10 escoceses que marcaram seus nomes no Campeonato Inglês

Kenny Dalglish, Denis Law e companhia fizeram história na Inglaterra

10 escoceses que marcaram seus nomes no Campeonato Inglês

Bem perto da Inglaterra, a Escócia partilha diversos momentos em sua história com esta, relembrados, inclusive, nos dias de hoje. No âmbito futebolístico, podemos dizer que houve uma quase uma troca. Os ingleses compartiram o fish and chips, e os escoceses os jogadores de futebol para a Premier League. Visto isso, a PL Brasil listou os 10 maiores escoceses que escreveram seus nomes no futebol da Terra da Rainha.

Os 10 maiores escoceses da história do Campeonato Inglês

Paul Telfer

Apesar de ter nascido em Edimburgo, Telfer começou sua carreira em solo inglês, no Luton Town, de 1988 até 1995, como meio-campista pelo lado direito. Na equipe, atuou em 150 jogos, marcando 19 gols. O episódio mais marcante de sua passagem em seu primeiro clube não foi dentro dos gramados.

Em novembro de 1992, o jogador e seu colega de time, Darren Salton, estiveram envolvidos em um acidente de carro em Bedfordshire. Telfer, motorista do carro, sofreu ferimentos leves e teve uma recuperação tranquila.

Já seu companheiro passou sete dias dependendo de aparelhos para sobreviver e mais duas semanas e meia em coma, sendo obrigado a largar o futebol após o ocorrido. No outro carro envolvido no acidente, uma mulher de 51 anos foi morta.

Em 1995, o meio-campo começou sua trajetória na Premier League, assinando com o Coventry City, do até então treinador Ron Aktinson. De 1996 até 2001, passou a ser comandado por Gordon Strachan, treinador-jogador no clube.

Além das 191 aparições com a camisa da equipe inglesa, em Coventry, Telfer teve sua primeira e única convocação pela seleção da Escócia, atuando somente na derrota por 2 a 0 contra a França, em março de 2000, no Hampden Park, em Glasgow.

Telfer, de pé, em uma disputa de bola com Muzzy Izzet (Foto: Reprodução/Getty Images)
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Em outubro de 2001, depois do rebaixamento do Coventry da divisão de elite da Inglaterra, Telfer transferiu-se para o Southampton. Nos Saints, o meio-campista foi em lateral-direito, posição na qual continuou jogando até o final de sua carreira.

Com 127 jogos, o momento mais marcante do defensor com a camisa vermelha, branca e preta foi o vice-campeonato da FA Cup de 2003, perdendo o título para o Arsenal por 1 a 0, com gol de Pirès, no Millennium Stadium.

No ano de 2005, o lateral acertou com o Celtic, jogando duas temporadas e vencendo dois campeonatos escoceses. Contudo, sua família teve problemas em estabelecer-se em Glasgow e, em 3 de dezembro de 2006, Telfer anunciou que não renovaria com o clube, pois se aposentaria para passar mais tempo com seus familiares em Winchester.

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Em 13 de julho de 2007, porém, Telfer saiu de sua aposentadoria e assinou por um ano com o Bournemouth, que estava na segunda divisão. Entretanto, teve que cancelar seu contrato em 12 dezembro de 2007, para reduzir a folha salarial e ajudar o clube com seus problemas financeiros.

Além disso, alguns dias, ele havia sido diagnosticado com uma lesão no pé, que o descartou da temporada e, por isso, aposentou-se novamente.

Em 8 de agosto de 2008, Telfer saiu pela segunda vez da aposentadoria e fechou com o Leeds United, inicialmente para manter sua forma física. No final do mês de agosto, o jogador assinou um contrato de um ano com a equipe.

O esperado era que Telfer fizesse a cobertura, na lateral direita, do zagueiro Frazer Richardson, mas, após uma má fase na defesa, acabou atuando como zagueiro, impressionando o treinador Gary McAlliser.

