5 mulheres dirigentes que fazem a diferença na Premier League

Apenas Stoke City e Swansea não contam com mulheres em algum cargo de direção

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A luta pela presença feminina em cargos de liderança ainda é uma pauta bastante necessária nas reivindicações pela igualdade de gênero.

Apenas um a cada quarto cargos seniores é ocupado por uma mulher, e 34% das empresas não possuem mulheres em posição de comando, de acordo com International Business Report (IBR) – Women in Business (2017).

Brasil e Reino Unido têm uma coincidência que não pode ser comemorada. Os dois dividem o quinto lugar entre os países com menos líderes mulheres (apenas 19%), de acordo com o mesmo estudo. No futebol, no entanto, os índices são diferentes.

Apesar de ainda aparecerem em menor número que os homens, as mulheres vêm se destacando em cargos de diretoria no futebol inglês – fenômeno pouquíssimo registrado no Brasil.

São quase 40 mulheres dirigentes quebrando barreiras nos mais diferentes cargos, distribuídas por 18 dos 20 clubes da Premier League. Apenas Stoke City e Swansea não contam com a presença feminina em algum cargo de direção.

Veja quem são as mulheres dirigentes da Premier League

Susan Whelan (Diretora executiva do Leicester)

leicester whelan

Poucos sabem que uma mulher esteve por trás da ascensão meteórica do Leicester nos últimos anos – inclusive no título da temporada 2015/2016.

Ela é uUm dos nomes mais importantes na escala hierárquica da administração do clube. Susan Whelan chegou à cidade de Leicester poucos meses depois de o clube ser adquirido pelo empresário tailandês e atual presidente Vichai Srivaddhanaprabha.

A diretora executiva entrou no mapa da família dos donos do Grupo King Power após trabalhar com gestão de free shops em aeroportos na Tailândia.

Apesar de não contar com nenhuma relação com o futebol nas experiências anteriores, Whelan tinha a habilidade de administrar recursos. Ela tinha em mente algo que é necessário para fazer um clube crescer: a vontade de dar alegria aos torcedores.

Sob a batuta de Susan, que conseguiu equilibrar o pagamento de dívidas e o investimento na equipe. Dessa forma, o Leicester passou de recém-promovido da terceirona a campeão da Premier League – com participação decisiva da chefe-executiva na chegada do técnico Claudio Ranieri ao comando da equipe.

Além disso, com o título inglês, o clube se classificou, pela primeira vez, para a Champions League. O feito – junto com o aumento nas cotas de TV – rendeu a maior receita da história do clube.

Rebeca Caplehorn (Diretora de operações de futebol do Tottenham)

bpi /Javier Garcia

Mudanças importantes na diretoria e comissão técnica modernizaram o Tottenham e alavancaram o clube de patamar nos últimos anos. Uma dessas transformações foi a chegada de Rebeca Caplehorn ao clube, uma das principais mulheres dirigentes na liga.

Formada em Educação Física, Ciências Esportivas e Matemática, ela foi diretora financeira do Queens Park Rangers por cinco anos. Depois de estrategicamente descoberta, virou diretora de operações do futebol dos Spurs em 2015.

Ela é o braço direito do presidente Daniel Levy e exerce função importante no comando do futebol.

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Karren Brady (vice-presidente do West Ham)

Conhecida como “Primeira-dama do futebol”, Karren Brady é atual vice-presidente do West Ham. A inglesa iniciou a carreira no mundo esportivo como diretora na empresa Sport Newspaper, de David Sullivan, aos 20 anos.

Em 1993, Brady soube da venda do Birmingham, por £ 700 mil, e convenceu Sullivan a comprar o clube. Assim, aos 23, ela se tornou diretora executiva do clube.

Quatro anos depois, Karren Brady incluiu o clube no mercado de ações. Além disso, se tornou a pessoa mais jovem a ocupar o cargo de diretor executivo de uma empresa de capital aberto no Reino Unido.

Em 2002, após a equipe conseguir o acesso, Brady se tornou a primeira mulher CEO de um clube da Premier League.

Brady deixou o Birmingham em 2009, quando o clube foi vendido por £ 81,5 milhões. A executiva deixou uma grande marca na promoção da igualdade de gênero no clube – em sua saída, 75% dos quadros superiores eram ocupados por mulheres.

No ano seguinte, passou a ocupar o atual cargo de vice-presidente do West Ham, na época adquirido por David Sullivan e David Gold, antigos donos do Birmingham. Foi ela a responsável pelas negociações para que os Hammers se mudassem para o Estádio Olímpico de Londres.

Grande defensora da presença feminina em cargos de alto escalão, recebeu a medalha da Ordem do Império Britânico em 2013, pelos serviços prestados as mulheres nos negócios e empreendedorismo. No ano seguinte, foi nomeada baronesa Karren Brady de Knightsbridge.

Denise Barrett-Baxendale (Diretora do Everton)

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Denise Barret-Baxendale é uma figura ímpar no clube azul de Londres. De família “evertoniana” e com PhD na área de educação, ela chegou aos Toffees como diretora executiva de projetos sociais, ajudando a comunidade local em diversas áreas.

Seu importante trabalho no setor foi reconhecido. Por seus serviços prestados à comunidade de Merseyside, ela recebeu a Ordem do Império Britânico. Está é a condecoração concedida pela Rainha da Inglaterra a pessoas que desempenham trabalhos fundamentais na sociedade britânica.

Em seguida, alçou o cargo de diretora de operações, aliando sua experiência como administradora e executiva de sucesso.

Em 2016, entrou para o conselho de diretores do Everton. Desde então, ajuda a tomar as decisões mais importantes do clube.

“Ela liderou vários grandes projetos no clube, incluindo a reestruturação da organização, resultando na equipe “fora de campo” mais forte que já vi aqui nos Toffees”, elogiou o diretor executivo do Everton, Robert Elstone.

Marina Granovskaia (Diretora executiva do Chelsea)

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Conselheira estratégica de Roman Abramovich por 18 anos, Marina Granovskaia desempenha função importante na direção do Chelsea desde 2003.

Como diretora executiva dos Blues, ela fica abaixo apenas de Abramovich na hierarquia do clube. Granovskaia fica longe dos holofotes e prega pela discrição.

Apesar disso, tem seu trabalho reconhecido nas negociações de jogadores. Ela é uma das principais mulheres dirigentes do futebol mundial.

Todas as vendas e compras de atletas passam por ela antes de concluídas. As loucuras financeiras do início da Era Abramovich deu lugar a um maior equilíbrio financeiro no mercado, graças à participação decisiva de Granovskaia.

Assim, o Chelsea passou a vender mais jogadores e por um valor mais caro do que estava acostumado. O papel estratégico da russa, que também se envolve nas mais diferentes áreas, é inquestionável dentro do clube.

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