Fergie time: as maiores vitórias do Manchester United nos minutos finais

21 anos depois de Barcelona, relembramos os maiores triunfos dos Red Devils nos finais de partida

Fergie time: as maiores vitórias do Manchester United nos minutos finais
Alexander Hassenstein/Bongarts/Getty Images

Há exatamente 21 anos, o Manchester United vivia uma das maiores noites da sua história. No dia 26 de maio de 1999, os Red Devils, comandados por Sir Alex Ferguson, derrotaram a equipe do Bayern de Munique na final da Uefa Champions League, no Camp Nou. Em referência à data histórica, a PL Brasil preparou uma lista com as principais vitórias do clube de Old Trafford no famigerado Fergie Time

Mas você sabe o que é o Fergie Time? Durante a trajetória de Alex Ferguson no United, os Diabos Vermelhos alcançaram uma razoável quantidade de gols que levaram o time a vitória nos acréscimos das partidas, que em alguns jogos chegavam aos seis ou sete minutos. 

O termo foi utilizado pela primeira vez em 1992/1993, primeira temporada da história da Premier League e falaremos mais sobre ao decorrer do texto. Levantamento realizado pela Goal.com mostrou que da temporada 1992/1993 a temporada 2012/2013, última de Ferguson no clube, o Manchester United marcou 81 gols após os 90 minutos na PL, representando 4,98% dos tentos do período. 

O mesmo levantamento demonstra que o United é apenas o quarto colocado entre os clubes que mais marcaram gols no tempo adicional que deram vitória, entre 1992/1993 e 2012/2013, com 16, empatado com o Everton. O rival Liverpool lidera a lista, com 24, seguido por Arsenal, com 19, e Chelsea, com 18.

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As principais vitórias do Manchester United no Fergie Time

Manchester United 2×1 Bayern de Munique – 1998/1999

A lista não podia começar de outra forma. O título europeu contra o Bayern de Munique sintetiza muito bem o espírito de uma equipe comandada por Alex Ferguson. Sem romantizações quanto ao “não desistir nunca”, os Red Devils naquela noite demonstraram resiliência e força necessárias para uma virada de tal magnitude. É indiscutivelmente a maior vitória do clube no Fergie Time. E como já dito acima, uma das maiores vitórias da história do Manchester United. 

O jogo do United, em geral, não foi dos melhores e a taça parecia distante em grande parte da final. Ferguson não pode contar com Keane e Scholes, que estavam suspensos, e a formação da equipe ficou comprometida. 

O Bayern de Munique fez 1 a 0 logo aos seis minutos de partida, e alguns dizem que foi muita sorte dos ingleses terem ido para o intervalo perdendo apenas por um. E o domínio alemão continuou na segunda etapa, até os acréscimos.

Os gols da virada vieram aos 46’ e 48’, com Teddy Sheringham e Ole Gunnar Solskjaer. Os dois saíram do banco de reservas para mudar a história da final. 

O primeiro gol foi marcado após cobrança de escanteio de Beckham perto do ponto da área do Bayern onde estava o goleiro Schmeichel. A bola sobrou para Yorke, foi afastada pela zaga e chutada novamente para Giggs. Sheringham desviou e deixou tudo igual. Prorrogação? Não. 

A equipe sabia que havia possibilidades da vitória dentro do tempo normal. E assim fez. Aos 48’, último minuto da partida, novamente em escanteio pela esquerda, Beckham cobrou no primeiro pau, Sheringham disputou e desviou para a segunda trave, onde estava Solskjaer, que sacramentou o milagre. 

Ben Radford/Allsport/Getty Images/Hulton Archive

Manchester United 2×1 Sheffield Wednesday – 1992/1993

Naquele 10 de abril de 1993, diante do Sheffield Wednesday surgiu o Fergie Time. O Manchester United, que não ganhava o campeonato nacional há 26 anos, disputava o título da primeira temporada da Premier League com o Aston Villa. Além dessa partida, faltariam apenas cinco partidas. Antes, naquele mesmo dia, o Villa havia vencido sua partida e tinha conseguido vantagem na liderança, colocando pressão nos Red Devils.

O duelo contra o Sheffield Wednesday foi essencial para o título do Manchester United em 1992/1993 e possivelmente de suma importância para a construção de uma dominância do clube na década de 1990 dentro do futebol inglês.

Na temporada anterior, antes do surgimento da Premier League, Ferguson havia perdido o título para o Leeds United. E o técnico escocês não havia engolido muito bem aquele fato. Seria seu primeiro título inglês, que foi adiado por um ano.

A história poderia ser diferente e por pouco não foi. Aos 19’, da segunda etapa, Paul Ince derrubou Chris Waddle na área. Pênalti para o Wednesday. John Sheridan bate e converte: 1 a 0 para os visitantes.

