Há 14 anos, invencíveis do Arsenal venciam o Manchester City no Emirates

O PL Brasil relembra a segunda vitória do Arsenal contra o City na Premier League de 2003-2004

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Invencíveis do Arsenal

Em 2004, os invencíveis do Arsenal venciam seu último título inglês fazendo o double contra o Manchester City.

Dessa forma, a PL Brasil relembra um jogo, se não tão memorável, importante na campanha do título invicto do Arsenal. Naquela partida, foi possível observar as principais características que fizeram aquele time tão bom.

Há 14 anos, Arsenal e City viviam momentos diferentes

A data era 01/02/2004. O estádio, Highbury. E o árbitro, Alan Wiley. Mais de 38 mil espectadores viram a vitória dos Gunners pela vigésima terceira rodada do campeonato.

Passe de Pires e golaço de Henry, algo muito comum na época (Getty Images)

Em contrapartida ao que acontece agora, o cenário dos times era bem diferente. O Arsenal era o líder, claro, e o City, treinado por Kevin Keegan, brigava na parte de baixo da tabela.

Os Citizens vinham de uma sequência de onze jogos sem vitória. A última tinha sido na décima primeira rodada, contra o Southampton, em novembro de 2003. Por outro lado, o time de Arsene Wenger estava no terceiro jogo de uma sequência de nove vitórias seguidas.

O time clássico do Arsenal fora escalado com suas principais estrelas: Jens Lehmann; Lauren, Sol Campbell, Kolo Touré e Ashley Cole; Ray Parlour, Gilberto Silva, Robert Pires e Fredrik Ljungberg; Dennis Bergkamp e Thierry Henry.

Em contrapartida, Keegan levara a campo um time pouco memorável, com alguns nomes que marcaram a fase “pobre” do clube. Outros, com mais história em outras equipes. A formação escolhida foi o 4-5-1.

Assim, os onze iniciais foram: David James; Michael Tarnat, Richard Dunne, Sylvain Distin e Jihai Sun; Trevor Sinclair, Joey Barton, Claudio Reyna, Paul Bosvelt e Shaun Wright-Phillips; Nikolas Anelka.

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Início de jogo quente

Owen Amos, torcedor dos Gunners que venceu um concurso do site do Arsenal chamado “Dia do Torcedor” na época, pôde relatar o que ele viu sobre a partida. Segundo ele, o início foi típico daquele time. Portanto, o que se viu foram jogadas cheias de movimentos, infiltrações e passes precisos.

Nos primeiros dez minutos, Pires e Ashley Cole desperdiçaram boas chances e Henry acertou a trave depois de cruzamento de Lauren, pela direita.

O City só se mostrou perigoso aos 25 minutos, com o ex-Arsenal, Anelka. O francês teve fases muito melhores nos rivais do que no próprio City. Kolo Touré foi essencial para anular a principal chance dos Sky Blues no primeiro tempo.

Num contra-ataque, após roubada de bola de Gilberto Silva, Bergkamp acionou Henry pela esquerda (jogada mais natural impossível) e o francês buscou Ljungberg na área. Apesar de o alemão Tarnat ter interceptado a bola, acabou mandando contra o próprio gol. 1 a 0 aos 37 minutos.

Amos presumiu que o lateral esquerdo do City sentiu a necessidade de ajudar o Arsenal a converter suas chances.

Michael Tarnat chegando ao City em 2003 (Getty Images)

Invencíveis do Arsenal mostram sua força

O segundo tempo teve chuva e o campo ficou escorregadio, nada que interferisse na qualidade dos passes dos invencíveis do Arsenal. Henry e Bergkamp trabalhavam muito bem juntos, tanto que a primeira chance da metade final foi do holandês, que acabou chutando em cima de James.

Logo depois, o time de Manchester respondeu. Tarnat, tentando compensar o gol contra, cobrou falta na cabeça de Distin, que obrigou Lehmann a fazer boa defesa.

Ljungberg tinha dado lugar a Edu Gaspar e, vendo que o Arsenal carecia de velocidade, Wenger colocara José Antonio Reyes na vaga de Bergkamp. Como resultado, Keegan respondera com Steve McManaman e Robbie Fowler, tirando Bosvelt e Reyna.

Wenger deu mais sorte e Reyes teria a chance mais clara de ampliar após passe de Henry se não fosse David James saindo com precisão do gol. Então, no trigésimo oitavo minuto do segundo tempo, Henry mostrou como se fazia.

Recebeu perto da quina esquerda da grande área, posição de onde anotou gols incríveis com a camisa 14 vermelha e branca, e não fez diferente. Um poderoso chute de direita acertou o ângulo de James e praticamente decretou a vitória.

Mais um golaço de Henry na temporada de 2003-2004 (Getty Images)

Nos minutos finais, Anelka conseguiu aplicar a “Lei do Ex e diminuiu para o City recebendo dentro da área e tocando na saída de Lehmann. No entanto, o camisa 9 francês ainda foi expulso a um minuto do fim por desrespeitar Alan Wiley.

Dessa forma, as esperanças do City também foram embora. A partida terminou com o placar de 2 a 1 para o time da casa, no tradicionalíssimo estádio de Highbury.

Anelka fez no finalzinho. E depois foi expulso (Getty Images)

Título garantido de forma invicta

Os Gunners terminariam com o título daquela edição de forma invicta, o único na era da Premier League, e, dessa forma, o segundo a conseguir tal feito na história da competição, junto do Preston North End, em 1889.

A série sem vencer dos Citizens só seria expurgada três rodadas depois, contra o Bolton Wanderers. Ficariam em 16º, 2 pontos à frente do Everton, o primeiro fora da zona de rebaixamento daquele ano, que teria Leicester, Leeds e Wolverhampton.

De lá para cá, o Arsenal nunca mais venceu o Campeonato Inglês e, para esta temporada, trocou de técnico após 22 anos. Ao passo que o City foi comprado em 2008, cresceu e ganhou três títulos nacionais desde 2012.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Sempre que nós torcedores do City vê matérias antigas dos jogos quando o time era meio de tabela, esses tontos que escrevem sempre falam desse jeito com piadinhas: “apoio financeiro das arábias”, nesse site eu já vi várias, não custa só falar assim, “quando o City foi comprado em 2008”, pronto ficou simples né, mais pra tristeza de vocês o City não para e não vai parar de crescer, o time incomoda mesmo.
    #CmonCity

  2. Tudo bem cara, mais se fosse a primeira vez seria normal pra sempre é assim paciência, mais obrigado por responder cara ..
    #CmonCity

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