Os 5 melhores técnicos da década da Premier League

Grandes nomes do futebol mundial integram a lista

Christian Alminana Collection Getty Images Sport
Christian Alminana Collection Getty Images Sport

A década acabou em 2019? Ou acabará em 2020? Deixando essa discussão como secundária, a PL Brasil preparou uma série especial. Hoje, enumeramos os melhores técnicos da década. Acompanhe a série.

Os 5 melhores técnicos da década da Premier League 

Alex Ferguson

Começaremos nossa lista com um dos maiores treinadores da história do futebol mundial, Sir Alex Ferguson. Com incríveis 13 títulos de Premier League, o escocês fez história na Inglaterra com o Manchester United.

Ferguson chegou ao United em novembro de 1986. Inicialmente, ele não teve vida fácil. Precisou reconstruir um time que não possuía sucesso desde a saída de Matt Busby – até então maior treinador do clube -, lidar com decepções, frustrações e muitas críticas.

Portanto, é válido frisar que a história dele nos Red Devils não começou de forma fácil. Ferguson enfrentou dúvidas por parte de imprensa e torcida, e chegou a ver seu cargo ameaçado em algumas oportunidades.

Entretanto, quis o destino que a redenção de Sir Alex acontecesse justamente na primeira temporada em que a Premier League passou a existir, em 1992/1993. Não foi o primeiro título de Fergie no comando do clube, pois ele já havia vencido a Copa da Liga Inglesa, a Copa da Inglaterra, a Supercopa da Inglaterra, a Recopa Europeia e a Supercopa da Uefa.

Leia mais: Harry Potter: 13 atores que torcem para clubes ingleses 

Richard Heathcote/Getty Images Sport

Após o primeiro título de liga, o treinador permaneceu fazendo história durante anos dentro da Inglaterra. Além dos já citados títulos, ele venceu Premier mais 12 vezes – tornando o clube o maior vencedor não só do Campeonato Inglês como da própria PL; a Copa da Inglaterra em mais quatro oportunidades; a Copa da Liga Inglesa três vezes; e a Supercopa da Inglaterra mais nove vezes.

Já na Europa, também foi marcante. Chegou a quatro finais de Liga dos Campeões, saindo vencedor em duas delas, ambas de formas marcantes.

E não para por aí. Além das já citadas Recopa Europeia e Supercopa da Uefa, venceu dois Mundiais de Clubes – um com a nomenclatura de Copa Intercontinental em 1999, e o outro com a alcunha de Copa do Mundo de Clubes da Fifa, em 2008.

Foram 27 anos de Manchester United, totalizando 1500 partidas e 38 títulos. É o maior treinador da história do clube, e considerado por muitos o maior do futebol. Sem dúvidas, um dos nomes mais marcantes da Premier League.

Arsène Wenger

Wenger é considerado um dos responsáveis pela evolução do futebol inglês e, por isso, é um dos melhores técnicos da década. Arsène Wenger chegou na Premier League em 1996, e foi o responsável por não só devolver o Arsenal ao local de protagonista no esporte, como também mudou o jeito de se enxergar futebol na Inglaterra.

Isso porque, naquela época, havia duas características importantes a serem ressaltadas. A primeira, do seu time, o qual era conhecido por torcida e imprensa como um time que jogava um futebol chato.

Christian Alminana Collection Getty Images Sport
Christian Alminana Collection Getty Images Sport

Já a segunda, do futebol inglês como um todo, onde costumeiramente era visto o estilo kick and rush. Um futebol muito pragmático e de pouca beleza. Com Wenger, intelectual do futebol, o time passou a exercer um modelo de jogo mais voltado para a posse, com o foco em jogadas envolventes e trabalhadas.

Além disso, Arsène também era “fora da caixinha” no quesito contratações. Diferentemente da maioria dos treinadores, ele fugia de contratações badaladas, dando preferência a jovens atletas, visando o seu potencial e moldando-os à sua maneira.

Leia mais: Clean sheets: o que significa o termo no futebol inglês? 

O treinador se destacava por conseguir ser um grande estrategista, sempre estudando muito bem os adversários. Como era adepto da ideia de construir seu time em cima dos seus ideais, ficou marcado como um treinador que potencializava em demasia o lado mental de seus atletas.

