Espanha atropela na estreia e mostra por que se tornou uma potência no futebol feminino

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A Espanha venceu a Costa Rica por 3 a 0, nesta sexta-feira (21), pela primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo Feminina 2023. Jogando no Sky Stadium, em Wellington, na Nova Zelândia, as espanholas passaram o carro e venceram com um gol contra de Valeria Del Campo, um de Aitana Bonmatí e outro de Esther Gonzáles, marcados no primeiro tempo.

Espanha (F)
21/07/23 - 04:30

Finalizado

3

-

0

Costa Rica (F)

Espanha (F) - Costa Rica (F)

Women's Copa do Mundo - Westpac Stadium

1° Turno

Costa Rica “ajuda” rival a abrir o placar

A Espanha passou o primeiro tempo pressionando e buscando o gol o tempo todo. Depois de tanto tentar, o primeiro acabou saindo – não do jeito que as espanholas planejavam. Aos 20 minutos, a camisa 9 Esther Gonzáles, atacante do Real Madrid, cruzou a bola na área, mas quem mandou para o fundo das redes foi Valeria Del Campo, da seleção costarriquenha.

Espanha marca três gols em ritmo frenético

Os outros dois gols de La Roja saíram em um intervalo de apenas seis minutos. Aos 22, Aitana Bonmatí, uma das craques do Barcelona, recebeu a bola de Ona Batle no meio da área, limpou a marcação e fez um golaço no canto direito das redes.

Sem deixar o torcedor respirar, as espanholas marcaram mais um aos 26 minutos. A artilheira Jenni Hermoso recebeu o lançamento na área e cabeceou em direção ao gol, mas a bola bateu na travessão. Esther Gonzáles aproveitou o rebote e deixou o dela.

O ritmo de “La Roja” diminuiu no segundo tempo, mas a Costa Rica não ofereceu grandes perigos. O placar se manteve garantindo a vitória das europeias.

Como a Espanha se tornou uma potência no futebol feminino

A Espanha foi um dos últimos países europeus a criar uma equipe nacional feminina, o que veio a acontecer apenas nos anos 1980. Esse atraso impactou o desempenho da seleção no torneio mundial: a primeira vez que La Roja se classificou para a Copa do Mundo foi apenas em 2015, menos de dez anos atrás.

Mas se há um país que correu atrás do prejuízo, essa é a Espanha. Dos anos 2000 até 2019, ano da última Copa do Mundo Feminina, o número de jogadoras federadas quadruplicou. Nesse período, o Barcelona se tornou uma potência do futebol feminino mundial, empilhando taças, sendo duas delas a Champions League. Alexia Putellas, estrela do time catalão e da seleção, foi vencedora das duas últimas edições do Fifa The Best. Além disso, a seleção se firmou no ranking da entidade, ocupando sexto lugar atualmente.

Um dos principais motivos desse crescimento é o investimento da federação espanhola nas jogadoras mais novas. E o elenco que viajou para a Oceania é um retrato disso. A Espanha é um dos times mais jovens entre as 32 seleções, com destaque para a atacante Salma Paralluelo, do Barcelona. A atleta de apenas 19 anos fez um hat trick em sua estreia por La Roja.

Mesmo com a ausência de jogadoras importantes, como Patri Guijarro, Mapí León e Claudia Pina, que decidiram se afastar da seleção por desentendimentos com a federação espanhola, a estreia frenética da equipe mostra que esse time jovem pode complicar a vida das seleções mais tradicionais.

Tabela do Grupo C da Copa do Mundo Feminina

  1. Espanha– 3 pontos / 1 jogo
  2. Japão – 0 ponto / 0 jogo
  3. Zâmbia – 0 ponto / 0 jogo
  4. Costa Rica – 0 ponto / 1 jogo
Maria Tereza Santos
Maria Tereza Santos

Jornalista pela PUC-SP. Na PL Brasil, escrevo sobre futebol inglês masculino E feminino, filmes, saúde e outras aleatoriedades. Também gravo vídeos pras redes e escolhi o lado azul de Merseyside. Antes, fui editora na ESPN e repórter na Veja Saúde, Folha de S.Paulo e Superesportes.