O que justifica a permanência de Marco Silva no Everton?

Toffees acumulam resultados ruins e péssimas apresentações na atual temporada

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Marco Silva Everton Charlie Crowhurst Collection Getty Images Sport
Charlie Crowhurst Collection Getty Images Sport

Quatro vitórias em 13 jogos, quatro pontos acima da zona de rebaixamento e um nível de atuação sofrível a cada rodada que passa. Este é o Everton do técnico português Marco Silva, que, mesmo com todos esses insucessos, ainda segue à frente de um dos maiores clubes da Inglaterra.

Os percalços de Marco Silva no Everton

O trabalho é ruim. E não há qualquer fio de esperança que vá melhorar. Os próximos três jogos? Leicester, Liverpool e Chelsea. Chance de sair sem fazer ao menos um ponto é muito real. E não apenas pela qualidade dos adversários, mas também pela falta de competitividade do Everton.

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O português já está na sua segunda temporada à frente dos Toffees. E mesmo assim ainda não conseguiu dar ao Everton um padrão de jogo regular e competitivo. E as velhas desculpas não servem mais.

Orçamento? O modesto e recém-promovido Sheffield United está aí para provar que, com um trabalho organizado, sabendo das limitações do elenco e, obviamente, potencializando os principais jogadores, dá para ser competitivo.

Tempo de trabalho? O Leicester do técnico Brendan Rodgers vem encantando até o momento. Time competitivo no mais alto nível e que está no top 4 da Premier League de forma consolidada. E com margem para crescimento. O treinador chegou ao clube apenas no fim de fevereiro deste ano.

E o Everton?  Um time perdido, que não sabe se é uma equipe propositiva ou reativa. De concreto? Um bom elenco que poderia render mais, mas é minado pelo péssimo trabalho de Marco Silva.

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Em 13 jogos de Premier League, o Everton conseguiu ter apenas lampejos de um time competitivo. Bem abaixo do que pode render. A equipe de Marco Silva perdeu para todos os recém-promovidos: Sheffield United, Norwich e Aston Villa – os dois primeiros em casa.

A permanência de Marco Silva no Everton não contribui em nada para o clube. O treinador já provou que o trabalho não vai fugir disso. Caso não aconteça lampejos individuais, a equipe não vence.

O Everton tem um potencial gigantesco para competir na parte de cima da tabela. Não brigar pela Premier League, claro, mas incomodar por vaga em competições europeias. Mas para isso precisa de um técnico que saiba extrair o melhor desse bom elenco.

O Wolverhampton, por exemplo, recém-promovido na temporada anterior, conseguiu classificação para a Liga Europa. Por que o Everton não pode? Será que o time dos Wolves era melhor que o da equipe de Liverpool?

Pickford; Coleman (Sidibé), Keane (Holgate), Mina e Digne; Davies (Delph ou Schneiderlin) e André Gomes; Richarlison, Sigurdsson e Bernard (Iwobi); Moise Kean (Calvert Lewin).

O clube investiu para dar o ‘próximo passo' e voltar a jogar competições europeias. Mas de nada adianta formar um bom time senão tem um técnico que consiga fazer o elenco render.

Marco Silva Everton Charlie Crowhurst Collection Getty Images Sport
Charlie Crowhurst Collection Getty Images Sport

Possíveis substitutos

A permanência de Marco Silva é injustificável. Não dá para continuar se apegando a desculpas como tempo de trabalho e orçamento para justificar o péssimo trabalho que o português faz à frente do Everton.

Foram 13 rodadas jogadas no lixo, além de toda a temporada passada. E isso já é suficiente para mostrar que não dá mais. Ainda é cedo, dá tempo de demitir o português e trazer um treinador que tenha fome de fazer o Everton vencedor mais uma vez.

No Brasil, por exemplo, tem outro português que pode fazer esse Everton render. O nome é Jorge Jesus, claro, que ganhou Libertadores e Brasileirão em menos de 24 horas.

Caso queira um técnico mais cascudo e vencedor na Europa, tem Arsène Wenger, que está desempregado. Um técnico que prioriza a posse de bola e o futebol ofensivo? O mercado também oferece. Quique Setién também é um bom nome para o Everton.

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Dos disponíveis, Massimiliano Allegri seria o ideal. Técnico que consegue dar as suas equipes um nível de competitividade absurdo.

Dois outros nomes são os favoritos para assumir o comando dos Toffees, segundo a Sky Sports: David Moyes, que treinou o clube por muitos anos, e Eddie Howe, dono de grande trabalho no Bournemouth.

A ver o que a diretoria do Everton vai fazer. Como citado acima, ainda tem muito campeonato pela frente. E o novo treinador pode muito bem fazer esse time render e brigar por uma vaguinha na Liga Europa.