Manchester City x Borussia Dortmund: chegou a hora dos Citizens?

O time de Guardiola chega à semifinal da Champions League?

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Foto: Nick Potts/Imago Images

O City tem tudo para viver o seu momento dos sonhos em 2021. Virtual campeão da Premier League, o time comandado por Pep Guardiola está a poucos passos da sua segunda semifinal de Liga dos Campeões da história. Mas, assim como em outros anos, a dificuldade na Champions League pode estar não no adversário, mas sim no próprio Manchester City.

Desde a temporada 2011/2012, quando o clube chegou à competição pela primeira vez após o investimento árabe, os Citizens colecionaram mais fracasso do que sucessos. De início, as expectativas não eram tão altas. Dentro de um contexto no qual o clube estava se moldando dentro da nova realidade, o sucesso imediato estava mais próximo da utopia que da realidade.

Eliminado na fase de grupos em 2011/2012 e 2012/2013, a gradatividade foi sendo iminente. Não atoa, o time chegou às oitavas de final nas duas temporadas seguintes. Entretanto, por ter passado em segundo lugar, acabou encontrando o Barcelona nas duas oportunidades e sendo eliminado.

Foto: Carlos Mira/Imago Images

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Conforme o tempo passou e o clube se consolidou na Inglaterra e na Europa, a falta de protagonismo na Champions League passou a ser tratada muito mais como fracasso do que como processo. Principalmente após a chegada de Pep Guardiola.

O treinador espanhol desembarcou na terra da rainha justamente no ano seguinte a melhor campanha, em 2015/2016. Comandados por Manuel Pellegrini, os azuis de Manchester conseguiram, pela primeira vez, a primeira posição de seu grupo naquele ano. Em um grupo com Juventus, Borussia Monchengladbach e Sevilla, os Citizens passaram com quatro vitórias e dois empates.

Líder, o time conseguiu um caminho mais tranquilo do que os anos anteriores. Nas oitavas, classificação tranquila diante do modesto Dynamo Kiev. Nas quartas, enfrentou o também novo milionário PSG e triunfou novamente. Semifinalista pela primeira vez na história. Todavia, quis o destino que o City encontrasse o justamente o Real Madrid, no início de sua hegemonia, e mesmo num confronto muito parelho, terminou eliminado.

Foto: Pablo Garcia/Imago Images

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Desde então, o time nunca mais conseguiu chegar tão próximo da final. Apesar de avassalador na Inglaterra, no contexto europeu o destaque passou longe de ser o mesmo. Cada vez mais sólido durante a fase de grupos, o time parou uma vez nas oitavas de final e três vezes consecutivas nas quartas. Duas delas com tons de crueldade e não cumprindo o papel de favorito.

Em 2018/2019, em um dos jogos mais históricos da Champions League, eliminado para o Tottenham no Etihad Stadium. Com direito a gol anulado pelo recém-chegado VAR nos últimos instantes, os Citizens tiveram aquela que foi, talvez, a derrocada mais dramática de sua história.

Na última temporada, o drama foi menor, mas a frustração foi semelhante. Diante de um modesto e nem um pouco favorito Lyon, os ingleses abusaram das chances perdidas e da péssima noite vivida por Ederson. Considerados classificados antes mesmo do confronto acontecer, os comandados de Guardiola ficaram pelo caminho mais uma vez.

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Diante da disciplinada equipe francesa, o City viu o adversário cravar as chances que teve e selar a classificação com vitória por 3 a 1 – a partida aconteceu em jogo único em virtude da pandemia da Covid-19. Esse ano, as expectativas são muito semelhantes.

Novamente favorito, o clube tem mais uma vantagem: venceu a partida de ida por 2 a 1. Apesar de não ser o melhor dos resultados quando se joga dentro de casa, é sabido e notório o quanto o time inglês está numa prateleira acima do rival Borussia Dortmund.

Apesar dos aurinegros contarem com o fenômeno Haaland, artilheiro da UCL com dez gols, o Dortmund não está sequer entre os quatro melhores da Bundesliga. Para além disso, o clube alemão tem sido muito mais uma presa fácil em jogos decisivos do que um time que pune seus adversários.

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Assim, os Citizens novamente têm a responsabilildade de fazer seu papel. Considerado por muitos o melhor futebol da Europa, o contexto só favorece o time inglês. Os jogadores destaque não estão lesionados, o adversário não é dos mais difíceis e a vantagem do empate também é deles.

O desfecho, nós não sabemos. Temos expectativas. Prognósticos. Se vencer, cumprirá o que o script previa. Se perder, entrará em mais um dos momentos onde o time decepcionou quando se esperava solidez em contextos europeus.

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