Fiorentina – História, estatísticas e conquistas

A ACF Fiorentina, ou simplesmente Fiorentina, é um clube italiano, com sede em Florença. Atualmente, disputa a Série A e manda as suas partidas no Estádio Artemio Franchini, que tem capacidade de, aproximadamente, 43 mil pessoas.

A princípio, com o apelido de Viola, uma referência às suas distintas cores roxas, foi fundada por uma fusão em agosto de 1926. Ainda assim, o clube atual foi refundado em agosto de 2002 após a falência.

A Fiorentina jogou no mais alto nível do futebol italiano durante a maior parte de sua existência; apenas quatro clubes jogaram em mais temporadas na Serie A.

Trajetória da Fiorentina, fundação, conquistas e ascensão

O objetivo da fusão era dar ao Florence um clube forte para rivalizar com os times mais dominantes do Campeonato Italiano de Futebol da época, no Noroeste da Itália. 

Depois de um começo difícil e três temporadas em ligas inferiores, a Fiorentina chegou à Série A em 1931. Nesse mesmo ano, inaugurou-se o novo estádio, originalmente batizado em homenagem a Giovanni Berta, um proeminente fascista, mas agora conhecido como Estádio Artemio Franchi. Na época, o estádio era uma obra-prima da engenharia. Sua inauguração foi monumental.

Para poder competir com os melhores times da Itália, a Fiorentina foi ao mercado da bola e reforçou seu time com alguns novos jogadores, com destaque para o uruguaio Pedro Petrone

Apesar de fazer uma boa temporada e terminar em 4º lugar, a Viola foi rebaixada no ano seguinte, embora voltasse rapidamente à Série A. Já em 1941, conquistou sua primeira Copa da Itália, mas a equipe não conseguiu aproveitar seu sucesso durante a década de 1940 devido à 2ª Guerra Mundial e outros problemas.

A ascensão

Em 1950, a Fiorentina era composta por grandes jogadores do mercado de transferência. A começar pelo conhecido goleiro Giuliano Sarti. Além dele, Sergio Cervato, Francesco Rosella, Guido Gratton, Giuseppe Chiappella e Aldo Scaramucci, mas acima de tudo, a dupla atacante do brasileiro Julinho e do argentino Miguel Montuori

Esta equipe conquistou o 1º scudetto da Fiorentina (campeonato italiano) em 1955-56, 12 pontos à frente do 2º colocado Milan. Contudo, o Milan derrotou a Fiorentina no ano seguinte, mas a equipe de Florença ainda se tornaria o primeiro time italiano a jogar em uma Final da Copa da Europa

A Fiorentina foi vice-campeã novamente nas três temporadas seguintes. Na temporada 1960-61, o clube venceu a Copa da Itália novamente e também teve sucesso na Europa, vencendo a primeira Taça das Taças contra o Rangers.

Após vários anos de vice-campeonato, a Fiorentina caiu um pouco na década de 1960, saltando do 4º para o 6º lugar, embora o clube tenha vencido a Copa da Itália e a Copa Mitropa em 1966. No ano de 1968-69, conquistaram o seu seu segundo e último título nacional, após grande arrancada na 2ª metade da competição.

A era Pontello

Em 1980, a Fiorentina foi comprada por Flavio Pontello, que vinha de uma família rica de construtores de casas. Ele rapidamente mudou o hino e o logotipo do time, levando a algumas reclamações dos torcedores. No entanto, começou a trazer jogadores do mercado de transferências de alta qualidade, como Francesco Graziani Eraldo Pecci do TorinoDaniel Bertoni de Sevilha; Daniele Massaro de Monza; e o jovem Pietro Vierchowod de Como. 

A equipe foi construída em torno de Giancarlo Antognoni. Em 1982, o clube se envolveu em um duelo emocionante com a rival Juventus. Após uma grave lesão de Antognoni, o título da liga foi decidido no último dia da temporada, quando a Fiorentina teve um gol negado contra o Cagliari e não conseguiu vencer. A Juventus conquistou o título com um pênalti disputado. Como resultado, surgia uma grande rivalidade na Itália: Fiorentina x Juventus.

Os anos seguintes foram estranhos em Florença. A equipe travou batalhas contra o rebaixamento. Contudo, no mercado de transferências, comprou dois jogadores interessantes. A começar por Ramón Díaz. Por fim, o mais significativo, o jovem Roberto Baggio.

Era Cecchi Gori: do auge à falência

A primeira temporada sob o comando de Cecchi Gori foi de estabilização. O novo presidente começou a contratar alguns bons jogadores no mercado da bola. Brian LaudrupStefan EffenbergFrancesco Baiano e, mais importante, Gabriel Batistuta, que se tornou um jogador icônico na década de 1990.

