Os 10 maiores ídolos da história do Aston Villa

A PL Brasil lista grandes lendas dos Villans

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Credit: Anton Want/ALLSPORT

Gols, títulos, amor à camisa… De diferentes formas, grandes jogadores marcaram seus nomes na história do Aston Villa e viraram ídolos. A PL Brasil lista abaixo 10 grandes lendas dos Villans.

Os 10 maiores ídolos da história do Aston Villa

Charlie Aitken

Não dá para falar dos maiores ídolos do Aston Villa sem citar Charlie Aitken. Lateral-esquerdo, Aitken defendeu o clube entre 1959 e 1976, único time europeu pelo qual ele jogou ao longo da carreira. Durante os 17 anos, Aitken atuou 660 vezes pelos Lions, sendo titular em 657 jogos.

Outro dado que comprova a idolatria a Aitken é que, quando o Villa caiu da primeira divisão para a segunda e depois para a terceira, ele continuou no clube e só saiu quando recolocou a equipe na elite do futebol inglês novamente.

O seu último grande ato vestindo a camisa do clube foi na Copa da Liga de 1974/1975, quando a equipe enfrentou o Norwich e venceu por 1 a 0 com gol de Ray Graydon. Após isso, Aitken encerrou sua história no Villa e encerrou sua carreira no New York Cosmos. Até hoje é o jogador que mais vezes vestiu a camisa do Aston Villa.

Billy Walker

Outro exemplo de amor à camisa. Durante toda sua carreira, Billy Walker defendeu apenas um único clube: o Aston Villa. Entre 1914 e 1933, Billy disputou 531 jogos pelo clube e marcou 244 gols, tornando-o assim o segundo jogador que mais vezes vestiu a camisa do clube e também o maior artilheiro da história do Villa.

Seu único grande título com os Lions é a Copa da Inglaterra de 1920, quando o time bateu o Huddersfield Town por 1 a 0 com gol de Billy Kirton na prorrogação. Na liga, Walker conduziu o Villa para dois vice-campeonatos: 1930/1931 e 1932/1933. Muitos o consideram o maior jogador da história do clube e um dos maiores jogadores ingleses.

Em 2003, quase 40 anos depois de sua morte, a BBC Sports elegeu Billy Walker como o jogador que o Aston Villa precisava naquele momento, isso porque a equipe brigava para não cair e lutava para marcar gols. Portanto não há dúvidas de que Billy Walker tem seu nome no posto mais alto do hall de maiores ídolos do Aston Villa.

Ian Taylor

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Phil Cole Allsport

Existem também aqueles jogadores que se tornam ídolos não só por conta dos números espetaculares ou por conquistas históricas, mas pelo simples fato de amar e dar a vida pelo clube enquanto veste a camisa. Esse é o caso de Ian Taylor. Torcedor do Aston Villa quando criança, o meio-campista chegou ao clube em dezembro de 1994 e só saiu em 2003.

Durante os nove anos que defendeu o Villa, Taylor sempre jogou com muita paixão e dedicação, conquistando assim todos os torcedores. Mais do que isso, quando não podia jogar por conta de lesão, Taylor assistia à partida junto com os torcedores. Taylor conseguiu levantar alguns troféus durante sua passagem, os mais importantes foram a Copa da Liga em 1996 e a Copa Intertoto da Uefa em 2001.

Em fevereiro de 2011, os caminhos de Taylor e Villa voltaram a se cruzar novamente quando o ex-jogador foi nomeado como um embaixador do clube. Até hoje a relação de amor entre os torcedores e Taylor continua muito forte, principalmente porque ele interage bastante com os torcedores nas redes sociais.

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Allan Evans

Para muitos, um dos maiores defensores que já defendeu o Aston Villa. O escocês Allan Evans foi revelado pelo Dunfermline, da Escócia, em 1973 e ficou lá até 1977, quando foi contratado pelo Villa. A partir daí, sua carreira decolou. Foram 12 anos defendendo as cores do clube de Birmingham em mais de 450 jogos.

Virou referência do time, sendo peça fundamental nos títulos da primeira divisão em inglesa na temporada 1980/1981 e no inédito e inesquecível da Champions League de 1981/1982, quando o Villa bateu o Bayern de Munique por 1 a 0. Também conquistou a Supercopa Europeia na temporada seguinte ao vencer o Barcelona.

Evans então tornou-se capitão do time e não abandonou o clube quando o mesmo foi rebaixado para a segunda divisão inglesa na temporada 1987/1988. Recolocou o Villa na elite e só então deixou o clube, mas colocando seu nome na história como um dos maiores ídolos do Aston Villa.

Nigel Spink

Outro jogador que esteve presente na conquista da Champions League e sem sombra de dúvidas deixou seu nome na história do clube foi Nigel Spink. Foram 17 anos debaixo das traves do Villa Park e 460 partidas disputadas. Mas foi em uma delas que Spink tornou-se o que é hoje.

Trata-se justamente da final da Champions League 1981/1982. Com apenas dez minutos jogados, o goleiro titular da equipe Jimmy Rimmer acabou se lesionando. Nigel Spink, com 23 anos, só tinha feito uma única partida no time titular. Entrou em campo para a sua segunda partida e teve atuação espetacular, ajudando o Villa a vencer o Bayern sem sofrer gols.

A partir daí Spink foi ganhando mais espaço no clube e se tornou uma das lendas do clube, tendo, inclusive, seu nome cantado pelos torcedores em algumas músicas até os dias de hoje. Com uma história dessas e bons números, não dá para deixar Nigel Spink fora da lista dos maiores ídolos do Aston Villa.

