Eric Botteghin: brasileiro é ídolo de um dos maiores times na Holanda

Eric Botteghin: brasileiro é ídolo de um dos maiores times na Holanda
Foto: Divulgação/ Getty Images

Eric Botteghin é um dos talentos produzidos no Brasil. O zagueiro não jogou como profissional no país e construiu a carreira toda na Europa. Assim, ficou 15 anos na Holanda, passou por quatro clubes e virou ídolo do Feyenoord, uma equipe grande dos Países Baixos. Dessa forma, é um nome querido pela torcida e está entre os ídolos da história do time.

Eric chegou com 19 anos na Holanda, jogou por Zwolle, NAC Breda, Groninger e no Feyenoord. Sendo assim, se manteve em alto nível e foi considerado um dos melhores zagueiros atuando no país durante algumas temporadas. Em entrevista ao Premier League Brasil, o brasileiro falou um pouco sobre o tempo que passou nos Países Baixos.

“Quando eu olho para trás por ter jogado seis anos no Feyenoord, eu olho com muito orgulho. Me sinto muito realizado porque joguei seis temporadas lá, sempre atuando e ganhando títulos. Duas Copas, uma Eredivisie, duas Supercopas, foram anos maravilhosos e teve épocas difíceis. Mas a maioria foram lembranças boas desse time e muito orgulho de falar que joguei no Feyenoord.”

Zaga e atacante mais difícil

O brasileiro teve algumas referências como defensor ao longo da carreira. Assim, Japp Stam foi inspiração antes e depois como treinador. No Brasil, Lúcio pelo jeito de sair jogando e armando o time. Além disso, os defensores italianos: Chiellini, Maldini e Nesta foram essenciais no estilo de jogo de Eric Botteghin.

Em meio a tantas duplas de zaga nos times e também com tantos adversários que enfrentou ao longo dos anos, Eric fez o exercício de escolher a melhor dupla de defesa e o atacante mais difícil que marcou.

“O atacante mais difícil foi o Sérgio Agüero, em um jogo da Champions League contra o Manchester City, já estava com um time muito bom e uma semana antes tinham vencido o Liverpool, por 5 x 0. Foi o nosso primeiro jogo na Champions e o tomamos de 4 x 0, era complicado parar ele. Também já enfrentei o Ibrahimovic, mas ele entrou nos últimos 15 minutos, no Manchester United, mas o Agüero foi o mais difícil. A dupla de zaga teve o ano que fui campeão, joguei com o holandês Van der Heijden, fizemos uma boa dupla.”

Parceria de Eric Botteghin com Kuyt e Van Persie

O jogador teve a oportunidade de atuar em um dos maiores clubes da Holanda e com estrelas do futebol nacional, ao lado de nomes como Kuyt e Van Persie. Assim, foi campeão da Eredivisie junto com Kuyt, que era capitão. Logo após, teve a chance de está junto com um dos melhores atacantes do futebol mundial e holandês. Sendo assim, dividir vestiário, campo, treinos e títulos foi especial para o zagueiro.

“Experiência que eu levo comigo para sempre, quando eu cheguei no Feyenoord o Kuyt era nosso capitão. Ele nos liderou para o título, no primeiro ano que eu estava ganhamos a Copa e no segundo o Nacional. Aprendi muito com ele, questão de liderança, de ser um capitão, de como estar à frente da equipe. E o Van Persie é o melhor jogador que eu joguei junto em termos de qualidade, já foi o melhor atleta da Premier League e tudo que mostrava nos treinos. Os dois são sensacionais, foi incrível.”

Vida de Eric Botteghin na Holanda

O zagueiro também comentou sobre a diferença de se viver no Brasil e na Holanda. Assim, no Países Baixos, as pessoas são muito organizadas, tudo no horário certo, diferente da cultura brasileira. A questão do inverno é forte e foi um dos obstáculos para o atleta. Nesse ínterim, Eric destacou coisas especiais sobre cada cidade onde morou.

“A Holanda é um lugar muito bom de morar, o único problema é o frio. O inverno é bem longo, o tempo fica cinza. Mas todas as cidades que eu morei teve algo especial. Em Zwolle foi a primeira cidade, um clube menor, mais família, ia nos restaurantes. Depois fui para Breda, que era uma cidade mais aberta, mais para o sul. Em Groninger era no Norte, um lugar universitário, tinha muitos jovens na rua, um clima muito gostoso. Eu finalizei em Rotterdam que é uma cidade fantástica, moderna, adorei todas elas.”

Gol mais marcante de Eric Botteghin

O zagueiro fez alguns gols durante a carreira, mas ele destacou um do ano de 2017. Naquela ocasião, foi uma semana especial porque na quinta-feira teve uma vitória contra o Manchester United, pela Liga Europa, por 1 x 0. Logo após, teve o clássico diante do PSV, com triunfo e gol do Eric. Assim, a bola veio do escanteio, Botteghin dominou no peito e chutou para dar a vitória. A partir daquele momento o time criou uma confiança e terminou com o título da Eredivisie.

Convite para a Seleção da Holanda

“Na época que eu fui campeão, estava bem em alta. O rumor veio da imprensa, não chegou nada da federação holandesa, mas o pessoal comentava, os repórteres perguntavam. Eu iria com maior prazer, meu sonho era jogar na Seleção do Brasil, mas eu não era conhecido no país, fiz minha carreira toda na Holanda. Se eles precisarem de mim, eu estaria disponível, mesmo sabendo que eles têm jogadores fora de série. O convite real nunca chegou, a Holanda é um país pequeno, mas sempre forma bons atletas”.

Saída da Holanda e novos desafios

Depois de 15 anos na Holanda, o contrato não ia ser renovado em 2021 e o zagueiro começou a buscar novos ares. Dessa forma, surgiu propostas de diversas partes do mundo e quase veio jogar no Brasil, depois de sondagem do Santos.

“Começou o contato, me procuraram, teve as conversas, mas chegou um certo ponto por motivo diversos, mais da parte deles e não foi para frente. Tinha proposta da Alemanha, da Itália, eu sempre quis jogar na Itália, pelo passaporte italiano e origem também. E também tinha a questão da idade, estava com 33 anos, eles dão valor para um zagueiro de mais idade e me ofereceram dois anos com opção de mais um. Um contrato longo, uma segurança, coisa que é difícil de acontecer, acabei acertando e vim para o Ascoli.”

Dessa maneira, Eric Botteghin preferiu acerta com o Ascoli, da Itália, em 2021. Assim, é titular na equipe italiana e busca uma vaga na elite. O país é conhecido por dar valor aos zagueiros experientes e com o brasileiro não foi diferente. Atualmente, tem contrato em vigor e não pensa em mudar de ares e retornar ao Brasil.

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