Marca de roupa e patrimônio bilionário: os ex-Premier League que se deram bem como empresários

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Comentarista, treinador, coach, ou apenas um “bon vivant” que vai desfrutar do dinheiro que conquistou durante a carreira. Esses são os caminhos mais óbvios seguido pela maioria dos jogadores de futebol quando se aposentam.

Na Inglaterra, os altos salários pagos semanalmente pelos clubes da Premier League permitem aos jogadores desfrutarem de um estilo de vida luxuoso e ainda sobra. E tem quem aproveite muito bem essa quantia para investir nos negócios.

E acredite, alguns conseguem fazer muito mais dinheiro como empreendedores do que quando eram jogadores. Confira essa lista da PL Brasil com ex-jogadores que se tornaram ainda melhores empresários depois que penduraram as chuteiras.

Mathieu Flamini

O volante francês conquistou títulos atuando por grandes clubes como Arsenal e Milan e hoje é um dos ex-jogadores mais ricos do mundo.

Como empresário, ele ingressou na indústria bioquímica e criou a GF Biochemicals, que atualmente é avaliada em 21 bilhões de libras (mais de R$ 142 bilhões). De acordo com o jornal inglês “The Sun”, o valor estimado da empresa de Flamini é 40 vezes maior que o patrimônio de 500 milhões de libras de Cristiano Ronaldo.

A GF Biochemicals é líder da indústria na produção de ácido levulínico, um combustível feito a partir de resíduos vegetais que pode ser utilizado na criação de plásticos.

Nesse mesmo ramo, Flamini também lançou a primeira revista do mundo dedicada à eco sustentabilidade e criou cursos universitários voltados para a bioeconomia. O ex-volante definitivamente atingiu o auge de sua vida profissional como empresário depois que se aposentou dos gramados.

Ryan Bertrand

O melhor momento da carreira de Ryan Bertrand foi vencer a Champions League com o Chelsea em 2012. No entanto, ele também alcançou muito sucesso fora das quatro linhas.

Em 2015, fundou uma fintech conhecida como Silicon Markets. Trata-se de um aplicativo de negociação de moedas Forex, que visa fornecer ferramentas institucionais para investidores que trabalham remotamente.

Ryan Bertrand com o troféu da Champions de 2012 (Foto: Icon Sport)

Bertrand acabou vendendo a empresa para um grupo da Malásia, o que lhe rendeu uma quantia significativa para complementar o que ganhou nos anos de Chelsea, Southampton e Leicester.

O inglês também chegou a lançar um aplicativo chamado FootiEmoji ao lado de José Fonte e John Terry em 2018, que apresentava emojis com tema de futebol, mas que acabou não fazendo tanto sucesso.

Reece Wabara

Reece Wabara não é dos nomes mais famosos da Premier League. O ex-jogador formado na base do Manchester City abandonou o futebol precocemente em 2017, quando tinha 26 anos.

O defensor com passagens pela seleção sub20 da Inglaterra fez apenas uma partida oficial pela equipe principal do City, como substituto do argentino Pablo Zabaleta.

Atualmente, Wabara é uma das pessoas mais ricas com menos de 40 anos no norte da Inglaterra, de acordo com o jornal The Sunday Times. Ele só fica atrás do Duque de Westminster e dos cofundadores da marca Castore, fornecedora de materiais esportivos do Wolverhampton.

Reece Wabara Manchester City
Reece Wabara (Foto: Instagram Reece Wabara)

Wabara lançou sua linha de roupas, Manière De Voir, em 2013 e fez a empresa crescer, ganhando pouco menos de 35 milhões de libras por ano.

O jogador do Chelsea Raheem Sterling e o boxeador inglês Anthony Joshua são apenas alguns dos famosos que já vestiram linha de as roupas produzidas pela marca de Wabara.

Louis Saha

Atacante que fez sucesso por Manchester United, Everton e seleção francesa, Saha tem sido tão eficiente nos negócios como era dentro da área. Sua empresa “AxisStars”, permite que jogadores e marcas se combinem e posteriormente avaliem sua experiência, uma espécie de Tinder misturado com Uber.

O jogador de 45 anos teve a ideia quando se aposentou em 2013 e, embora a maior parte de sua clientela seja formada por jogadores de futebol, ele também conseguiu expandir para outros esportes.

Louis Saha (Foto: Icon Sport)

Jota

O espanhol Jota não causou muito impacto na Premier League. Ele passou uma temporada no Aston Villa, atuando apenas 16 vezes antes de seu contrato ser rescindido. O meia-atacante é famoso por levar uma cabeçada de Danny Drinkwater durante um treino do Villa. No currículo, clubes como Celta de Vigo, Brentford, Birmingham City e Alavés, terminando a carreira em 2022, quando tinha apenas 31 anos.

Desde então, ele fez alguns movimentos interessantes no mundo do empreendedorismo. O espanhol apostou na Groinn, uma empresa agrícola que deverá valer 600 milhões de libras em 2025, segundo projeções. De acordo com o próprio Jota, ele já recuperou 10 vezes o valor que investiu. A Groinn é um sistema de plantação sem fios que monitoriza o estado das colheitas e grandes plantações.

Jota em ação pelo Aston Villa (Foto: Icon Sport)
Rodolfo Morsoletto
Rodolfo Morsoletto

Jornalista nascido e formado no interior de São Paulo, com passagens por Terra e OneFootball. Foi repórter de rádio, setorista do XV de Piracicaba e cobria jogos do Campeonato Paulista da Série A3. Morou por um tempo na Itália antes de desembarcar em Londres, onde está desde 2018. Atualmente é correspondente da PL Brasil em território inglês e já esbarrou com José Mourinho andando sozinho pelas ruas da capital britânica.

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