Crystal Palace na PL 2019/2020: a decepção dos Eagles

Trajetória bastante irregular e poucos gols marcaram a campanha dos Eagles

0
250
crystal palace 2019 2020
CATHERINE IVILL/POOL/AFP via Getty Images

Em sua sétima temporada consecutiva na elite do futebol inglês, o Crystal Palace mais uma vez ficou fora da parte de cima da tabela, ao mesmo tempo que escapou com certa folga da queda à segunda divisão. Apesar disso, a temporada 2019/2020, a terceira de Roy Hodgson no comando do Crystal Palace, termina como um alerta aos Eagles para a disputa da Premier League 2020/2021.

Quais eram as expectativas para o Crystal Palace na temporada 2019/2020?

Ao início da Premier League 2019/2020, a perspectiva do Crystal Palace não era das mais animadoras. Isso porque o clube perdera Aaron Wan-Bissaka, eleito o melhor jogador do clube na temporada 2019/2020, além de Michy Batshuayi, destaque na reta final da liga, que retornara ao Chelsea. Em meio a esse cenário, o clube ainda via o protagonista Wilfried Zaha ser alvo constante dos clubes do Big Six.

Em contrapartida, no entanto, o Palace não foi às compras no mercado. As investidas do clube se limitaram a James McCarthy, modesta contratação junto ao Everton, Jordan Ayew, de volta após um ano no Swansea. Além deles, chegaram Gary Cahill, que não teve contrato renovado pelo Chelsea, além de Víctor Camasara, emprestado pelo Real Betis – e que disputaria apenas dois jogos em Selhurst Park.

Assim, a realidade dos Eagles era a de um elenco limitado, assim como fora nas edições anteriores. Contudo, a seu favor estavam o entrosamento da equipe, um treinador experiente e um excelente histórico recente como visitante na liga. Por isso, a expectativa do clube era, mais uma vez, não só permanecer na elite, mas se manter  distante da luta contra o rebaixamento.

Leia mais: Crystal Palace: a história, os títulos e os artilheiros dos Eagles

Altos e baixos

Encerrado o campeonato, a lógica é de que a meta foi cumprida, uma vez que o clube não sofreu riscos. Contudo, o Crystal Palace finaliza a temporada 2019/2020 de forma catastrófica, com sete derrotas nos últimos oito jogos, a pior sequência desde que Roy Hodgson assumiu o clube, em setembro de 2017. Aliás, o técnico não escondeu a insatisfação nessa reta final, ressaltando a vulnerabilidade de seu elenco.

Assim, o planejamento agora é de renovação da equipe, que foi dona da média etária mais alta da temporada. Por isso, Nathan Ferguson, jovem lateral destaque do West Bromwich no primeiro turno da Championship, já foi contratado. Por outro lado, nos bastidores passa a ser cogitada a saída do treinador, que tem contrato até junho de 2021 – o nome tido como substituo ideal seria o de Sean Dyche, do Burnley.

E essa possível mudança é fruto do sentimento de decepção que fica desta temporada, sobretudo porque o clube tivera início bastante promissor, com 26 pontos no primeiro turno. E até superara sete jogos sem vencer, com quatro vitórias consecutivas. Assim, logo após a retomada da liga, o Palace ocupava a nona colocação, sonhando com vaga na Liga Europa, com 42 pontos, apenas um a menos do que encerraria o campeonato.

Leia mais: Simulamos uma temporada com o Crystal Palace no FM 2020

Assim, no panorama geral, a trajetória dos Eagles se mostrou inferior à da última temporada e, principalmente, mais irregular, sem grandes perspectivas de melhora. Atrelada a isso está a queda de rendimento nas partidas fora de casa, o grande diferencial da equipe na Premier League 2018/2019. Naquela edição, de sexta melhor campanha como visitante, conquistados 29 pontos, nove a mais que nesta temporada.

Outro ponto crucial que reflete a temporada é a baixíssima capacidade ofensiva: segundo pior ataque da liga, com apenas 31 gols, 18 a menos que na edição anterior. E Roy Hodgson recentemente frisou a escassez de atacantes e goleadores na equipe, uma realidade em todo seu período no comando dos Eagles. Na janela de inverno, o clube até buscara Cenk Tosun, do Everton, que, no entanto, logo sofreu grave lesão.

Destaque

Em meio ao baixo poderio ofensivo dos Eagles, o destaque do time acaba sendo justamente um atacante: Jordan Ayew. Em que pese Wilfried Zaha ser o grande jogador do clube, foi o ganês quem assumiu o protagonismo nesta temporada de pouco do brilho dos Eagles. Artilheiro da equipe, foi responsável por nove gols, portanto quase um terço dos gols do Palace na liga.

Além disso, todos os gols de Jordan Ayew foram decisivos. Dos nove, cinco se enquadram nos chamados game wining goals, enquanto outros dois garantiram empates aos Eagles. Assim, o Crystal Palace não perdeu nenhuma das nove partidas em que o atacante balançou as redes: foram dois empates e sete vitórias. Aliás, sete também as vezes em que ele foi eleito melhor da partida.

Desse modo, participando de 37 rodadas da Premier League – titular em todas elas – Ayew se apropriou da condição de principal atacante da equipe, posto que se esperava fosse ocupado por Christian Benteke. Portanto, deve ser visto como bastante positivo o saldo do atacante ganês, que custara menos de nove milhões de libras aos cofres do clube.

Além de Ayew, merecem menção também os zagueiros Gary Cahill e James Tomkins, o goleiro Vicente Guaita, o capitão Luka Milivojevic, e o lateral Patrick van Aanholt, que teve grande início de temporada. Já Zaha, apesar de não repetir o ótimo desempenho da última temporada, manteve suas características marcantes e continua sendo essencial para o Crystal Palace.

Leia mais: Os brasileiros com mais títulos no futebol inglês

Acompanhe a PL Brasil no Youtube

  • Os salários mais altos da Premier League