Ex-ESPN, Natalie Gedra revela diferenças na cobertura da Premier League: ‘É mais intenso’

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Natalie Gedra, ex-repórter da ESPN Brasil na Inglaterra, fez sua estreia na emissora britânica “Sky Sports” na partida entre Manchester City e Brighton, pela nona rodada da Premier League 2023/24, no Etihad Stadium.

No podcast “Correspondentes Premier”, a jornalista revelou as diferenças entre seu antigo trabalho como correspondente da emissora brasileira e no canal inglês. Ela deu vários detalhes sobre sua nova rotina em dias de jogo, dizendo que as diferenças vão muito além do idioma.

“É mais intenso”: Natalie Gedra revela diferenças na cobertura da Premier League

Apesar de ter muitos anos de carreira, sendo sete dele só como correspondente internacional, a repórter de 38 anos disse que ficou muito nervosa com a estreia.

— Eu tive um vivo (entrada ao vivo) da beira do campo que fiquei tão nervosa… Gente, eu não lembro, há anos eu não ficava tão nervosa assim. No final deu tudo certo, graças a Deus, mas é aquele nervosismo de algo novo, né?

Natalie contou que, além da diferença do idioma, seu trabalho se tornou mais intenso. Afinal, a cobertura da ESPN era mais focada nos jogadores brasileiros. Agora, ela tem um leque maior de possibilidades e responsabilidades.

— No fim das contas, são as mesmas pessoas, mas é uma rotina mais intensa. Depois do jogo, você fala com os dois treinadores e dois jogadores, um de cada time. Você também tem a “super flash” (entrevista de campo no fim da partida). Quando acaba o jogo, eles já descem o jogador rápido. Então as entrevistas acontecem mais rápido, é tudo mais intenso.

Renato Senise, seu colega de bancada e correspondente da DAZN, relatou que Natalie enviou uma mensagem a ele, dizendo que ele iria reparar como ela estava nervosa no começo da transmissão. O colunista da PL Brasil, no entanto, não teve essa impressão.

— A Natalie me mandou uma mensagem falando ‘você me conhece bem e vai perceber que eu estou muito nervosa no começo'. Não, mesmo eu te conhecendo bem, não dá para perceber que você estava nervosa. Você engana muito bem, parabéns — disse Senise, brincando.

— Nossa, sério? Nossa, obrigada, de verdade. Porque sabe aquele nervosismo que você quer vomitar de nervoso? Fazia anos que eu não sentia isso! — respondeu Natalie.

Entrevista com Guardiola e a diferença na estrutura

Fã declarada de Pep Guardiola, Natalie já fez inúmeras entrevistas com o técnico do Manchester City, especialmente na cobertura dos jogos. No podcast, ela contou que ele já estava sabendo da mudança em sua carreira e disse que ele foi extremamente simpático.

— O Guardiola foi muito gentil, antes e depois do jogo. Ele já sabia que eu ia começar na Sky. Então, elogiou minha pergunta antes do jogo, elogiou no ar. Depois do jogo, ele também foi muito simpático, elogiou meu trabalho. Fiquei feliz!

Por ser a dona dos direitos de transmissão no país do campeonato, a Sky Sports tem mais “regalias” para os seus funcionários. Natalie contou que sua área de trabalho durante o jogo agora fica mais perto do campo, em uma área chamada “reporter city” (repórter da cidade).

João Castello-Branco, que segue como correspondente da ESPN, brincou com a colega, perguntando se ela ainda precisava carregar seus equipamentos de filmagem. Isso porque os correspondentes da emissora brasileira trabalham sem pessoas para dar assistência no local fisicamente, apenas à distância. Então, geralmente, os repórteres acabam tendo que carregar sozinhos câmera e tripé, além de gravarem as matérias por conta própria.

Na nova emissora da brasileira, porém, a situação é bem diferente. Ela brincou e disse que em sua estreia precisou carregar apenas sua bolsa e um tablet.

— É muita gente em dia de jogo. Eu fiquei um pouco chocada com isso, porque é a galera do caminhão, a galera que está na redação te mandando mensagem, falando com você, te dando suporte. São os cinegrafistas, o produtor que está lá com você o tempo todo também. Então, é muita gente.

Maria Tereza Santos
Maria Tereza Santos

Me formei em Jornalismo pela PUC-SP em 2020. Antes de escrever para a PL Brasil, fui editora na ESPN e repórter na Veja Saúde, Folha de S.Paulo e Superesportes.