Todavia, sua fase de defensor durou pouco, pois, após algumas partidas, a falta de ritmo advinda das lesões tornou-se evidente. Com a demissão de McAlliser, Simon Grayson assumiu o comando do time e deixou Telfer de fora dos planos deste. Em fevereiro de 2009, seu contrato foi encerrado com consentimento de ambas as partes.

Em abril, Telfer fechou com o Slough Town, clube sem divisão na época, por um ano, mas não atuou na temporada 2009–10. No final de 2011, foi anunciado pelo Sutton United, da quinta divisão, como jogador-treinador, onde ficou até 2014, disputando 46 partidas.

Duncan Ferguson

Ainda garoto, em 1990, aos 19 anos, Duncan Ferguson fez sua estreia, na Escócia, pelo Dundee United, inicialmente na equipe de jovens e, posteriormente, nos profissionais.

Na temporada 1991–92, o centroavante conseguiu mais minutos de jogo, e marcou 16 gols em 41 jogos. No ano seguinte, a boa forma continuou, e ele anotou 15 tentos em 33 participações. As boas atuações, além de destaque, também o renderam sua primeira convocação para a seleção escocesa. 

Em 1993, o atacante transferiu-se para os Rangers, onde atuou somente em uma temporada. Sua passagem relâmpago pelo clube azul, vermelho e branco se deu por um episódio em uma derrota deste para o Raith Rovers, por 4 a 0, em 1994.

Na ocasião, Ferguson deu uma cabeçada no zagueiro adversário John McStay e foi condenado a cumprir uma pena de três de meses de prisão, além de ter deixado o time. É fundamental destacar que o atacante foi punido por ser reincidente, sendo essa condenação sua quarta, mas a primeira dentro de campo.

Em outubro de 1994, o centroavante foi contratado pelo Everton, por empréstimo. Logo em seu primeiro ano, Ferguson não só salvou o clube da cidade dos Beatles do rebaixamento, mas também colaborou com a conquista da FA Cup 1994–95, sendo comprado em definitivo.

(Foto: Reprodução/Getty Images)
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No entanto, apesar de ter começado no novo clube com o pé direito, na temporada 1995–96, o atacante enfrentou um problema contínuo de hérnia, além de um breve período de prisão na primeira metade desta. 

Em 28 de dezembro de 1997, ele bateu um recorde notório. Na vitória por 3 a 2 sobre o Bolton Wanderes, o centroavante marcou um hat-trick, sendo os três gols de cabeça, tornando-se o primeiro atleta a atingir o feito na Premier League.

Contra sua vontade, em novembro de 1998, foi vendido por oito milhões de libras ao Newcastle United pelo presidente do clube, Peter Johnson, sem o conhecimento do treinador Walter Smith.

A estreia de Ferguson com a camisa alvinegra fez com que os fãs criassem muita expectativa. O centroavante marcou dois dos três gols da vitória do Newcastle por 3 a 1 sobre o Wimbledon, na Premier League.

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Entretanto, a maré de sorte foi ilusória, pois ele acabou sofrendo com uma lesão e acabou atuando somente em sete partidas na temporada 1998–99. Na primeira metade da temporada 1999–00, Ferguson continuava sofrendo com lesões, o que o impossibilitou de disputar as sete partidas restantes da Liga na temporada.

Por causa das diversas lesões quase que ininterruptas, o atacante foi vendido de volta para o Everton, por 3,75 milhões de libras.

Em sua nova passagem pelo Everton, Ferguson atuou por seis anos, de 2000 até 2006. Na temporada 2005–06, quase no fim de seu ciclo no futebol, o atacante se envolveu em mais uma confusão.

Em uma confronto diante do Wigan, ele socou o meio-campista Paul Scharner e desentendeu-se com o lateral-direito Pascal Chimbonda, acarretando, assim, sua expulsão e uma suspensão de sete jogos.

