefa. Dessa forma, tentam equilibrar suas finanças. 

Na edição 2019/20, algumas das 20 equipes participantes marcaram suas maiores contratações. O Leicester encaminhou a venda de Harry Maguire ao Manchester United por mais de 80 milhões de euros. A transferência tornou o defensor o zagueiro mais caro do mundo.

Além desses, outros jogadores também deram a marca de maiores contratações em suas novas equipes na nova temporada. O volante Ndombélé saiu do Lyon com destino ao Tottenham por 60 milhões de euros.

O atacante Pépé foi comprado por 80 milhões de euros pelo Arsenal, enquanto Rodrigo, cotado por Guardiola para substituir o brasileiro Fernandinho, foi contratado pelos Citizens por 70 milhões de euros.