Minutos antes do primeiro gol da partida, o árbitro Mike Peck teve que ser substituído, devido a uma lesão no tendão de Aquiles. John Hilditch o substituiu. Essa substituição afetou os minutos de acréscimos, essenciais para a vitória dos donos da casa.

E o herói daquele dia foi inesperado. Steve Bruce, zagueiro e capitão da equipe. Bruce não fez só um gol, mas os dois da virada, em um intervalo de dez minutos. Um ponto importante aqui: o defensor não marcava há seis meses. 

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Aos 41’ do segundo tempo, Bruce finalizou de cabeça cobrança de escanteio realizada pela direita por Denis Irwin, sem dar chances de defesa ao goleiro Woods. Foram dados sete minutos de acréscimos, principalmente por causa da lesão do árbitro. E aos 51’, Steve Bruce após sobra dentro da área, cabeceou forte e decretou a vitória dos Diabos Vermelhos. 

Com a vitória, veio a liderança do campeonato. E o United acabou vencendo os cinco jogos restantes e se tornando campeão da primeira edição da Premier League, e acabando com um jejum de 26 anos de títulos de campeonato nacional. Esse título foi um impulso para muitos outros do Manchester United com Alex Ferguson.

Manchester United 2×1 Liverpool – 1998/1999

O único jogo da Copa da Inglaterra nessa lista. E do maior clássico da Inglaterra. Mais um triunfo do United com a cara do time de Alex Ferguson, e na melhor temporada da história do clube. A vitória sobre os Reds ocorreu no dia 24 de janeiro de 1999, quatro meses antes do título europeu em Barcelona. E um mesmo atleta sendo protagonista: Solskjaer

O norueguês não era titular da equipe. E os ataques de United e Liverpool eram formados por Andy Cole e Dwight Yorke, e Michael Owen e Robbie Fowler, respectivamente.  

E logo aos 3’, o ainda jovem Owen abriu o placar em Old Trafford. Após isso, durante grande parte do jogo, o Liverpool se defendeu, enquanto o United desperdiçava chances. 

Ross Kinnaird/Allsport

Porém, talvez como uma prévia do que aconteceria em Barcelona, os Red Devils venceram com gols nos últimos minutos da partida. Yorke, aos 43’, empatou a partida. Beckham bateu falta da direita, Cole desviou e o ex-camisa 19 apenas escorou para dentro do gol. Inclusive, Yorke diz que a vitória foi um dos momentos mais incríveis daquela temporada.

Solskjaer entrou aos 36’ da etapa final, no lugar de Gary Neville. Pouco havia tocado na bola, mas aos 45’ decidiu. Stam, pela direita, lançou a bola na área, Scholes dominou e deixou para o camisa 20, que ajeitou e com a perna esquerda colocou no fundo das redes de David James, garantindo a classificação do clube para a quinta rodada da FA Cup.

Liverpool 0x1 United – 2006/2007

O Liverpool recebeu o Manchester United em Anfield, no dia 3 de março de 2007, pela 29ª rodada da Premier League 2006/2007. Os visitantes lideravam o campeonato e nesse dia deram um grande passo rumo ao título.

O United não foi bem naquele dia, mas mesmo assim alcançou o triunfo. Naquele dia, os Red Devils deram apenas seis finalizações, sendo três no alvo, enquanto os donos da casa finalizaram 15 vezes, com quatro no alvo. Já a posse de bola foi 57% a 43% para a equipe de Anfield.

As coisas ficaram ainda piores quando Rooney teve que ser substituído por lesão aos 29’ do segundo tempo. O’Shea entrou no seu lugar. E quase tudo foi por água abaixo com a expulsão de Scholes aos 41’, após disputa com Xabi Alonso.

Mas quando parecia que o placar final seria 0 a 0, O’Shea apareceu para decidir. Já no primeiro minuto de acréscimo, Cristiano Ronaldo cobrou falta da esquerda, Reina defendeu e a bola sobrou para o irlandês colocar no fundo das redes e garantir a vitória. 

Andrew Yates/ AFP via Getty Images

Manchester United 3×2 Milan – 2006/2007

Apesar da eliminação no jogo da volta, a virada em Old Trafford contra a melhor equipe do continente, que acabou sendo campeã europeia, já mostrava a força daquele United, que seria campeão da Champions League na temporada seguinte.

Mesmo que o confronto mostrasse um duelo entre Cristiano Ronaldo e Kaká, Wayne Rooney foi quem acabou roubando o protagonismo da partida. O jogo foi marcado por duas viradas no placar.

Logo aos 4’, Cristiano Ronaldo abriu o placar, em lance estranho envolvendo o português e o goleiro Dida. O empate do Milan veio aos 21’, com o primeiro gol de Kaká na partida. Já aos 21’, Kaká recebeu de Seedorf, e com velocidade entrou na área e venceu Van der Sar com um chute cruzado de esquerda. 