Com essa confusão, o jogador foi advertido com seu oitavo cartão vermelho, igualando o recorde de Patrick Vieira. No dia 7 de maio de 2006, Ferguson foi capitão do Everton e fez seu jogo de despedida, tanto da camisa azul, quanto do futebol.

Neil Sullivan

Sullivan deu início em sua carreira no extinto Wilmbledon FC, em 1998, onde ficou até 2000. No clube do sul de Londres, o goleiro era constantemente considerado como um dos melhores goleiros da Premier League, sendo, inclusive, escalado na seleção da temporada do campeonato de 1997-98.

No clube, foi responsável por substituir o arqueiro Hans Segers, que possuía mais de 200 jogos pelo clube, e disputou posição com Paul Heald, até adquirir a titularidade absoluta. Entre o seu período no Wimbledon, marcado por 224 aparições, ele atuou pelo Crystal Palace por um empréstimo de uma partida, em 1992.

No ano 2000, após o rebaixamento do Wimbledon, Sullivan transferiu-se para o Tottenham, onde jogou mais de 80 partidas, até mudar-se para o Chelsea, em 2003. Nos Blues, onde só ficou por um ano, entrou em campo somente oito vezes, sendo reserva de Carlo Cudicini.

Em 2004, Sullivan chegou ao Leeds com a missão de substituir Paul Robinson, negociado com o Tottenham. Além de ter que lidar com o fato do clube estar endividado, e ter que jogar a segunda divisão da Liga, o goleiro ainda disputava a posição com o jovem Scott Carson.

Apesar dos entraves, conseguiu a titularidade e, ainda por cima, foi eleito o jogador do ano do clube na sua temporada de estreia. Contudo, não conseguiu levar a equipe aos playoffs

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(Foto: Reprodução/Getty Images)

Em seu segundo ano no Leeds, chegou às finais dos playoffs, após uma temporada regular, diante do Watford. Derrotado por 3 a 0 e tendo total parcela de culpa no segundo gol, o goleiro terminou a temporada com sua moral abalada entre os torcedores.

Na pré-temporada de 2006–07, lesionou-se em uma partida contra o Nottingham Forest, fazendo com que ele atuasse em poucas partidas e a diretoria contratasse por empréstimo Tony Warner e Graham Stack para disputarem a posição com ele depois da recuperação.

Perdendo espaço por causa da concorrência, foi emprestado ao Doncaster Rovers, em novembro de 2006. Mas suas performances não haviam sido boas, e o jogador acabou retornando do empréstimo um mês depois.

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Em 2007, o Leeds contratou Casper Ankergren para ser o novo número um, e emprestou Sullivan novamente ao Doncaster. Depois do término do período de seu segundo empréstimo, retornou ao clube branco, azul e amarelo e foi liberado no final de seu contrato.

Em 15 de maio de 2007, Sullivan chegou ao Doncaster em definitivo. Na temporada 2007–08, teve excelentes atuações, somando 20 clean sheets e ajudou a equipe a subir de divisão, vencendo seu ex-clube (Leeds) na final dos playoffs. As temporadas se passavam, e o arqueiro continuava atuando.

Até que, em 2010, depois de ter renovado seu contrato por um ano, o jogador teve uma temporada marcada por lesões, e acabou sendo substituído por Gary Woods. Em 2012, após ter renovado com a equipe por mais um ano, foi emprestado ao AFC Wimbledon, onde ficou por um período curto de empréstimo.

Ao final da temporada no novo clube, o goleiro retornou aos Rovers em março de 2013, garantiu o título da terceira divisão da liga e, em julho, deixou o clube e encerrou seu ciclo no futebol.

Colin Calderwood

Mesmo tendo nascido na Escócia, Calderwood nunca atuou nas ligas de seu país de origem. O zagueiro começou sua carreira nas divisões de baixo da Inglaterra, atuando pelo Mansfield Town, onde ficou de 1982 até 1985, atuando em cem jogos, até transferir-se para o Swindon Town.

