Os 5 maiores portugueses da era Premier League

Confira a nossa lista com os 5 maiores portugueses da era Premier League

Os 5 maiores portugueses da era Premier League

A Premier League é uma liga global que agrega as mais diversas nacionalidades. Do Brasil às Filipinas, nenhum continente fica fora. Os estrangeiros contribuem para a diversidade cultural e futebolística. A temporada atual, por exemplo, é a com o maior número de jogadores de Portugal. São 14 no total, sendo 11 deles no Wolverhampton. Por isso, a PL Brasil resolveu listar os 5 maiores portugueses da história da Premier League.

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RICARDO CARVALHO

Ricardo Carvalho chegou ao Chelsea após o título europeu do Porto em 2004. Acompanhou a legião portuguesa dos Blues comandados por José Mourinho. Nos dois primeiros anos, foi bicampeão da Premier League fazendo parceria sólida com John Terry.

Em ambas as campanhas, o time teve a melhor defesa, sofrendo apenas 37 gols em 76 partidas. Seu entrosamento com o xerife inglês foi tão grande que em 6 anos em Londres, conquistou 63 clean sheets.

Mourinho deixou o Chelsea e foi para Inter, mas mesmo assim Ricardo se manteve como titular. Foi pilar defensivo por 6 anos, participando da melhor da melhor defesa por mais duas oportunidades.

Quando Luís Felipe Scolari treinou o clube londrino em 2008, Carvalho não pôde ajudá-lo na passagem. Afinal, o zagueiro português ficou lesionado por 131 dias por conta de lesão muscular e problemas na coxa.

Ricardo Carvalho fez parte da melhor defesa da história do Chelsea (Goal.com)

Deixou o Chelsea para jogar no Real Madrid em 2010, mas sem antes conquistar seu terceiro título nacional com os Blues. No total, fez 135 jogos e venceu 95 deles. Percentual de 70% de aproveitamento.

Acima de tudo, marcou 7 gols, venceu incríveis 336 duelos e foi expulso apenas duas vezes. Depois de conquistar La Liga e a Champions League pelo Real Madrid, foi ao Monaco e está para encerrar a carreira aos 40 anos no Shangai SIPG.

Foi titular por muitos anos da seleção portuguesa e disputou 3 Copas do Mundo como titular (2006, 2010 e 2014). Além disso, integrou o elenco que ficou com o vice-campeonato da Euro em 2004 e da equipe campeã em 2016 também.

NANI

Luís Carlos Almeida da Cunha, mais conhecido como Nani, é filho de imigrantes cabo-verdianos e iniciou sua carreira como jogador profissional no Sporting. Ponta veloz e driblador, ganhou destaque após dois anos de profissional e logo foi vendido ao United.

A expectativa criada em cima de Nani foi muito grande. Também formado nos Leões, o Manchester United via no então camisa 17 um substituto para Cristiano Ronaldo. Os dois jogaram juntos por duas temporadas e tinham um bom entendimento.

Contudo, com a saída de CR7 para o Real Madrid, esperava-se que Nani assumisse a responsabilidade e fosse o herdeiro da camisa 7. O nível não foi atingido, mas mesmo assim não deixou de ser um bom jogador.

Em 8 temporadas, fez 26 gols e deu 43 assistências. É o maior garçom português da competição. Curiosamente, tem um título a mais da Premier League que Ronaldo.

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Nani comemora gol do United (Photo credit should read ANDREW YATES/AFP/Getty Images)

Sua melhor temporada foi a de 2010/2011, quando foi o líder de assistências da equipe e da competição. Foram 14 bolas passadas para gols. Disputou 31 jogos de Premier League, três a menos que Evra (quem mais jogou). Como resultado, ganhou o prêmio de melhor jogador do time naquele ano.

Entretanto, seu rendimento caiu nas duas últimas temporadas pelo clube, quando disputou somente 23 partidas.

Em seguida, foi emprestado ao seu clube de origem antes de ser negociado com o Fenerbahçe em 2015. Passou ainda por Valencia e Lazio, até que finalmente ficou em definitivo no Sporting.

Nani esteve presente nas Copas do Mundo de 2010 e 2014 pela seleção portuguesa e conquistou o título inédito da Eurocopa em 2016 como titular, marcando 3 gols na campanha.

LUÍS BOA MORTE

Nascido em Lisboa, é outra cria das categorias de base do Sporting. De 1997 a 2011 disputou 296 partidas do Campeonato Inglês, 100 a mais que Cristiano Ronaldo. O atacante atuou por Arsenal, Southampton, Fulham e West Ham United.

É o português com o maior número de jogos na Premier League.

Aos 20 anos, mudou-se para a Terra da Rainha para jogar pelo Arsenal. Logo em sua primeira temporada na Inglaterra, foi campeão com os Gunners. Por isso, ganhou identidade junto ao time vermelho de Londres, tanto que hoje é olheiro do clube.

Apesar de nunca ter sido unanimidade em nenhuma equipe, Boa Morte compunha bem o elenco sendo opção para os lados do campo.