Andrew Yates/AFP via Getty Images

O gol da primeira virada do jogo é um dos mais bonitos da carreira de Kaká. Aos 36’, se livrou de Fletcher, Heinze e Evra com apenas três toques na bola e tocou para o gol na saída de Van der Sar. O meia brasileiro teve chances de marcar o terceiro, mas não o fez. 

O empate dos donos da casa só veio na segunda etapa, aos 14’. Rooney foi lançado por Scholes dentro da área, e finalizou forte, vencendo Dida. Com o empate o United passou a dominar o jogo, e a virada veio aos 45’: Giggs avançou pela direita e passou para Rooney, então camisa 8, que com força e explosão finalizou no canto esquerdo do goleiro brasileiro, decretando a virada. 

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Manchester United 3×2 Aston Villa – 2008/2009

Foi nesse jogo que Federico Macheda se apresentou ao mundo do futebol. O italiano, que naquele cinco de abril de 2009 tinha apenas 17 anos, fez sua estreia na equipe principal do Manchester United diante do Aston Villa, decidindo uma partida que surpreendentemente se mostrou mais difícil do que o imaginado.

O jogo se iniciou como o esperado: aos 14 minutos, em cobrança de tiro livro indireto dentro da área, Cristiano Ronaldo abriu o placar, em bela batida. Mas as coisas começaram a sair dos trilhos aos 30’, quando John Carew empatou, praticamente sem marcação na área do United.

E foi Carew que cruzou para Gabriel Agbonlahor, aos 13’ da segunda etapa, disputar com Van der Sar e virar a partida. Minutos depois, Ferguson promoveu a entrada de Macheda na vaga de Nani.

O empate veio só aos 35’, quando Ronaldo, perto da meia lua, recebeu de Carrick e finalizou cruzado com a esquerda, no canto esquerdo de Brad Friedel

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A virada veio. E nos acréscimos. Aos 48 minutos. Gary Neville achou Macheda na entrada da área, o italiano foi desarmado, a bola chegou a Giggs, que voltou a acionar o jovem de 17 anos, que recebeu, deu belo giro e finalizou firme para dentro do gol, sem dar chances a Friedel. Um gol de alguém que mostrava que poderia ser especial.

Inclusive, no jogo seguinte, contra o Sunderland, também foi o autor do gol da vitória, saindo novamente do banco de reservas. Porém, sua passagem por Old Trafford foi de pouco destaque: apenas cinco gols marcados em 36 partidas disputadas.  

Manchester United 4×3 Manchester City – 2009/2010 

O grande dia de Michael Owen com a camisa do Manchester United. Revelado pelo Liverpool, o atacante chegou ao United após a saída de Cristiano Ronaldo e assumiu a camisa 7 do clube. Naquele 20 de setembro de 2009, na sexta rodada daquela Premier League, o ganhador da Bola de Ouro da temporada 2000/2001 sentiu a energia máxima que Old Trafford pode passar.

Foi uma partida movimentadíssima e resolvida apenas aos 50’ do segundo tempo. Talvez o clássico mais emocionante da história do dérbi. Um 4 a 3 de respeito. O United ainda se adequava sem Cristiano Ronaldo e o City vivia o início da fase pós-compra por Mansour bin Zayed Al Nahyan

Os donos da casa sempre estiveram na frente do placar. Porém, possibilitaram o empate dos visitantes em três oportunidades. O primeiro gol veio logo aos 2’, com Rooney, que recebeu de Evra e colocou no fundo das redes de Given. O 1 a 1 veio aos 16’, com Barry, que foi assistido por Tévez, que no reencontro com a torcida do United roubou bola de Foster na lateral da área dos Red Devils.

Andrew Yates/AFP via Getty Images

Fletcher marcou o segundo do United aos 4’ da segunda etapa, de cabeça, depois de cruzamento de Giggs da esquerda. Porém, a resposta adversária foi rápida: três minutos depois Bellamy pela ponta esquerda acertou uma linda finalização, marcando um golaço e deixando tudo igual. 

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Fletcher marcou novamente aos 35’, fato que poderia passar a impressão que o jogo estava decidido. Nada disso. Dez minutos depois, Bellamy fez seu segundo gol no confronto. 3 a 3? Ainda tinham o Fergie Time e Michael Owen na parada. O atacante havia entrado na partida aos 33’ da segunda etapa, substituindo Berbatov

Alex Livesey/Getty Images

O gol foi de Owen, mas com grande participação de Ryan Giggs, que teve uma atuação de destaque. O galês achou o então camisa 7 do United, aos quase 51’ da segunda etapa, sozinho na área adversária. Owen recebeu, teve tranquilidade e finalizou para a explosão de Old Trafford. 