Aos 21 anos, o defensor chegou aos Reds para ser o capitão do clube, e estreou no em uma derrota por 1 a 0 para o Wrexham. Apesar de ter começado com um resultado negativo, ele fez uma excelente temporada, ajudando sua equipe a ganhar o título da quarta divisão, quebrando o recorde de pontos da liga. Suas boas atuações o renderam o prêmio de jogador do ano do Swindon no tabloide da cidade, o Swindon Advertiser.

Em sua segunda temporada no clube, ajudou-o a alcançar o segundo acesso consecutivo depois de derrotar o Gillingham, no Selhurst Park, pelo replay da final do playoff.

Vivendo uma fase muito boa, estando ausente somente em 13 jogos de liga nos últimos três anos, sua temporada na segunda divisão com o Swindon foi do céu ao inferno rapidamente.

Mesmo com o acesso à primeira divisão conquistado na final dos playoffs diante do Sunderland, em Wembley, a equipe foi rebaixada para a terceira divisão devido a um escândalo de pagamentos irregulares e Calderwood foi detido e interrogado pela polícia, mesmo tendo não sido acusado de envolvimento. No entanto, depois de uma apelo, o clube foi reintegrado à segunda divisão.

(Foto: Reprodução/Getty Images)
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Após o ocorrido, o Swindon por pouco não foi rebaixado na temporada 1990–91. Nas duas temporadas seguintes, o zagueiro voltou a ser um dos destaques da equipe, e conquistou o tão sonhado acesso à recém-fundada Premier League, no final da temporada 1992–93, depois de um triunfo por 4 a 3 em cima do Leicester.

Calderwood subiu com o Swindon, mas, após a expiração de seu contrato, o defensor foi contratado pelo Tottenham por 1,25 milhão de libras, tornando-se a transferência mais cara da história do clube recém-promovido à divisão de elite da Inglaterra.

No clube londrino, ficou por cinco anos e conseguiu suas primeiras convocações para a seleção, disputando a fase de qualificação da Euro 1996 e jogando a Copa do Mundo de 1998. O zagueiro ainda fez quatro aparições durante a campanha do título da Copa da Liga de 1999, mas não jogou a final.

Em 1999, o jogador transferiu-se para o Aston Villa, onde ficou por um ano, até ir para o Nottingham Forest. No clube vermelho, sua passagem foi interrompida após ter quebrado a perna.

Depois de mais um ano sem conseguir retomar o protagonismo no futebol e vindo de uma lesão, foi para o Notts County. Novamente, não embalou. Dessa vez, ao invés de mudar de clube, resolveu encerrar sua carreira, em 2001.

Colin Hendry

Hendry começou sua carreira no Dundee, da Escócia, em 1983. Curiosamente, o zagueiro deu seu pontapé inicial no mundo do futebol atuando como atacante, tornando-se defensor ao integrar o Blackburn Rovers, em 1987. No time azul e branco, ficou por dois anos, atuando em mais de 100 partidas até transferir-se para o Manchester City.

Nos Citizens, também ficou por duas temporadas, perdendo espaço com a contratação do técnico Peter Reid, substituto de Howard Kendall, que havia aceitado uma proposta do Everton. Com poucas oportunidades, em 1991, retornou ao Blackburn pelo montante de 700 mil libras e ficou por sete anos.

(Foto: Reprodução/Getty Images)
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Nessa longa passagem, ajudou o clube a conquistar a subir o clube para a primeira divisão, em 1992, e a conquista da Premier League, na temporada 1994–95.

Em 1998, retornou a Escócia, sendo contratado por 4 milhões de libras para atuar no Rangers. Entretanto, o zagueiro não teve sequência com Dick Advocaat e, mesmo tendo ganho um Campeonato Escocês, uma Copa da Escócia e uma Copa da Liga Escocesa, saiu de seu país de origem dois anos depois da volta.

