De Santos para o mundo: Conheça Luis Phelipe

De Santos para o mundo: Conheça Luis Phelipe
Luis Phelipe em apresentação no Lugano FC. Foto: Divulgação/Lugano

De antemão, o convidado do “BR´S pela Europa” dessa semana, é o ponta esquerda Luis Phelipe, atleta que veste as cores do Lugano FC (SUI). Em entrevista exclusiva à PL Brasil, o jogador falou sobre seu começo na carreira, objetivos e fase na Europa.

Em suma, está se tornando recorrente, o caso de empresas multinacionais adquirindo clubes de futebol. Afinal, por ser o esporte mais popular do mundo, o mercado acaba se tornando bastante lucrativo. Desse modo, a Red Bull vem sendo uma das maiores marcas ativas no setor, por isso, há poucos anos, tivemos aqui no Brasil, a união entre RB Brasil e Bragantino, dando origem ao RB Bragantino.

Começo na Baixada Santista

Natural de Santos, litoral de São Paulo, Luis Phelipe, de 20 anos, deu os seus primeiros passos ainda jovem, mas no começo não enxergava a brincadeira como uma possível profissão.

“Eu nunca tive esse sonho quando pequeno, fui começar a jogar com 9 ou 10 anos, acompanhava mais o meu pai, com o tempo ele me colocou em uma escolinha. Assim, fui recebendo apoio da minha mãe, meu avô e foi indo. Na época, eu gostava muito do futebol do Robinho e Cristiano Ronaldo”.

Chegada de Luis ao Red Bull Brasil

Porém, em 2015, o atleta acabou passando por alguns traumas pessoais que quase o fizeram pendurar as chuteiras. Mas, após o técnico acabar ficando sem opções no ataque, Luis foi convocado para substituir o colega, na época, ele atuava na Portuguesa Santista.

“Em 2015, eu estava na Portuguesa Santista, e devido alguns problemas pessoais eu estava desanimado, sem vontade de jogar bola. Ai teve uma competição que a Lusa enfrentou o Santos, e o treinador acabou ficando sem um atacante e me ligou, dizendo que precisava contar comigo”.

“Treinei a semana inteira, chegou o dia do jogo e eu acordei com muita febre, acabei não indo e perdemos. Daí na semana seguinte, a partida era contra o RB Brasil, e o técnico do Sub-17 deles, substituiu o do Sub-15 que tinha sido expulso. Fui muito bem no jogo, apesar da derrota. Isso foi no sábado, na segunda-feira eu já estava assinando o contrato de formação com o RB Brasil”.

Nova realidade

No Red Bull Brasil, Luis se surpreendeu com a estrutura fornecida pelo clube. Além da forma que os funcionários tratavam os jogadores.

“Quando eu cheguei lá me surpreendi. É uma estrutura muito boa, o Centro de Treinamento era maravilhoso, gigante. Eles cuidam muito dos atletas da base, se tem bastante seriedade por parte dos responsáveis com os jogadores”.

RB Brasil x Bragantino

Pouco tempo após sua chegada, os atletas do RB Brasil ficaram sabendo da união entre o clube e a equipe de Bragança Paulista. Sobre o assunto, Luis disse ter ficado empolgado com essa parceria, pois, o Massa Bruta disputava a Série B, e assim, ele poderia ter mais tempo em campo.

“Eu já estava no elenco profissional, aos 17 anos. Acabou sendo bom, Afinal, o Bragantino estava na Série B, e eu treinava com o time principal mas jogava na base, a expectativa era de ter mais espaço. Pois, o RB Brasil disputava apenas Campeonato Paulista. Quando teve a junção entre Bragantino e RB fiquei mais feliz ainda porque fui mantido na equipe principal, foi uma experiência incrível”.

De Santos para o mundo: Conheça Luis Phelipe
Foto: Divulgação/Instagram

Amizade com Claudinho

Vale dizer, que o brasileiro fez parte do elenco campeão da 2ª Divisão. Mas, faltando apenas sete rodadas para o final da competição, ele acabou sendo vendido para a filial do clube na Áustria, o Red Bull Salzburg. No Bragantino, Luis foi companheiro de Claudinho, grande nome da equipe, e velho conhecido do jovem.

“Eu conheço o Claudinho desde 2013. Eu sou de Santos e ele de São Vicente, regiões próximas. Quando eu estava na base do Peixe ele já estava nos juniores. É um cara diferente, excepcional, vejo ele jogando bem na Europa e fico feliz pelo seu desenvolvimento”.