Em sua trajetória, fez 29 gols e deu 35 assistências. Dos portugueses, somente Nani deu mais passes para gol e Cristiano Ronaldo fez mais gols.

Boa Morte pelo Fulham em confronto contra o Bolton (PA Images via Getty Images)

Mesmo longe de ser um craque, aparecia muitas vezes como titular, principalmente no Fulham. Em seis temporadas no Craven Cottage, jogou 166 partidas de Premier League e em apenas três saiu do banco.

No fim de carreira, ainda jogaria pelo Larissa, da Grécia, Orlando Pirates, da África do Sul e retornaria a Inglaterra para o Chesterfield, da quarta divisão.

Depois de passagem pela comissão técnica do Fulham, Boa Morte é, atualmente, técnico do Portimonense B.

CRISTIANO RONALDO

Sem dúvidas, o maior e melhor jogador português até hoje da Premier League. Conquistou 3 troféus nacionais com o Manchester United e foi duas vezes o melhor jogador da competição. Além disso, venceu as duas Copas, Champions League e Mundial.

Fora os títulos, CR7 é o maior artilheiro português da Premier League, com 84 gols em 196 jogos. Soma ainda 34 assistências, o terceiro no quesito.

Jogando na Inglaterra, foi eleito o melhor jogador do mundo em 2008. Depois dele, somente Salah, agora em 2018, foi aparecer entre os 3 melhores na premiação da FIFA.

Ronaldo chegou aos Red Devils em 2003, depois de ótima apresentação em um amistoso que o clube fez contra o Sporting.

Na apresentação de Ronaldo, o destaque era Kleberson (REUTERS/Paul Sanders)

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Cristiano foi muito bem e, como resultado, Sir Alex Ferguson o levou para Carrington. O curioso é que, em sua apresentação, o destaque era o brasileiro Kléberson, pentacampeão mundial um ano antes.

Não é preciso dizer o quanto ele foi importante para o Manchester e vice-versa. Iniciou sua trajetória por lá como um winger e, aos poucos, foi tomando gosto pela artilharia. Em 2008, anotou 31 gols e, desse modo, se tornou pela primeira vez na carreira artilheiro de um campeonato nacional.

Deixou o clube em 2009 para realizar o sonho de vestir a camisa do Real Madrid. O resto, é história… que ainda está sendo escrita, por sinal.

JOSÉ MOURINHO

O controverso treinador português chamou a atenção do mundo após vencer a Champions League de 2004 com o Porto. Imediatamente, o emergente Chelsea de Roman Abramovic foi buscá-lo.

Mou chegou e logo ganhou identidade junto ao clube de Londres. Se auto-intitulou “The Special One” na primeira entrevista e o apelido pegou. O manager venceu a liga nos dois primeiros anos de Inglaterra, contando com a ajuda de vários conterrâneos.

Só que em 2007 o contrato seria quebrado e Mourinho iria à Itália para treinar a Internazionale. A despedida aconteceu justo na temporada que o Chelsea chegara na final da Champions pela primeira vez. Seria a oportunidade de conquistar a orelhuda pela segunda vez.

Ele chegaria a esse feito, mas não pelos Blues. Em 2010, graças ao segundo título europeu, a FIFA e o IFFHS o elegeriam técnico do ano. Assim como o Chelsea, o Real Madrid foi atrás de seus serviços.

treinador da Inglaterra

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Construiu grande rivalidade com Guardiola na Espanha e quebrou a sequência de títulos nacionais do Barcelona. Apesar de tudo, o maior desejo dos merengues não aconteceu e o mau relacionamento com o elenco na terceira temporada foi o ponto final de seu trabalho por lá.

Dessa forma, voltou para Stamford Bridge, onde considerava sua casa. Mostrou novamente porque era chamado de Special One e venceu pela terceira vez a Premier League em 14/15.

O título o levou ao topo dos técnicos novamente em votação da PFA (Associação de técnicos e jogadores da Inglaterra). Além disso, a Federação Portuguesa o considerou o maior treinador português do século XXI.

Contudo, mais uma vez na terceira temporada, os problemas do vestiário e os maus resultados culminaram em sua saída. Depois de seis meses sem clube, o Manchester United anunciava sua chegada em maio de 2016.

Ainda é o Special One? (Getty Images)

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Em Old Trafford, foi mal na liga nacional nos primeiros doze meses de trabalho, mas levantou os troféus da Copa da Liga e da UEFA Europa League.

O segundo ano do time teve uma melhora de desempenho e de resultados na Premier League e o time terminou em 2º lugar.

A posição na tabela foi o único ponto alto da campanha, já que o clube não levantou taças e a diferença para o campeão foi de 19 pontos.

Agora em sua terceira temporada, a história se repete. Problemas de relacionamento com seus atletas e desempenho ruim em campo colocam a reputação do treinador em jogo.

Apesar de contestado, criticado e taxado como ultrapassado, é impossível negar o que Mourinho já fez para o esporte em seus anos mais gloriosos.

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