Sem espaço no Rangers, retornou à Inglaterra, e, no período de 2000 até 2003 não conseguiu jogar regularmente. Com poucas partidas, em três anos o defensor passou por Coventry City, Bolton Wanderes, Preston North End e Blackpool e, sem conseguir firmar-se em nenhum desses, acabou aposentando-se.

Andrew Robertson

Mesmo ainda estando em atividade, Andrew Robertson merece estar nesta lista por sua regularidade e boas atuações ao longo de sua trajetória como profissional. O lateral-esquerdo começou sua carreira no Queen’s Park, da Escócia.

Logo quando estava prestes a ingressar na faculdade, no começo da temporada 2012–13, foi convocado para sua primeira partida pela equipe, dando início à sua carreira no futebol.

Depois de passar um ano no Queen’s Park, atuando em 34 partidas, e terminando o Campeonato Escocês na terceira colocação, Robertson transferiu-se para o Dundee United, também da Escócia.

Em sua nova equipe, Robertson também ficou por um ano, só que, diferente do que aconteceu em seu primeiro clube, essa foi uma passagem mais vitoriosa no que diz respeito à individualidade.

Ao longo da temporada 2013–14, foi eleito o jogador jovem do mês de setembro e novembro de 2013 da SPFL, foi vice-campeão da Copa da Escócia, e venceu o prêmio de Melhor Jogador do Ano pela Federação Escocesa em abril de 2014, além de estar presente na equipe do ano do Campeonato Escocês 2013–14.

Em julho de 2014, Robertson foi alçar voos maiores: foi comprado pelo Hull City por 2,85 milhões de libras. O lateral mal chegou no novo clube e começou a mostrar para o que tinha vindo, ganhando o prêmio de Jogador do Mês do clube em agosto de 2014.

(Foto: Reprodução/Getty Images)
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Em 2016, depois de dois anos na segunda divisão com a equipe, venceu o Sheffield Wednesdey por 1 a 0 na final, garantindo o acesso à divisão da elite da Terra da Rainha.

Robertson mal subiu com o Hull e acertou sua transferência ao Liverpool, por 8 milhões de libras, em julho de 2017. Depois de uma lesão de Alberto Moreno, o lateral-esquerdo recebeu a oportunidade de jogar, e agarrou-a com unhas e dentes.

Em pouco tempo, o escocês assumiu a responsabilidade e teve muitas atuações em alto nível. Seu auge na equipe da cidade dos Beatles, até a data de publicação deste texto, foi o vice-campeonato da Liga dos Campeões 2017–18.

Hoje, é titular incontestável dos Reds, e um dos jogadores mais importantes da espinha dorsal montada por Jürgen Klopp, contribuindo com muitas assistências.

Gary McAllister

McAllister começou sua carreira na Escócia, atuando pelo Motherwell. Inicialmente, atuava com mais frequência como atacante do que como meio-campista e, passando pelo clube de 1981 até 1985, jogou 70 jogos, anotando somente oito gols. Durante desse período inicial de sua carreira, conquistou o Campeonato Escocês 1984-85.

Em 1985, depois escrever sua história na Escócia, McAllister assinou com o Leicester City, junto de seu companheiro de clube Ally Mauchlen por uma taxa combinada de 350 mil libras.

Agora, jogando mais vezes como meio-campo, rapidamente adaptou-se ao futebol inglês, destacando-se com diversas chances criadas para os homens de frente.

Posteriormente, McAllister voltou a atuar em várias posições, jogando tanto nos setores do meio-campo, quanto no ataque. Por causa dessa troca de posições constante, sua forma foi afetada e, junto com ele, a equipe inteira caiu de rendimento, e não conseguiu evitar o rebaixamento à Segunda Divisão.

Contudo, depois da contratação do David Pleat, o escocês voltou a atuar constantemente no meio, ajudando sua equipe novamente.

Nas três temporadas seguintes, seu rendimento começou a subir. Logo tornou-se um dos melhores jogadores da Segunda Divisão, sendo nomeado no time do ano da PFA de 1988–89 e 1989–90.

