Os 10 maiores ídolos da história do Birmingham City

A PL Brasil listou as maiores lendas dos Blues

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PAUL ELLIS/AFP via Getty Images

Gols, títulos, amor à camisa… De diferentes formas, grandes jogadores marcaram seus nomes na história do Birmingham City e viraram ídolos. A PL Brasil lista abaixo 10 grandes lendas dos Blues.

Os 10 maiores ídolos da história do Birmingham City

Joe Bradford

Em Birmingham dos anos 1920, época em que a cidade é retratada na aclamada série Peaky Blinders, o “cara” era Joe Bradford. Uma máquina de fazer gols, o ex-atacante é até hoje o maior artilheiro da história do Birmingham City, com 267 tentos. Entre 1921/1922 e 1932/1933, Bradford foi, por doze temporadas seguidas, o goleador máximo do time.

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Nascido na pequena vila de Peggs Green, no condado de Coalville – cerca de 50km de Birmingham -, Bradford começou sua carreira no Coalville Town e, aos 19 anos, se transferiu para o City. Em 15 anos de clube, o mais próximo que o atacante esteve de um título foi na temporada 1930/1931, com o vice-campeonato da Copa da Inglaterra.

Pela seleção inglesa, o atacante disputou 12 partidas e anotou sete tentos entre 1923 e 1930. Atualmente, Joe Bradford é um dos grandes ídolos do Birmingham City, sendo o primeiro jogador a ser nomeado para o Hall da Fama do clube.

Harry Hibbs

Sucessor do também ídolo Dan Tremelling, o qual é citado na série Peaky Blinders, o goleiro Harry Hibbs não apenas foi um substituto à altura, como superou o mestre. Após assinar com os Blues aos 17 anos e ser tutorado por Tremelling por cinco temporadas, Hibbs assumiu a titularidade e se manteve incontestável no posto por dez anos.

Além de também ter sido titular na campanha do vice-campeonato da Copa da Inglaterra de 1930/1931, Hibbs ostenta até hoje o recorde de partidas pela seleção inglesa enquanto jogador do Birmingham, com 25.

Apesar de, à época, ainda estar em plena forma física, o arqueiro teve de se aposentar em 1939, aos 33 anos, em razão do início da 2ª Guerra Mundial. Seu último jogo pelos Blues foi num amistoso beneficente em 1940, contra o rival Aston Villa, para levantar fundos aos combatentes.

Gil Merrick

Mais um que honrou a tradição de grandes goleiros do Birmingham City foi o lendário Gil Merrick. Assim como Harry Hibbs foi um grande sucessor a Dan Tremelling, Merrick substituiu e talvez até tenha superado seu ídolo de infância.

Nascido e criado em Birmingham, Merrick assinou seu primeiro contrato profissional em 1939, aos 17 anos. Após o fim da Guerra, em 1945, assumiu o legado de Hibbs e se tornou o titular dos Blues por 14 temporadas. Entre 1946 e 1960, o goleiro foi bicampeão da Segunda Divisão, vice da Copa da Inglaterra de 1955/1956 e é até hoje o jogador que mais vestiu a camisa do Birmingham, com 551 partidas.

Pela seleção, Merrick disputou 23 jogos entre 1951 e 1954, sendo o titular da Inglaterra na Copa do Mundo da Suíça, em 1954. Em 2009, o ídolo do Birmingham City foi homenageado com uma arquibancada com seu nome no estádio St Andrew's e, no ano seguinte, foi nomeado para o Hall da Fama do clube.

Jeff Hall

Primeiramente um jogador amador no time dos Engenheiros Mecânicos e Elétricos do exército britânico, Jeff Hall foi descoberto em 1950 por Walter Taylor, o mesmo olheiro que havia descoberto Gil Merrick. Um lateral-direito extremamente habilidoso e de fôlego invejável, Hall rapidamente conquistou espaço entre os titulares do Birmingham City.

Após o título da Segunda Divisão, em 1954/1955, Hall se consolidou como um dos melhores laterais da Inglaterra, sendo regularmente escalado como titular na seleção inglesa. Entre 1955 e 1957, o lateral-direito jogou 17 partidas pelos Three Lions.

Infelizmente, um evento trágico pôs um fim precoce à vida do jovem ídolo do Birmingham City. Em 21 de março de 1959, Jeff Hall foi diagnosticado com poliomielite, falecendo apenas 12 dias depois, aos 29 anos. Em 2008, os Blues o homenagearam com um relógio no estádio St Andrew's.

Trevor Smith

Reza a lenda que o lendário atacante John Charles, ídolo de Leeds e Juventus, teria classificado Trevor Smith como o defensor que ele menos gostava de enfrentar. Essa é a mística em torno do maior zagueiro da história do Birmingham City.

A carreira de Smith foi promissora desde o início. Aos 14 anos, o jovem foi vice-campeão do campeonato inglês escolar de 1951 e, aos 15, levantou o troféu da extinta FIFA Youth Cup, já atuando pela categoria de base dos Blues. No ano seguinte, assinou seu primeiro contrato profissional e praticamente já chegou ao time como titular.

