Manchester City: Guardiola explica por que não fez substituições contra o Real Madrid

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Real Madrid
09/05/23 - 16:00

Finalizado

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Man City

Real Madrid - Man City

UEFA Liga dos Campeões - Santiago Bernabeu

2° Turno

Um dos fatores que surpreendeu a todos durante o empate por 1 a 1 entre Real Madrid e Manchester City, nesta terça-feira (9), no estádio Santiago Bernabéu, pelo jogo de ida da semifinal da Champions League, foi o fato de que Pep Guardiola não fez substituições durante a partida.

Ederson, Walker, Ruben Dias, Stones, Akanji, Rodri, Gundogan, Bernardo Silva, De Bruyne, Grealish e Haaland: os 11 jogadores do Manchester City que começaram a partida terminaram jogando em Madri.

Guardiola explicou a razão de não ter mexido no time, que por boa parte do segundo tempo foi pressionado pelo Real — apesar de ter achado o gol de empate num belo chute de De Bruyne.

— Não mexi porque todos estavam bem. Bernardo e Grealish são jogadores que seguram a bola e o Madrid tem muitas transições com Rodrygo, Vinicius ou Valverde. Se a partida se torna muito intensa, não temos esse nível. Precisávamos abaixar o ritmo — justificou Guardiola.

O treinador parabenizou sua própria equipe “porque esse cenário nessa competição é sempre muito difícil, especialmente pela qualidade deles”. Guardiola também afirmou que o gol do Real saiu enquanto o Manchester City era melhor, mas o contrário aconteceu no segundo tempo. Ele ainda se disse “ansioso” para decidir o confronto em Manchester, na semana que vem.

Guardiola exalta três jogadores do Manchester City

Entre jogadores citados, Guardiola escolheu exaltar as partidas de De Bruyne, autor do gol, além do lateral Walker, o responsável por marcar Vinicius Junior, e o goleiro Ederson, que fez uma ótima defesa no chute de Tchouameni já no final.

— De Bruyne sabe o quão importante é para nós. Estou feliz por ele porque teve uma performance incrível, por várias razões. Você precisa desse tipo de jogador nesse tipo de jogo. Ederson e Walker também foram excepcionais contra os adversários mais difíceis que você pode enfrentar hoje em dia — afirmou o treinador.

Guardiola ainda justificou a partida ruim que Haaland teve — foi o jogador que menos tocou na bola entre todos que jogaram 90 minutos — pela dificuldade em atacar os poucos espaços deixados pela defesa merengue. “Os dois zagueiros ficaram em Erling e esse tipo de sistema não dá espaços para o mano a mano”, disse ele.

Por fim, ainda deu tempo de Guardiola exaltar a partida do alemão Toni Kroos, que jogou como meio-campista mais defensivo do Real Madrid. Kroos chegou a atuar por um ano com o treinador espanhol no Bayern de Munique.

“Toni nos faz defender mais do que gostaríamos. Se ele não fosse o primeiro volante (do Real), nós precisaríamos defender menos”, garantiu Guardiola.

Diogo Magri
Diogo Magri

Jornalista formado pela ECA-USP, campineiro e repórter na PL Brasil. Passagens por EL PAÍS, Revista Veja e Futebol Globo CBN.

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