Manchester City 0x1 Manchester United – 2009/2010 

O confronto do fatídico possível beijo entre Paul Scholes e Gary Neville. Como no primeiro turno da temporada 2009/2010, o clássico foi decidido nos acréscimos, com nova vitória do Manchester United. Era 35ª rodada da Premier League e a equipe de Alex Ferguson ainda tinha esperança do tetracampeonato. Estava na vice-liderança, atrás do Chelsea, que conquistou a taça no final do campeonato.

No geral, o jogo foi de poucas emoções e poucas chances. O momento de êxtase estava reservado para os 47’ da segunda etapa. Nani recebeu a bola pela esquerda, posição que seu compatriota Cristiano Ronaldo costumava atuar quando ainda estava no clube, e cruzou para Scholes, que dentro da área cabeceou à esquerda de Given. O tento manteve as esperanças dos Red Devils e gerou a icônica cena entre os integrantes da Classe de 92. 

Manchester United 3×2 Manchester City – 2011

Supercopa da Inglaterra, 7 de agosto de 2011: embate entre o campeão da Premier League Manchester United e o vencedor da Copa da Inglaterra Manchester City. Rivalidade que começava a ter nuances diferentes das dos anos anteriores. Um City que já contava com grandes nomes e queria aparecer definitivamente no cenário nacional e mundial.

E os Citizens deram a impressão na primeira etapa que desbancariam os rivais da cidade. A equipe comandada por Roberto Mancini abriu 2 a 0 na primeira etapa, com gols de Lescott e Džeko. O zagueiro inglês cabeceou para o fundo das redes aos 38’, após cobrança de falta de David Silva. Aos 46’, de longe, o atacante bósnio encheu o pé e ampliou, contando com vacilo do estreante David De Gea

Ian Walton/Getty Images

A reação dos Red Devils se iniciou aos 6’ do segundo tempo, com Chris Smalling. O defensor completou cobrança de falta de Ashley Young, tirando a bola do goleiro Joe Hart, na pequena área. 

A partir desse momento, o protagonista da partida começaria a aparecer. O empate veio aos 12’, com o português Nani. Após grande triangulação envolvendo Nani, Rooney e Cleverley, o então camisa 17 finalizou por cima de Hart, num belo gol. 

A virada viria aos 48’. Com Nani novamente, e com falha de Kompany, reconhecidamente ídolo do City. O português pressionou o zagueiro belga no meio de campo, ganhou a bola, percorreu todo campo do City, driblou Hart e decretou o título dos Diabos Vermelhos. 

Ian Walton/Getty Images

Manchester City 2×3 Manchester United – 2012/2013

Nesse momento, a rivalidade entre os clubes de Manchester já tinha alcançado outro patamar. Já tinha rolado 6 a 1 para o City no Old Trafford e conquista de título da Premier League do City sobre o United na última rodada. O Manchester United estava engasgado com a perda do título inglês na temporada anterior, tanto que foi atrás de ninguém mais ninguém menos que Robin van Persie, que foi decisivo nesse confronto. 

O primeiro tempo dos visitantes foi ótimo. 2 a 0 com dois gols de Rooney. O primeiro aos 15’, quando o camisa 10 recebeu de Young e da entrada da área finalizou no canto da meta defendida por Hart. 13 minutos depois, Valencia acionou Rafael na linha de fundo, e o brasileiro cruzou para Rooney ampliar. 

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Após o 2 a 0, o City pressionou mais o United, principalmente na segunda etapa, quando chegou a igualdade no placar. Antes dos gols dos Citizens, a equipe de Alex Ferguson teve um gol mal anulado de Ashley Young, que finalizou para o gol sem goleiro após bela finalização de Van Persie na trave. 

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O primeiro gol dos donos da casa, marcado por Yaya Touré aos 15’, veio após boa série de defesas de De Gea em finalizações de Tévez e David Silva. Na sequência, Tévez achou Touré perto da marca do pênalti e o marfinense colocou a bola no canto do goleiro espanhol. Depois do primeiro gol, o City continuou pressionando, obrigando De Gea a trabalhar. 

Paul Ellis/AFP via Getty Images

E o empate veio aos 40’, com Zabaleta. Tévez cobrou escanteio da esquerda, a bola foi desviada para a entrada da área e o lateral argentino finalizou no canto direito de De Gea. Nesse momento, a virada dos donos da casa parecia possível. 

Porém, aquele 9 de dezembro era de Van Persie. Aos 47’, o holandês que chegou a Manchester com a missão de conquistar o 20º título inglês do United, cobrou falta da direita, a bola desviou na barreira e matou Hart. Etihad Stadium quase silencioso e vitória dos Red Devils, que conquistariam a taça daquela temporada. 

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