Em seus 11 anos e 430 jogos pelo clube, o grande momento de Trevor Smith foi na final da Copa da Liga de 1962/1963. Tendo pela frente o grande rival Aston Villa, os Blues, à época num período de vacas magras, surpreenderam a todos e levantaram o troféu. Smith, capitão do time, foi o grande líder e pilar da defesa na histórica conquista.

Malcolm Page

A sucessão de bons goleiros também vale para a zaga do Birmingham no período das décadas de 1950 a 1970. Logo após a saída do ídolo Trevor Smith, chegava aos Blues um jovem galês de 17 anos chamado Malcolm Page.

Considerado por seus colegas e treinadores um jogador extremamente profissional e dedicado, Page ainda era extremamente versátil, algo não tão comum na época. Em 17 anos de Birmingham City, o galês atuou como zagueiro, lateral, volante e até meia. O ídolo dos Blues foi capitão tanto do time como da seleção do País de Gales, somando 28 partidas internacionais entre 1971 e 1979.

Em 2012, Page foi reconhecido e imortalizado no Hall da Fama do Birmingham City.

Bob Latchford

Um nome talvez mais ligado historicamente ao Everton, Bob Latchford nasceu em Birmingham e foi revelado pelos Blues. Um goleador nato, o atacante chegou a formar um trio de ataque dos sonhos do Birmingham City nos anos 1970 com os também ídolos Trevor Francis e Bob Hatton.

Um atacante grande e forte, porém bastante ágil, Latchford anotou 84 tentos em 193 jogos pelos Blues. Sua melhor temporada foi em 1971/1972, quando levou o time ao vice da Segunda Divisão, marcando 27 gols e garantindo a artilharia da liga no processo.

Em 1974 se transferiu para o Everton, onde permaneceu por sete temporadas e conquistou a artilharia da Primeira Divisão, em 1978, com 30 bolas na rede. Hoje, Bob Latchford é homenageado tanto por Birmingham City quanto por Everton em seus respectivos Halls da Fama.

Trevor Francis

Talvez o maior jogador a vestir a camisa do Birmingham City e possivelmente o maior ídolo da história do clube, o ponta Trevor Francis era visto como uma joia, dotada de muita técnica e inteligência, desde seus primeiros chutes pelos Blues.

Produto da base do clube, Francis estreou pela equipe principal aos 16 anos e, até 2019, era o goleador mais jovem da história dos Blues, feito que foi superado em 2019/2020 pelo promissor Birmingham Boy Jude Bellingham. Em sua temporada de estreia entre os profissionais, o ágil ponta anotou incríveis 16 tentos em 22 partidas na Segunda Divisão.

O jovem não tardou a chamar a atenção de clubes maiores. Em 1979 foi contratado pelo Nottingham Forest, naquela que foi a transferência mais cara da história do futebol inglês na época. No Forest, o camisa 7 foi bicampeão da Champions League, inclusive anotando o gol do título na primeira final. Francis também teve história marcante na seleção inglesa, disputando mais de 50 partidas e anotando dois gols na Copa de 1982.

Kenny Burns

Contemporâneo de Malcolm Page, Bob Latchford e Trevor Francis no bom time do Birmingham da década de 1970, Kenny Burns talvez tenha sido mais versátil até que o polivalente Page.

Nascido em Glasgow e produto das categorias de base do Rangers, Burns assinou pelos Blues em 1971, aos 17 anos. Inicialmente um zagueiro, o escocês acabou se convertendo em atacante após a saída do ídolo Latchford, em 1974. Apesar do choque entre duas posições quase que opostas no campo, Burns se destacou bastante e rapidamente virou um dos favoritos da torcida em St Andrew's.

Após quase 200 jogos e mais de 50 gols pelos Blues, Burns também foi contratado pelo Nottingham Forest, assim como Trevor Francis seria dois anos depois. Pelo novo clube, o escocês foi bicampeão europeu, além de ter sido eleito o Jogador do Ano da Inglaterra em 1977/1978. Burns ainda seria titular da Escócia na Copa do Mundo de 1978. Ele é mais um dos homenageados no Hall da Fama do Birmingham City.

Mikael Forssell

Mais um ídolo do Birmingham City que, desde muito jovem, já mostrava talento foi o finlandês Mikael Forssell. Contratado pelo Chelsea aos 17 anos, o rápido e habilidoso atacante estreou marcando dois gols num jogo válido pela Copa da Inglaterra. Devido a algumas lesões, Forssell não conseguiu muito espaço nos Blues de Londres e, em 2003, chegou por empréstimo ao Birmingham.

Aos 22 anos, a promessa finlandesa não perdeu tempo e teve impacto imediato no time. Com seu oportunismo, boa finalização com ambas as pernas e bom posicionamento no jogo aéreo, Forssell marcou 17 gols em 32 jogos e já entrou para a história com duas marcas expressivas: maior artilheiro finlandês e do Birmingham em uma edição de Premier League.

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Infelizmente, a série de lesões voltou a assombrar a carreira do finlandês, que jamais brilhou numa temporada como em 2003/2004. Ainda assim, entre 2003 e 2008, “Fors” marcou 37 gols em 118 jogos pelo Birmingham City. Ele é, até hoje, o maior artilheiro estrangeiro da história do time e um dos dois únicos não-britânicos no Hall da Fama do clube. Por isso, é um dos grandes ídolos do Birmingham City.

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