Além disso, atraiu o interesse de muitas equipes, recusando, inclusive uma oferta de 1,15 milhão de libras esterlinas para o Nottingham Forest. Sua passagem nas Raposas foi marcada por 225 jogos e 52 tentos anotados.

(Foto: Reprodução/Getty Images)
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Recém-promovido à primeira divisão, o Leeds United contratou McAllister em 2 de julho de 1990, por um milhão de libras. Em sua primeira temporada na equipe branca, azul, e amarela, o meio-campo foi bem. Terminou em quarto lugar na Premier League de 1990, e chegou às semifinais da Copa da Liga.

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Na temporada seguinte, o escocês continuou sua boa fase no clube, e levantou a taça do Campeonato Inglês, formando um quarteto no meio com Gary Speed, Gordon Strachan e David Batty.

Ele ainda capitaneou a equipe por duas temporadas e perdeu a final da Copa da Liga de 1996, quando foi derrotado por 3 a 0 pelo Aston Villa. Sua trajetória no Leeds encerrou-se com 294 jogos e 45 gols.

Em 1996, o meio-campo assinou com o Coventry City, em julho de 1996, por 3 milhões de libras, com quase 32 anos de idade. Mesmo com um começo difícil na equipe, McAllister conquistou o carinho de diversos torcedores, sendo muito respeitado nos Sky Blues.

Surpreendentemente, em 1 de julho de 2000, o Liverpool anunciou a contratação de McAllister. Todos sabiam da qualidade técnica do meio-campista, mas estavam receosos com a chegada de um jogador de 35 anos.

Mesmo atuando somente por dois anos no clube, o escocês, em sua temporada de estreia venceu a FA Cup, Copa da Liga Inglesa e Liga Europa. Marcou um gol na semifinal e outro na final da Liga Europa. Além disso, fez um golaço em um chute de 44 jardas no Merseyside Derby e mostrou grandes atuações, mesmo em uma idade avançada.

O meia ainda venceu a Super Copa da Uefa, em 2001, antes de sair do clube para retornar ao Coventry, na função de jogador-treinador, onde ficou por duas temporadas, antes de aposentar-se.

Darren Fletcher

Antes de dar início à sua carreira como jogador profissional no Manchester United, Fletcher sofreu como uma série de lesões. Em 2002–03, depois de recuperar-se, começou a fazer parte do banco de reservas da equipe, entrando em algumas partidas.

Com uma passagem longa, com lesões e participações vitoriosas, o meio-campista foi muito vitorioso com a camisa dos Red Devils. Em sua passagem pelo clube de Manchester, que começou em 2003 e terminou em 2015, ele venceu Premier League (5), Copa da Inglaterra, Copa da Liga Inglesa, Supercopa da Inglaterra, Liga dos Campeões e Mundial de Clubes da Fifa.

Além disso, venceu dois prêmios individuais: Time do ano na Premier League da PFA (Associação dos Jogadores Profissionais) 2009–10.

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(Foto: Reprodução/Stoke City Site)

Em 2015, depois do término de seu ciclo em Manchester, o jogador transferiu-se para o West Bromwich. Por lá, conquistou o prêmio de jogador do ano do clube em sua temporada de estreia (2015–16). Em 2017, Fletcher foi para o Stoke City.

O jogador começou como titular nos nove primeiro jogos, e completou seu 100º jogo consecutivo na Premier League. Na temporada 2017–18, o escocês foi rebaixado com o clube para a Segunda Divisão, e está lá até hoje.

Kenny Dalglish

Um dos maiores escoceses de todos os tempos começou sua carreira no Celtic. Em sua primeira temporada, entretanto, foi emprestado ao Cumbernauld United. Anotou 37 tentos, ganhando mais experiência conseguindo, na segunda temporada, compor a equipe reserva do Celtic.

