Desafeto? Novo dono do United já ‘ofendeu’ craque do time em livro

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Sir Jim Ratcliffe está aguardando apenas o aval da Premier League para assumir sua porcentagem do Manchester United, vendida pela família Glazer. A imprensa inglesa tem noticiado que o bilionário britânico comprou 25% das ações dos Red Devils e deve ficar concentrado na área de direção do futebol, mesmo não sendo o acionista majoritário.

Diversas mudanças já estão no radar do empresário, incluindo lista de dispensa de jogadores, reforma do Old Trafford e um novo CEO. Ratcliffe também precisará lidar com as questões do elenco, que passa por diversos problemas internos e nos gramados. E, conforme revelado pelo site “Talk Sport”, o inglês parece já possuir um “desafeto” no clube.

Livro revela “desafeto” de Ratcliffe no United

Em julho deste ano, foi lançado o livro “Grit, Rigor & Humor: The INEOS Story” (“Garra, Rigor e Humor: A História da INEOS, em tradução livre), para celebrar os 25 anos da empresa da qual Ratcliffe é dono. A publicação, que não foi trazida para o Brasil, foi escrita por sete autores diferentes que analisaram o sucesso da multinacional e seus empreendimentos em diversos setores, incluindo o esportivo.

Ratcliffe é o autor do capítulo de abertura, no qual ele cita Bruno Fernandes, atual capitão do Manchester United. O empresário faz uma comparação com uma situação vivida pelo camisa 8 na goleada sofrida contra o Liverpool, por 7 a 0, na temporada 2022/23.

No livro, o bilionário conta como ficou maravilhado com a força física de jogadores de rúgbi, enquanto assistia a uma partida em viagem a ilhas do Oceano Pacífico. Ele relata que “sentiu o chão tremer toda vez que um habitante das Ilhas Cook se chocava contra outro em uma partida local de rúgbi”.

— (Um jogador foi) levado na traseira de uma caminhonete com uma perna quebrada — conta Ratcliffe no livro.

É aqui que Bruno Fernandes entra na história. Naquela goleada histórica contra o Liverpool, o meio-campista simulou uma falta grave, que teria sido cometida por Ibrahima Konaté. O zagueiro dividiu uma bola com o português, tentando afastá-lo com a mão. Depois de perder a bola, Fernandes caiu no chão com as mãos no rosto, como se tivesse levado uma cotovelada.

Houve checagem do VAR, mostrando que nada de grave havia acontecido. Na época, os comentaristas ingleses criticaram a “teatralidade” do camisa 8.

No livro, publicado muito tempo antes da comprar do United, Ratcliffe compara o lance visto no rúgbi com o do meio-campista.

— (A esportividade do rúgbi estava) muito longe de um Bruno Fernandes segurando o rosto intocado no desastre recente contra o Liverpool.

Maria Tereza Santos
Maria Tereza Santos

Me formei em Jornalismo pela PUC-SP em 2020. Antes de escrever para a PL Brasil, fui editora na ESPN e repórter na Veja Saúde, Folha de S.Paulo e Superesportes.