Em títulos, ergueu a taça da Premier League três vezes. Foi na temporada 2003/2004, quando sagrou-se campeão de forma invicta, atingindo a marca de 90 pontos. Ademais, ganhou sete vezes a Copa da Inglaterra e sete vezes a Supercopa da Inglaterra.

José Mourinho

De modo diferente aos dois nomes já citados, José Mourinho não foi treinador de apenas um clube na Premier League. Entre idas e vindas, treinou Chelsea – duas vezes -, Manchester United, e atualmente, o Tottenham.

Dentre os três clubes, onde ele entrou para o hall de treinadores icônicos da liga foi nos Blues. Chegou a Inglaterra na temporada 2004/2005, e logo na primeira entrevista, intitulou-se como The Special One. Nessa primeira passagem, fez jus ao apelido e foi campeão da Premier League e da Copa da Liga Inglesa.

Na temporada seguinte, 2005/2006, foi novamente campeão, além de erguer a taça da Supercopa da Inglaterra. No seu último ano sob o comando do Chelsea, 2006/2007 ganhou tanto a Copa da Liga Inglesa quanto a Copa da Inglaterra, e migrou para novos horizontes longe da terra da rainha.

Contudo, a história de Mourinho na Inglaterra não acabaria ali. Dono de um conhecimento tático apurado e uma personalidade extremamente forte, José fez história no Porto – antes da vinda ao Reino Unido -, Inter de Milão e Real Madrid – após sair dos Blues. Com o nome cravado na história do futebol para sempre, decidiu pelo regresso à Premier League.

Em 2013/2014, retornou ao clube londrino. Não levantou títulos na primeira temporada, mas, como de costume em todos os clubes que passou anteriormente, saiu vitorioso na época seguinte. Venceu a Premier League e a Copa da Liga Inglesa 2014/2015 e novamente se reafirmou como um dos maiores treinadores do esporte.

Leia mais: A grande temporada de Adama Traoré no Wolverhampton 

Todavia, apesar de toda idolatria conquistada, Mou colecionou desafetos em sua segunda passagem. Após uma terrível sequência de derrotas e diversos problemas internos com os jogadores, saiu do clube na metade da temporada.

Foi contratado em 2016 pelo Manchester United, e logo na primeira temporada, 2016/2017, ganhou a Liga Europa, a Copa da Liga Inglesa e a Supercopa da Inglaterra.

Entretanto, os títulos pararam por aí. Após o insucesso da segunda temporada, ele não teve o desejado respaldo da diretoria para contratar na janela seguinte. Com pouco futebol e muitas reclamações, José Mourinho voltou a colecionar desafetos no elenco, até que a situação ficasse insustentável.

Atualmente, é o treinador do Tottenham.

Pep Guardiola

Pep Guardiola difere de todos em um aspecto: o patamar em que chegou na Premier League. Ferguson e Wenger eram desconhecidos, e Mourinho ainda precisava se provar em um cenário de maior competitividade.

Guardiola, pelo contrário, já chegava como um dos maiores treinadores da história do futebol. Considerado revolucionário, foi extremamente vencedor comandando o Barcelona e o Bayern de Munique, quebrando diversos recordes e inclusive sendo influência direta na base das seleções da Espanha em 2010, e Alemanha em 2014, ambas campeãs do mundo.

Chegou em 2016 ao Manchester City, realizou uma reformulação no elenco, mas em sua primeira temporada não conseguiu desempenhar como em outrora. Apesar de um início avassalador na PL, caiu de produção e terminou a temporada com o terceiro lugar da liga, sem nenhum título conquistado.

Após o fracasso em 2016/2017, deu sequência nas mudanças dentro do plantel e novamente foi ao mercado para reforçar ainda mais o já estrelado elenco dos Citizens. E foi então que, em 2017/2018, vimos Pep Guardiola fazer jus a todas as expectativas criadas em cima dele e do City.

Angel Martinez/Getty Images

Leia mais: Listamos o maior artilheiro de cada time da Premier League

Isso porque, o treinador espanhol foi campeão da Premier League de forma avassaladora. Em 130 anos de história de futebol na Inglaterra, jamais nenhum clube havia feito 100 pontos numa única temporada. Não o bastante, seu time também quebrou recorde de gols, terminando a competição com 106 tentos marcados. Na mesma temporada, Pep também levantou o troféu da Copa da Liga Inglesa.