Brian Little

Poucos têm a honra de marcar a história de um time dentro e fora dos campos. Este foi o caso de Brian Little. Quando chegou ao clube em 1970, o Aston Villa tinha acabado de ser rebaixado para a terceira divisão inglesa pela primeira e, até hoje, única vez.

Dentro de campo, Little marcou os torcedores não só por ajudar a recolocar o clube na elite, mas também por sua parceria com Andy Gray. Além da conquista do título da terceira divisão e o retorno para a elite, Little foi bicampeão da Copa da Liga. Infelizmente teve sua carreira encurtada por conta das lesões e após 10 anos no Villa Park e no futebol profissional, pendurou as chuteiras.

Anos depois, entre 1994 e 1998, Brian Little voltou para o Villa Park, mas, dessa vez, na beira do campo, como treinador. Levou o clube a mais uma conquista de Copa da Liga, reforçando ainda mais seu vínculo com o clube. Em 2007, foi eleito como um dos 12 membros iniciais do Hall da Fama do Aston Villa, o que explica o motivo de seu nome figurar na lista de maiores ídolos.

Dwight Yorke

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Credit: Anton Want/ALLSPORT

A história de Yorke e Aston Villa começou de forma inusitada. O clube inglês foi fazer uma pré-temporada em Trinidade e Tobago. Lá, durante um amistoso, um jovem de 17 anos chamou a atenção de Graham Taylor, treinador do Villa na época, que ofereceu ao jovem a oportunidade de fazer um teste.

Yorke foi aprovado e, a partir daí, escreveu seu nome na história do clube. Começou jogando como um ponta, mas foi quando virou centroavante que encontrou o caminho da rede e foi artilheiro da equipe em quatro temporadas, além de ser, até hoje, o maior artilheiro do Aston Villa na era Premier League.

No entanto, antes do início da temporada 1998/1999, Yorke pediu para deixar o clube, que relutou bastante, mas não teve escolhas. O jogador então assinou com o Manchester United, um caminho normalmente imperdoável por parte dos torcedores do Villa, mas Yorke foi exceção e mesmo assinando com os Red Devils, continuou sendo idolatrado no Villa Park.

Leia mais: ‘Quero ser o técnico do Aston Villa', diz Dwight Yorke

Paul McGrath

Quando seus torcedores lhe apelidam de “Deus” é porque certamente você está fazendo a coisa certa dentro de campo. E Paul McGrath certamente fez a coisa certa defendendo as cores do Villa. McGrath era um zagueiro extremamente inteligente, lendo o jogo de forma única.

Tanto é que em 1993 ele venceu o PFA Players' Player of the Year Award, prêmio concedido para o melhor jogador do futebol inglês de acordo com a Associação dos Jogadores Profissionais. Em toda a história do prêmio, apenas seis defensores venceram e McGrath foi um deles.

O zagueiro passou sete anos no Villa Park, conquistou duas Copas da Liga e também levou o clube ao vice-campeonato inglês na temporada 1992/1993, a última grande campanha dos Lions na elite do futebol inglês. Até hoje o seu nome é cantado nas arquibancadas do Villa Park. Portanto é inevitável colocar o nome de Paul McGrath na lista de maiores ídolos do Aston Villa.

Pongo Waring

Thomas ‘Pongo' Waring, apelido dado por conta de um cartoon da época, é considerado um dos maiores atacantes da história do Villa. Não é para menos, afinal, Pongo teve uma média de três gols a cada quatro jogos. Além disso, nenhum outro jogador do Villa conseguiu marcar tantos gols numa única edição de Campeonato Inglês como Pongo marcou na temporada 1930/1931: 49 gols.

Não obstante, Waring ainda marcou dez hat-tricks durante sua passagem pelos Lions. E como se não fosse suficiente, sua estreia pelo clube foi em um Second City derby e Pongo iniciou sua trajetória marcando um hat-trick no maior rival do Villa.

O curioso, no entanto, é que Pongo Waring ficou no clube entre 1928 e 1935 e deixou o Aston Villa sem nunca ter conquistado nenhum título, mas sua eficácia dentro das quatro linhas e sua personalidade marcante acabaram colocando Pongo num patamar de idolatria que poucos conseguiram.

Peter Withe

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Allsport/Getty Images

Não dá para deixar fora da lista dos maiores ídolos do Aston Villa o jogador que marcou o gol do título mais importante da gloriosa história do clube. Withe chegou ao Aston Villa como contratação mais cara da história do clube até então: 600 mil libras. Chegou na temporada 1980/1981 com 29 anos.

Logo em sua primeira temporada no Villa Park, Withe foi artilheiro e sagrou-se campeão da primeira divisão inglesa. Mas foi na temporada 1981/1982 que Peter Withe colocou seu nome para sempre na história do Aston Villa. O relógio marcava 21 minutos do segundo tempo quando Tony Morley fez boa jogada e bateu cruzado encontrando Peter Withe, livre de marcação, dentro da área: Aston Villa 1 a 0 e inédito título da Champions League.

Peter Withe ainda ganharia a Supercopa Europeia na temporada seguinte e permaneceu no clube até 1985, quando trocou o Aston Villa pelo Sheffield United. Além dos títulos e do icônico gol, Withe saiu do Villa 92 gols marcados em 233 jogos e seu nome escrito, para sempre, na história do clube.

Leia mais: O dia em que o Aston Villa conquistou a Champions League

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