Apesar de um bom início de temporada, Cecchi Gori demitiu o técnico, Luigi Radice, após uma derrota contra a Atalanta e o substituiu por Aldo Agroppi. Os resultados foram terríveis: a Fiorentina caiu na metade inferior da classificação e foi rebaixada no último dia da temporada. Ainda assim, ela retornou no ano seguinte, mas sem grandes sucessos.

O ano de 2001 marcou grandes mudanças para a Fiorentina, pois veio à tona o péssimo estado das finanças do clube. A instituição não conseguia pagar os salários e tinham dívidas de cerca de US$ 50 milhões. Rumores apontavam que dono do clube, Vittorio Cecchi Gori, conseguiu arrecadar mais dinheiro. No entanto, isso foi insuficiente para sustentar o clube. A Fiorentina foi rebaixada no final da temporada 2001-02 e entrou em administração judicial em junho de 2002. Essa forma de falência fez com que a clube fosse recusado um lugar na Série B para a temporada 2002-03 e, como resultado, efetivamente deixou de existir.

Era Della Valle: do quarto escalão à Europa

O clube “voltou” em agosto de 2002 como Associazione Calcio Fiorentina e Florentia Viola com o empresário de calçados e couro Diego Della Valle como novo proprietário. Retornou à Série C2, a 4ª divisão do futebol italiano. O único jogador, vindo do mercado da bola, que permaneceu no clube em sua nova encarnação foi Angelo Di Livio, cujo compromisso com a causa do clube o tornou ainda mais querido pelos torcedores.

Entre muitas batalhas, a Fiorentina conseguiu escalar aos poucos a Itália novamente. O clube terminou a temporada 2003-04 em 6º lugar. Assim, foi para os playoffs. Venceu o Perugia. Após anos, retornava à elite.

Era Commisso: a venda

Em 6 de junho de 2019, o clube foi vendido ao bilionário ítalo-americano Rocco Commisso por cerca de 160 milhões de euros. A venda marcou o fim da associação de 17 anos da família Della Valle.

Mercado da Bola da Fiorentina

Em suma, sendo um clube com uma história antiga, vitoriosa – dentro de suas limitações – e muito bonita, certamente o Viola teve vários jogadores que ajudaram a construir e continuar a bela história do clube.

Então, separamos cinco nomes, atuais e do passado. No mercado da bola, a Fiorentina trouxe alguns nomes que eventualmente se tornariam ídolos.

Gabriel Batistuta – um dos maiores do mundo

Em nove temporadas dedicadas à Fiorentina, o argentino Gabriel Batistuta viveu de tudo. Chegou ao clube como um jovem promissor, marcou gols importantes e estabeleceu recordes. Foi às lágrimas com o rebaixamento, e se tornou ídolo incontestável por causa da paixão mostrada em campo. Um dos maiores atacantes do mundo. Chegou a recusar oferta de 84 milhões de libras para ir ao Manchester United. Por fim, a despedida de Florença aconteceu por causa das dívidas do clube e, além disso, rumores apontam que o argentino não queria encerrar a carreira sem conquistar um título italiano – o que conseguiu com a Roma, em 2000-01.

Roberto Baggio – a estrela de Florença

No fim da Era Antognoni, começava a surgir outra estrela em Florença: Roberto Baggio. O jovem de temperamento difícil foi uma aposta certeira da Viola, que pode não ter conquistado títulos com o jogador em campo, mas viu crescer um dos maiores jogadores da história do futebol italiano.

Como resultado, na Fiorentina, fez 136 partidas. Marcou assim 55 gols. 

Gerson – uma grande oportunidade de empréstimo

Um dos grandes jogadores da atualidade, o volante Gerson, teve uma boa passagem pela Fiorentina. Emprestado pela Roma, se destacou na Viola. Contudo, por não poder permanecer, voltou ao Brasil. Desembarcou no Rio de Janeiro. Ainda assim, deixou saudades.

Dušan Vlahović – a maior contratação da última janela

O ainda jovem e promissor Dušan Vlahović, ex-jogador da Fiorentina, foi a contratação mais valiosa da última janela do futebol europeu. A Juventus abriu seu cofre. Desembolsou cerca de 81 milhões de euros para contar com o atacante.

Dodô – a contratação da janela

Por fim, rumores apontam que o clube italiano tem uma negociação muito bem encaminhada com o Shakhtar Donetsk, num acordo que prevê o pagamento de aproximadamente 15 milhões de euros (R$ 82,5 milhões), com mais uma quantia por metas atingidas, pelo o brasileiro Dodô. Sendo assim, um grande investimento.