Inglaterra e suas mudanças: pontos positivos e negativos

A Inglaterra, que vem de uma boa partida, quer manter o mesmo ritmo e garantir a classificação.

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Neste domingo, a Inglaterra voltará a campo e enfrentará o Panamá, no jogo que pode garantir a classificação às oitavas da Copa do Mundo. Uma vitória simples leva de volta os ingleses ao mata-mata do Mundial.

Na partida de estreia, contra a Tunísia, a Inglaterra se mostrou uma equipe bem criativa, principalmente no primeiro tempo, podendo até liquidar a partida na etapa inicial.

Para o jogo de amanhã, Southgate provavelmente fará duas mudanças: Ruben Loftus-Cheek no lugar de Dele Alli (lesionado) e Marcus Rashford na vaga de Raheem Sterling (opção).

Reinventando o meio-campo:

Loftus-Cheek em ação contra a Alemanha em amistoso. (Getty Images)

A ausência de Dele Alli no jogo de domingo, abre espaço para uma das grandes promessas da Premier League. Cria do Chelsea, o jovem Loftus-Cheek terá a missão de comandar o meio-campo inglês.

No esquema de Southgate – o 5-3-2 variável -, Dele Alli é peça-chave, acumulando funções dentro de campo.

Ele é fundamental para a imprevisibilidade inglesa, sendo responsável pela criação de jogadas no terço final do campo e a infiltração na área como um terceiro atacante.

No entanto, a sua falta não é o fim do mundo. No último jogo, ao substituir o próprio Dele AlliLoftus-Cheek foi um dos poucos que tentaram animar o segundo tempo da seleção inglesa.

Desde o Chelsea, ele é um dos meio-campistas mais modernos e promissores. Hoje no Crystal Palace, é o famoso box to box, que tem a função de fazer a transição entre defesa e ataque com qualidade.

É um jogador extremamente versátil, que joga em todas as funções do meio-campo. Além disso, seu índice de roubadas de bola no setor é fundamental.

Loftus-Cheek também pode ajudar Henderson a dialogar com mais facilidade com os alas e melhorar ainda mais a saída de bola.

Outro ponto crucial é que Southgate já o conhece muito bem desde a base, quando foi seu técnico.

Um ataque mais decisivo

Rashford e Sterling comemorando um gol. (Getty Images)

A opção de trocar Sterling por Rashford pode parecer precipitada, mas é compreensível. Principalmente depois da fraca partida que o jogador do Manchester City fez contra a Tunísia.

Sterling teve a temporada dos sonhos. Atingiu a maior média de gols da sua carreira, foi treinado por Pep Guardiola campeão da Premier League.

Mesmo batendo recordes individuais pelo Manchester City, a falta de pontaria sempre foi seu ponto fraco. E isso parece ser o motivo principal para Southgate tirá-lo do time.

A sua estreia não foi boa. O atacante perdeu um gol no início da partida que poderia ter mudado todo o rumo do jogo. E não foi um lance isolado, mas sim uma má partida.

No entanto, mesmo com a pontaria descalibrada, ele é um jogador muito importante para a dinâmica da equipe, acelerando e abrindo espaço para infiltrações.

Seu substituto, Rashford, é um jogador de caráter mais decisivo. Letal em jogadas de mano a mano e com a pontaria certeira.

O garoto de ouro do Manchester United é um atleta muito ágil, de boa estatura (útil para o jogo aéreo) e ao lado de Kane pode formar uma grande dupla.

A partida, em tese, promete ser um jogo em que o domínio seja totalmente da Inglaterra. A equipe já mostrou que aos poucos, pode se tornar competitiva. As mudanças não vão prejudicar.