Série ‘Os campeões da Premier League’: Manchester United 1993/1994

Contamos hoje o segundo episódio da série que reúne a campanha de todos os campeões da era Premier League

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manchester united 1993 1994
Credit: Clive Brunskill/Allsport

Todo mundo reconhece a importância e grandiosidade da Premier League. Porém, sua história não foi, nem é, contada por si própria. Os mais variados clubes ingleses que já passaram – e passam – pela honrosa primeira divisão, contam, a cada rodada, um capítulo de sua imensa história. É pensando nessa história que a PL Brasil decidiu criar uma série com todos os campeões da competição. A segunda equipe campeã foi o Manchester United na temporada de 1993/1994.

Série ‘Os campeões da Premier League’: Manchester United 1993/1994

Contexto histórico

Para viajar no tempo, é preciso identificar alguns aspectos importantes da época. Então, aqui vão alguns:

TV

“Mulheres de areia” era a novela de maior sucesso da época;

“Domingo Legal” e “Bom dia e Cia” estrearam no SBT;

“Castelo Rá-Tim-Bum” estreou na TV Cultura.

Músicas mais tocadas no mundo em 1993 e 1994:

“I will always love you”, Whitney Houston;

“Breathe Again”, Toni Braxton.

Tendências musicais no Brasil:

O grupo Só Pra Contrariar lançou o sucesso “Que se chama amor”;

A banda Raimundos lançou seu primeiro disco.

Política

Crianças foram mortas na “Chacina da Candelária”;

Fernando Henrique Cardoso bateu Lula e venceu as eleições presidenciais de 1994.

Times brasileiros

São Paulo bicampeão mundial de 1993;

Brasil campeão da Copa do Mundo de 1994;

O Palmeiras campeão brasileiro em 1993 e 1994.

O início da campanha do Manchester United na edição 1993/1994

Na temporada anterior (1992/1993), o Manchester United havia sido campeão da primeira edição do novo formato da Premier League, após 26 anos de jejum sem ser campeão nacional. Com isso, a equipe chegava à nova temporada defendendo o título da competição e com bastante moral entre a elite inglesa, mesmo assim, ninguém imaginava que os Red Devils seriam capazes de superar a campanha do ano interior.

Porém, todos estavam errados. A equipe comandada por Sir. Alex Ferguson não somente bateu os números da temporada anterior, como também foi o quarto time no século XX a conquistar a famosa “dobradinha”, levando para casa o caneco da Premier League e da Copa da Inglaterra. Considerado pelos torcedores um ano mágico, a escalação dos 11 titulares se eternizou na memória: Schmeichel; Parker, Bruce, Pallister, Irwin; Kanchelskis, Keane, Ince, Giggs; Hughes, Cantona.

Os mancunianos já iniciaram o campeonato com uma sequência de seis jogos sem perder, sendo cinco vitórias e um empate. Na segunda rodada, a goleada por 3 a 0 em cima do Sheffield United contou com dois gols de Roy Keane em sua estreia. O meia irlandês, que se tornou peça fundamental para o estilo de jogo do time e tomou a titularidade de Bryan Robson, por pouco não foi para o rival Blackburn Rovers: time que perseguiu o líder durante todo o campeonato.

Mike Cooper/Allsport

A fixação no primeiro lugar e o jogo-tributo

Os Red Devils ocuparam precocemente a primeira posição da tabela, após o 2 a 1 sobre o Aston Villa pela quarta rodada. Naquela partida, o meia Lee Sharpe brilhou como autor dos dois gols e, embora não fosse titular absoluto no segundo turno, se tornou um jogador reserva de confiança. Dali em diante, o Manchester United nunca mais saiu do topo e apenas caminhou rumo à consagração do bicampeonato.

O jogador símbolo da conquista do título na temporada anterior, Eric Cantona, só estreou na quinta rodada, pois estava disputando as eliminatórias para a Copa do Mundo pela seleção da França.

Em partida contra o Southampton, Cantona já chegou contribuindo com um gol no placar final de 3 a 1. Os Red Devils seguiram, então, com 14 vitórias, seis empates e apenas uma derrota até chegar à partida contra o Everton.

Contra os Toffees, não foi o placar de 1 a 0 que chamou atenção, mas sim, o contexto da partida e todo o clima que a rodeou. Sir Matt Busby, ex-jogador, técnico e diretor do clube, faleceu em 20 de janeiro, dois dias antes da partida contra o Everton. Dessa maneira, o jogo foi um verdadeiro tributo ao falecimento dele e a postura dos torcedores do Everton durante o minuto de silêncio impressionou.

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A complicada sequência de jogos

Março não foi um mês positivo. O calendário apertou para os Red Devils em razão de estarem disputando PL, Copa da Inglaterra e Copa da Liga. Dentre os cinco jogos disputados pela PL, Man United conseguiu apenas uma vitória.

Desempenho aquém o suficiente para diminuir a distância para os Rovers, segundo colocado. Na Copa da Liga, foi eliminado pelo Aston Villa. Até o mais otimista torcedor passou a duvidar dos diabos vermelhos, que mais pareciam uma chama prestes a se apagar.

O mês de abril permaneceu sendo difícil. Com Cantona suspenso duas vezes seguidas por cartão vermelho, a derrota por 2 a 0 para o Blackburn Rovers deu a impressão de que tudo pudesse estar perdido. Pela Copa da Inglaterra, embora classificado para a final, o adversário era o Chelsea: único time a vencer o Man United nos dois turnos.

De volta à PL, mais uma derrota. Dessa vez, para Wimbledon por 1 a 0. Estava difícil ser otimista. Porém, o mês terminou com duas vitórias suficientes para abrir vantagem na tabela e aproximar os mancunianos do título.

É campeão

Apesar dos dois últimos meses difíceis, com muitos jogos, ausência de Cantona e sequência de derrotas, Maio começou glorioso. No dia 1º, contra o Ipswich Town, a vitória por 2 a 1, com gols de Cantona e Giggs, foi suficiente para nomear matematicamente o Manchester United como bicampeão da Premier League 1993/1994, a duas rodadas de finalizar a temporada.

A festa do título ocorreu no dia 8 de maio, em Old Trafford, com 44717 pessoas presentes no empate com o Coventry City.

Confira o 1º texto da série ‘Os campeões da Premier League': Manchester United 1992/1993

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