Assim, já passou a integrar a lista dos melhores técnicos da década na Premier League. Na temporada seguinte, permaneceu impressionando e venceu todos os títulos possíveis dentro da Inglaterra. Foi campeão da Supercopa da Inglaterra, da Copa da Liga Inglesa, da Copa da Inglaterra e também da Premier League.

Destaque para o título inglês, que além de ser o mais importante, também foi o mais difícil: vencedor com 98 pontos, apenas um a mais que o vice-campeão Liverpool. Histórico não só para o futebol inglês, como também para o futebol mundial como um todo.

Jürgen Klopp

Último nome da nossa lista, o alemão já é um dos melhores técnicos da década. Contratado pelo Liverpool em outubro de 2015, o treinador veio para a Inglaterra após alguns anos à frente do Borussia Dortmund, clube onde foi bastante vitorioso, apesar de esbarrar em algumas oportunidades na hegemonia do Bayern de Munique.

Em sua primeira temporada, desempenho mediano. Contudo, Klopp, mesmo já demonstrando bons aspectos desde o princípio, foi contratado pelos Reds para exercer um planejamento a longo prazo. Terminou a temporada 2015/2016 com o oitavo lugar da liga e foi eliminado precocemente da Copa da Inglaterra.

Os destaques, então, ficaram por conta da Copa da Liga Inglesa e da Liga Europa. Na copa local, vice-campeão para o Manchester City, perdendo o título nos pênaltis. Já na competição continental, perdeu a final por 3 a 1 para o Sevilla.

Mas, mesmo com a derrota, o caminho até a final da Liga Europa teve dois confronto emblemáticos. Os comandados de Klopp derrotaram o maior rival do clube, o Manchester United, nas oitavas de final, e passaram pelo Borussia Dortmund nas quartas de final após uma incrível virada que ficou guardada para sempre na memória do torcedor do clube.

Em 2016/2017, ele permaneceu reformulando o elenco a sua maneira, e cada vez mais podia ser visto “a cara” do treinador na equipe inglesa. Com contrato renovado por mais cinco anos, foi eliminado da Copa da Liga ainda em suas primeiras fases; na Copa da Inglaterra, caiu nas semifinais.

Leia mais: Kloppage Time: A habilidade do Liverpool para marcar gols no fim dos jogos

Na Premier League, após deixar alguns resultados importantes escaparem, findou na quarta colocação e conseguiu o retorno para a Liga dos Campeões. A semente de um bom trabalho já estava plantada, e o clube caminhava para colher os frutos.

É em 2017/2018 quando o Liverpool enfim volta ao protagonismo mundial que sempre teve. Sob a regência do recém-contratado Mohamed Salah, o clube passou a figurar novamente entre as principais equipes do futebol.

Justin Setterfield/Getty Images Sport

Apesar de um início de Premier League muito irregular, a equipe se ajustou e chegou a ficar 13 jogos invicta. Não foi o suficiente para disputar o título até o final, e os Reds terminaram a competição em 4° lugar. Nas copas nacionais, novamente eliminado nas primeiras fases.

Klopp conduziu o time até a final da Champions League. Todavia, o egípcio se machucou na grande final, e os Reds acabaram derrotados pelo Real Madrid pelo placar de 3 a 1.

Em 2018/2019, Klopp, que havia pegado um Liverpool “perdido” quando chegou, já tinha em mãos uma das melhores equipes do mundo. Potencializando os talentos individuais através de um exímio trabalho coletivo, chegou a liderar a Premier League durante boa parte do campeonato, mas terminou deixando o título escapar e viu o Manchester City ser campeão com apenas um ponto a mais conquistado.

Leia mais: Firmino: ‘Com Klopp, penso o jogo de outra forma’

O destino pintava a história com requintes de crueldade. A sensação passada era de que o Liverpool não conseguiria sair do interminável quase. Todavia, o desfecho foi outro. Klopp e seus comandados derrotaram o Tottenham na final da Liga dos Campeões, coroando o árduo trabalho de longas temporadas.

Após isso, o time engrenou. Venceu a Supercopa da Uefa, o Mundial de Clubes e enfim a Premier League. Jürgen Klopp é um dos maiores da história. Retomou a autoestima do torcedor do Liverpool, promoveu a evolução de diversos atletas dos mais variados estilos – como Alexander-Arnold, Henderson e Mané – e colocou o time como protagonista.

E, para você, quais treinadores estão na sua lista dos maiores técnicos da década?