Caso Lucas Paquetá: casas de apostas tomam medida drástica em meio à investigação contra o brasileiro

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Lucas Paquetá vive um momento atípico no West Ham. O brasileiro está sendo investigado pela Federação Inglesa de Futebol (FA) por um suposto envolvimento com apostas esportivas.

O site “UOL” havia divulgado na última semana que o West Ham, no entanto, não barraria o jogador já que não houve decisão judicial que obrigasse o clube a fazer isso. Porém, o caso gerou outro impacto importante na Inglaterra.

Casas de apostas tomam medida drástica

O “Daily Mail” noticiou nesta sexta-feira (1º) que seis casas de apostas da Inglaterra suspenderam as apostas em cartões amarelos aplicados a Lucas Paquetá em suas próximas partidas pelo West Ham por “questões de integridade”. Entre as empresas que tomaram a decisão, está a Betway, que patrocina e estampa as camisas do clube.

De acordo com o jornal, a medida foi tomada por um “aconselhamento jurídico” independente, sem envolvimento da FA. Além da Betway,  William Hill, Bet365, Betfair, Paddy Power e SkyBet removeram a possibilidade de apostar em infrações do brasileiro em campo.

Para se resguardar, a Betway decidiu suspender as apostas em cartões amarelos de todos os jogadores do West Ham na partida contra o Luton Town, que acontece nesta sexta, a partir das 16h (horário de Brasília).

Caso Paquetá

A denúncia contra o meia, revelada pelo jornal inglês “Daily Mail” em agosto, envolve um jogo entre West Ham e Aston Villa,  no dia 12 de março de 2023, pela 27ª rodada da Premier League 2022/23. Na partida, o brasileiro recebeu um cartão amarelo aos 25 minutos do segundo tempo.

Na época, o caso acabou afetando uma negociação que estava em andamento com o Manchester City. As conversas acabaram sendo finalizadas, obrigando os Citizens a irem atrás de outro brasileiro. Houve impacto também na seleção brasileira. Em sua primeira convocação, o técnico Fernando Diniz informou, durante a entrevista coletiva, que Paquetá estava na lista inicial, mas foi retirado para que pudesse “resolver essas questões que excedem o futebol”.

Em 22 de agosto, a defesa do meio-campista solicitou o adiamento do seu depoimento na FA, alegando que são necessárias provas mais consistentes sobre as alegações feitas ao meia. A investigação está se baseando apenas em um relatório feito pelo órgão fiscalizador de ações suspeitas, o Sports Radar.

O “UOL” informa que pessoas próximas ao jogador afirmam estar tranquilas pois “não haveria provas”. Elas relataram que “o atleta não pode se responsabilizar” por algo que terceiros fizeram. Isso porque a investigação identificou que pessoas próximas ao meia é que teriam feito as apostas, e não o brasileiro.

A FA ainda não apresentou provas em relação às acusações, como documentos, aportes financeiros ou ligações telefônicas.

Maria Tereza Santos
Maria Tereza Santos

Jornalista pela PUC-SP. Na PL Brasil, escrevo sobre futebol inglês masculino E feminino, filmes, saúde e outras aleatoriedades. Também gravo vídeos pras redes e escolhi o lado azul de Merseyside. Antes, fui editora na ESPN e repórter na Veja Saúde, Folha de S.Paulo e Superesportes.