Projeto ambicioso

Logo, no Brasil, o planejamento dos responsáveis pelo RB Bragantino tem como objetivo a conquista de títulos importantes em pouco tempo. Por isso, o Massa Bruta nesta temporada está na final da Copa Sul-Americana. A 1ª final internacional da equipe em apenas três anos de parceria.

“o planejamento da diretoria sempre foi isso, conseguir chegar em finais importantes em pouco tempo. E é assim em todas filiais da Red Bull”.

Início na Áustria

Já no RB Salzburg, o inicio de Luis foi complicado, vivendo uma nova cultura, tão longe do Brasil, o jovem atleta encontrou algumas dificuldades quando chegou a Áustria.

“Acabou a Copa São Paulo, eu estava com 17 anos ainda, meu antigo empresário chegou com a proposta, falou com os meus pais e decidimos aceitar. Pois é um clube que sempre está ali participando de competições europeias. pelo lado esportivo não foi uma decisão difícil de tomar. Em 2015 eu já tinha ido para a Áustria participar de um torneio, então eu tinha uma certa noção”.

De Santos para o mundo: Conheça Luis Phelipe
Foto: Divulgação/Instagram

Ouvindo a experiência

Além disso, o ponta esquerda passou a alternar entre o time profissional e o “time B”. Para ele foi um período importante para a sua adaptação ao país. Vale dizer, que tanto no Bragantino quanto no Salzburg os atletas veteranos aconselhavam os garotos da base.

“No Bragantino o Anderson Marques que hoje é auxiliar do Barbieri me dava bastante dicas, ajudou no meu desenvolvimento como atleta. é importante essa relação entre veteranos e os atletas da base, acaba sendo bom para ambos os lados. Já no Salzburg eu falava muito com o André Ramalho, foi um dos primeiros a me receber na Europa”.

Primeiros passos no Lugano FC

Assim, em julho deste ano, o brasileiro foi emprestado para o Lugano (SUI), equipe da 1ª Divisão. No entanto, Luis sofreu uma leve entorse no tornozelo que atrapalhou sua trajetória no clube.

“A cidade acolhe muito o clube, a torcida é fanática, a estrutura é normal, tudo bem tranquilo. A realidade é outra em comparação aos da Red Bull mas a gente se acostuma com tudo. O treinador conversa bastante comigo, me dá liberdade, então eu consigo me doar o máximo, para quando ele precisar eu poder estar a disposição e entregar o que ele espera de mim”.

Brazucas na Suíça

A Superliga da Suíça tem atraído diversos jogadores brasileiros. Fator que vem ajudando na adaptação de Luis Phelipe ao país.

“Eu falo muito com o Marquinhos Cipriano, Wesley Gasolina. SOBRE O futebol, No brasil é mais lento, não tem tanta pressão dentro de campo. Na Áustria é muito rápido, um ou dois toques no máximo que você dá na bola. A parte física conta muito também. Já o suíço é bem parecido com o austríaco, são similares demais”.

Objetivos na temporada

Luis vive um jejum indigesto, sem balançar as redes há algum tempo, o atleta busca fazer uma boa temporada pelo Lugano, junto de números expressivos para ajudar na sua sequência em solo europeu.

“estou há algum tempo sem marcar gols e estou trabalhando bastante para poder tirar esse incomodo. O principal é poder ajudar o clube nos seus objetivos, é ter paciência e dar tempo para as coisas acontecerem”.

Futuro

Por fim, Luis Phelipe sonha em se tornar um dos maiores jogadores de futebol do mundo, e assim, poder ser conhecido pelo povo brasileiro, vestindo as cores da Seleção Brasileira.

“O Luis Phelipe é um garoto normal, sou muito jovem, tenho apenas 20 anos, tenho o meu caráter. E que dentro de campo, gosto de me divertir, e almejo ser um dos maiores jogadores de futebol do mundo no futuro”. 

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Estudante de jornalismo que sonha em trabalhar nos maiores eventos esportivos do mundo. E, assim, ser referência na área. Meu principal objetivo é ser correspondente internacional em Londres. Sou fascinado por futebol, e como o esporte influencia às pessoas, e o mundo. Não me limito apenas a assistir, mas a consumir em sua totalidade, estudando e entendendo regras, conceitos, histórias e tudo que envolve o mundo das quatro linhas. No entanto, gosto de acompanhar outras modalidades, como: Basquete, Surf, Futebol Americano, Hóquei, Tênis, dentre tantas outras. Junto isso, tenho o amor pela leitura e a escrita como minhas aliadas na hora de passar para os meus textos, todas as sensações e emoções que estou sentindo, ao lado de informações relevantes com apuração precisa. Seja bem-vindo (a)!