Ficou no clube por muitas temporadas, de 1969 até 1977, vencendo muitos títulos. Por lá, levantou quatro Campeonatos Escoceses, quatro Copas da Escócia e uma Copa da Liga Escocesa.

Em 1977, após 112 gols em 204 jogos na Escócia, Dalglish mudou-se para a Inglaterra. Ele acertou sua transferência para o Liverpool, com o fim de substituir Kevin Keegan.

(Foto: Reprodução/Getty Images)
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Adaptou-se rapidamente ao futebol inglês, fazendo uma grande primeira temporada. Marcou 31 gols em 62 jogos, sendo um deles na vitória diante do Brugge, na final da Liga dos Campeões de 1977.

Também é válido destacar outro feito de Dalglish. O atacante havia estado presente em todas as partidas dos Reds no Campeonato Inglês, até a temporada 1980–81.

Dalglish ficou no Liverpool de 1977 até 1990, tornando-se jogador treinador em 1985. Ao longo dos 13 anos, o escocês empilhou taças, vencendo Campeonato Inglês (6), Copa da Inglaterra, Copa da Liga Inglesa (4), Supercopa da Inglaterra (5), Liga dos Campeões (3) e Super Copa da Uefa.

Além dos diversos prêmios coletivos, o atacante venceu os seguintes prêmios individuais: Jogador Europeu do ano pelo Comitê Olímpico 1977–78 e Jogador do ano eleito pelos jogadores 1982–83. Além disso, integra o Hall da Fama dos Jogadores do Futebol Inglês e o Hall da Fama do Futebol Escocês 2004. Foi vice na disputa da Bola de Ouro de 1983.

Denis Law

Mesmo tendo nascido na Escócia, Law começou a escrever sua história na Inglaterra com a camisa do Huddersfield, em 1956. Não muito confiante no começo de sua carreira por contra de um problema de estrabismo, o escocês conseguiu recuperar sua confiança após operá-lo, já nos Terriers. Depois de quatro anos e 16 gols em 81 jogos, ele foi comprado pelo Manchester City por 55 mil libras.

Nos Citizens, o atacante ficou somente por uma temporada, mas participou de momentos importantes no clube, marcando 21 gols em 44 partidas. Em 1961, marcou dois gols no triunfo por 4 a 1 sobre o Aston Villa, garantindo a permanência do City na primeira divisão.

Outra marca notória foram os seis gols anotados em uma vitória sobre o Luton Town na FA Cup. Contudo, seus seis tentos não valeram, pois o adversário abandonou a partida antes do término.

Após esse período, o escocês foi vendido ao Torino, onde passou também por uma temporada, marcando 10 gols em 27 jogos disputados. Em 1962, após sua passagem no futebol italiano, Law acertou seu retorno à Inglaterra para o rival de seu ex-clube, o Manchester United.

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(Foto: Reprodução/Getty Images)

Com 11 anos de Red Devils, o atacante conquistou uma Copa da Inglaterra, dois Campeonatos Ingleses, uma Supercopa da Inglaterra e uma Champions League.

No mesmo recorte de tempo, foi escalado no time do ano pela revista World Soccer, em 1964. Além disso, foi o maior artilheiro da Europa na temporada 1968–69 e ganhou o Ballon d’Or (a famosa bola de ouro), em 1964. Seu ciclo no United terminou com 404 jogos e 237 gols marcados.

Em 1973, em transferência gratuita, Law acertou seu retorno ao Manchester City. Seu momento mais marcante em sua volta aos Citizens foi, justamente, diante do United.

Na última partida da temporada 1973–74, em Old Trafford, o escocês marcou um gol aos 81 minutos, mas, triste, não o comemorou, pois acabou decretando o rebaixamento do clube vermelho.

O atacante foi substituído, e vários torcedores rivais invadiram o campo, obrigando o juiz a encerrar o jogo com 85 minutos. Com nove gols em 24 partidas, encerrou sua carreira.