Mark Hughes, os altos e baixos como jogador e técnico

Galês é ídolo do Manchester United, onde conquistou muitos títulos

Mark Hughes, os altos e baixos como jogador e técnico
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Quando se falam em jogadores do País de Gales que marcaram época no futebol inglês, é inegável que nomes como Neville Southall ou Ryan Giggs sejam lembrados, mas sem dúvidas não dá para esquecer de Mark Hughes, inegavelmente uma das grandes estrelas da história do futebol galês e um dos grandes atacantes da história do Manchester United.

Mark Hughes: Sucesso em Manchester, decepção em Barcelona e muitos títulos

Nascido na cidade de Wrexham, em novembro de 1963, iniciou sua carreira em 1978 na categoria de base do Manchester United. Inicialmente atuando como meio-campista, seu potencial como possível centroavante foi enxergado por Syd Owen, treinador da base dos Red Devils.

Promovido ao time principal em 1980, precisou de três anos para estrear pela equipe principal, em partida diante do Oxford United, pela Copa da Liga Inglesa, na temporada 1983/84. Em 1984, fez sua estreia pela seleção principal do País de Gales, marcando em sua primeira partida diante da Inglaterra.

O grande desafio do galês era se manter na titularidade do Manchester United. A dupla de ataque, formada por Frank Stapleton e Norman Whiteside era extremamente coesa. Mas com Whiteside deslocado para o meio-campo, Hughes rapidamente virou titular absoluto da equipe. Seus números foram extremamente expressivos em suas três primeiras temporadas. Foram 121 jogos e 47 gols, com um título: a Copa da Inglaterra diante do Everton.

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Terry Venables, então treinador do Barcelona, decidiu contratar o galês para a temporada 1986/87, juntamente com outro destaque do campeonato: o jovem Gary Lineker, do Everton. Por dois milhões de libras, Sparky, como era apelidado, deixou Manchester rumo a Barcelona. Sua estadia na Catalunha, porém, seria curta e duraria apenas uma temporada.

O Barcelona o emprestaria para o Bayern em 1987/88, onde pode mostrar sua melhor forma e recuperar o bom futebol mostrado na Inglaterra. Isso foi o suficiente para que Sir Alex Ferguson trouxesse o jogador novamente pela quantia de 1,8 milhões de libras.

Em sua segunda passagem pelo Manchester United, se fixou como um dos principais centroavantes do futebol inglês com grandes conquistas. A Premier League nas temporadas 1992/93 e 93/94, além de outras duas Copa das Inglaterra, uma Copa da Liga, e da extinta Recopa Europeia, onde marcou os dois gols da vitória dos Red Devils justamente diante do Barcelona, seu ex-clube.

Passagens por Chelsea, Southampton, Everton e Blackburn

Em junho de 1995, Mark Hughes se transfere para o Chelsea, onde teve uma passagem bem mais discreta que no Manchester United, mas ainda assim com títulos. A Copa da Inglaterra em 1996/1997, a Copa da Liga Inglesa na temporada seguinte e também seu segundo título de Recopa Europeia.

No título europeu, não jogou a decisão diante do Stuttgart, mas teve papel essencial na semifinal diante do Vicenza, marcando o gol da classificação.

Seus últimos clubes em sua carreira profissional foram o Southampton, Everton e, por fim, o Blackburn Rovers, onde conquistou seu último título, a Copa da Liga em 2001/2002.

Seu último gol na Premier League foi na derrota diante do Leicester na mesma temporada, sendo o terceiro jogador mais velho a marcar na competição.

Carreira apenas razoável como técnico

Ao mesmo tempo que estava em seus momentos finais como jogador, Sparky assumiu a seleção do País de Gales e quase a qualificou para a Eurocopa em 2004.

Após deixar os galeses, assumiu o Blackburn Rovers. No clube, conseguiu resultados expressivos, mantendo o clube longe da zona de rebaixamento, além de uma surpreendente qualificação para a Copa da Uefa. Realizou contratações que moldaram bem o time, entre elas Roque Santa Cruz, Christopher Samba e Ryan Nelsen.

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Porém, ao mesmo tempo que conseguia bons resultados, Mark Hughes era criticado pelo seu estilo de treinamento excessivamente físico e também por sua equipe ser considerada muito violenta.

No Manchester City e Fulham, seus clubes seguintes, passagens discretas e sem grandes ambições. Também teve passagem desastrosa no Queens Park Rangers em 2012, substituindo Neil Warnock.

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Apesar de ter mantido a equipe na temporada 2011/12, na seguinte fez inúmeras contratações, entre elas as de Park Ji-Sung, Fabio, Esteban Granero, José Bosingwa e Julio Cesar. Após uma derrota por 3 a 1 diante do Southampton, foi demitido do cargo. Acabou substituído por Harry Redknapp, que não evitou o rebaixamento do clube londrino.

Em março de 2013, assinou com o Stoke City, substituindo seu conterrâneo Tony Pulis, conseguindo manter os Potters na nona colocação na elite do futebol inglês, melhor colocação dos clube desde 1974/1975, repetindo a colocação nas duas seguintes, longe de competições europeias e distante da zona de rebaixamento.

Marko Arnautovic, Bojan Krkic, Ibrahim Affellay e Xherdan Shaqiri foram algumas das contratações do galês em seu período no Stoke, encerrado em janeiro de 2018. Assumiu em seu lugar Paul Lambert, que não evitou o rebaixamento da equipe.

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Hughes assumiu o Southampton em março de 2018, com contrato apenas até o final da temporada. Após salvar a equipe do rebaixamento, graças a vitória diante do Swansea City, no País de Gales, teve seu contrato renovado por mais três temporadas.

No entanto, não correspondeu com um péssimo início. Após empate diante do Manchester United em dezembro, foi demitido e substituído pelo austríaco Ralph Hasenhüttl, desde então, o galês não treinou mais nenhuma equipe.

Com uma carreira de sucesso como jogador, marcada por muitos gols, títulos e conquistas individuais e uma carreira de treinador não tão bem sucedida como esperada, Mark Hughes é uma figura emblemática na história do futebol galês e sobretudo na Premier League.