O Liverpool joga abaixo do que pode mesmo com as lesões?

Apesar do alto número de desfalques, os Reds tiveram uma queda brusca de rendimento

0
360
liverpool lesões
Phil Noble Imago Images

A temporada 2020/2021 não tem sido fácil para o Liverpool. Apesar de ser o atual campeão da Premier League, os Reds têm lutado contra um inimigo importante. Devido as muitas lesões, o rendimento do Liverpool caiu muito, tanto coletivamente, quanto individualmente. Mas será que só as contusões são culpadas por essa queda brusca de rendimento? 

O principal inimigo do Liverpool: as lesões 

Nos últimos anos, o Liverpool se manteve no topo da PL e disputando as fases finais da Champions League porque contava com um elenco que pouco se lesionou. Porém, na atual temporada, a conta chegou. E tem sido muito cara.

A primeira perda, e talvez a de maior impacto no elenco, foi a de Virgil van Dijk. Terceiro capitão da equipe e um líder absoluto em campo, van Dijk é um dos responsáveis por ditar o ritmo do jogo. O holandês transmite segurança aos companheiros, permitindo que o time se projete mais ofensivamente. 

Leia mais: Os tropeços de Liverpool e Man United e a briga pelo título

A segunda perda foi o recém-contratado Thiago Alcântara, que num choque com Richarlison, no Merseyside Derby, teve uma contusão no joelho e ficou afastado dos gramados por cerca de três meses. Logo depois, durante um treinamento com a seleção inglesa, o zagueiro Joe Gomez sofreu uma lesão séria no tendão do joelho e precisou ser operado.

Tudo parecia se resolver, afinal, Klopp improvisou Fabinho na zaga em dupla com Joel Matip e os dois vinham tendo boas performances. No entanto, Matip nunca foi um jogador que conseguiu manter uma boa sequência de partidas sem lesões e, agora, não foi diferente. Com uma lesão séria no tornozelo, o camaronês foi mais um defensor que o Liverpool perdeu. Ele disputou apenas 12 partidas nesta temporada. 

Não bastasse isso, Fabinho também tem enfrentado problemas físicos e desfalcou os Reds em oito partidas na atual temporada. Além dele, AlexanderArnold também sofreu lesão muscular na panturrilha e ficou de fora por quatro semanas. 

Leia mais: Conheça mais sobre Ozan Kabak, novo zagueiro do Liverpool

O goleiro Alisson também perdeu alguns jogos por problemas físicos. No total, foram quatro partidas em que o brasileiro não pode atuar. O recém-contratado Kostas Tsimikas foi outro defensor do Liverpool que sofreu com lesões, foram 13 partidas perdidas no total. 

Meio-campo e ataque do Liverpool também sofreram com as lesões

No setor do meio-campo, mais lesões: além de Thiago, Naby Keita perdeu um total de 15 partidas pelo Liverpool em função de lesões musculares. Alex OxladeChamberlain sofreu uma lesão séria ainda na pré-temporada e perdeu 11 partidas pelo Liverpool.

James Milner também perdeu cinco partidas. Porém, a mais importante lesão do meio-campo do Liverpool é a do capitão Jordan Henderson, que precisou operar a virilha e deve retornar aos campos no final de abril. 

No ataque, Diogo Jota sofreu uma pancada no joelho no jogo contra o Midtjylland pela Champions League e precisou ficar três meses fora dos gramados para se recuperar. E a lesão mais recente é a de Roberto Firmino, que teve problemas no joelho, mas os Reds ainda não divulgaram a data da possível volta do brasileiro. 

O baixo rendimento é culpa das lesões? 

Sim e não, ao mesmo tempo. É fato que o Liverpool perdeu suas principais lideranças dentro e fora de campo por lesões e isso tem influenciado muito o psicológico dos atletas. Sem van Dijk e Henderson, o capitão da equipe tem sido Gini Wijnaldum, que deve sair da equipe no final da temporada e não é um jogador que costuma cobrar os companheiros em campo. Milner faz bem este papel, mas não é titular absoluto de Klopp.

Desta forma, quem tem puxado a responsabilidade para si é Andy Robertson, que jogou todas as partidas do Liverpool nesta temporada e tem sido um dos jogadores mais confiáveis dos Reds. 

Leia mais: Giorginio Wijnaldum: cada vez mais protagonista do Liverpool

Com a crise no setor defensivo, outro aspecto importante que o Liverpool perdeu foi a liberdade dos laterais. Alexander-Arnold e Robertson, na temporada passada, ofereceram 15 e 12 assistências, respectivamente. Na temporada atual, foram apenas cinco para cada um. Isso se deve muito ao fato de que os dois tem subido menos para o ataque e tentado auxiliar mais na defesa, já que a equipe sofre com tantos desfalques. 

A mudança de posição de Fabinho, do meio campo para a zaga, também foi algo que afetou muito a maneira de jogar dos Reds. Fabinho domina o meio campo, recupera a bola e pressiona como poucos jogadores e essa característica se perdeu quando o brasileiro atuou na zaga.

Apesar de Wijnaldum, Thiago e Jones formarem um bom trio de meio campo, nenhum deles possui a mesma característica de Fabinho, que dita o ritmo do jogo. Por este mesmo motivo, o rendimento de Thiago também não foi como o esperado. O espanhol precisou jogar mais recuado, tentando cobrir o que seria a posição de Fabinho. Entretanto, sua característica é diferente e Thiago acabava cometendo muitas faltas. 

Leia mais: Curtis Jones: uma joia que o Liverpool tem nas mãos

O ataque também caiu muito de rendimento. Sadio Mané não está na sua melhor fase e marcou apenas 12 gols entre todas as competições na temporada atual. Na temporada passada, foram 22 bolas na rede.

Roberto Firmino também não parece mais estar jogando seu melhor futebol, são apenas seis gols e sete assistências. Na última temporada, Bobby marcou 12 vezes e ofereceu 13 passes para gol.

Quem tem salvado os Reds é Mohamed Salah, que já marcou 25 gols na temporada e ofereceu quatro assistências. Salah tem sido fundamental para a equipe e, sem ele, o Liverpool poderia estar enfrentando uma fase muito pior. Diogo Jota, antes de se lesionar, também vinha sendo uma arma poderosa da equipe de Klopp e já mostrou que, mesmo após a lesão, a fome de gols continua. 

Não há posts para exibir