Cremonese – História, estatísticas e conquistas

O Unione Sportiva Cremonese, ou Cremonese, é um clube italiano, com sede em Cremona. Atualmente, disputa a Série A e manda as suas partidas no Estádio Giovanni Zini. A capacidade é de, aproximadamente, 16 mil pessoas.

A princípio, fundada por um grupo de amigos em 1913, com o objetivo de difundir e facilitar entre a juventude a educação física, o amor ao exercícios esportivos, à disciplina e à concórdia, onde possa ser útil a si e à pátria, teve como primeiro presidente Emilio Faia. As cores escolhidas foram o branco e o lilás.

Em 1911, Nino Gandelli é escolhido o primeiro treinador da Cremonese tendo o objetivo de reunir um elenco que possa ser competitivo. Nino escolhe os melhores. Entres os quais: Zini, Defendi, Lanfritto, “Bay” Bonazzoli, Ardigò, os irmãos Mainardi, Lombardi, Bonzio, Cottarelli, Leida, os irmãos Bignamini e muitos outros.

Trajetória do Cremonese, fundação, conquistas e ascensão

Em 1913, após a fusão com a Associazione Calcio Cremona, a Cremonese decide se filiar à Federação Italiana para o campeonato de promoção. A primeira formação oficial é: Zini, Mainardi, Lanfritto, Curtabili, Tornetti, Talamazzini, Costa, Albertoni, Bignamini, Lombardi, Defendi.

A primeira temporada se revelou empolgante. Assim, em sua estréia no mundo do futebol, o time de Cremona venceu o campeonato de promoção 1913-1914. Como resultado, foi promovido à 1ª categoria. Nessa ocasião, a sociedade decidiu mudar as cores oficiais para cinza e vermelho. Dessa maneiras, as cores, ainda hoje, representam um sinal distinto da equipe.

O retrocesso

Nos anos seguintes, no entanto, a equipe, embora não retrocedendo nunca, não almejou superar as eliminatórias regionais. Mas, o advento da Primeira Guerra Mundial atingiu também o clube e seus jogadores. Muitos foram convocados para servir. Entre eles o goleiro Giovanni Zini, ídolo da torcida.

O retorno

Terminada a guerra, em 1918, a Cremonese, sob a guia do presidente Ferdinando Arcari, tenta reconstruir uma equipe que possa novamente participar de competições oficiais. Em 1919, disputa a Copa das Províncias Lombardas. Como resultado, a venceu. No entanto, a sociedade transfere o próprio campo de jogo e decide de nomeá-lo Estádio Giovanni Zini.

Na temporada 1919-1920, se classificou em 5º na chave eliminatória na Primeira Categoria. Na temporada seguinte, consegue alcançar o 3º lugar no Grupo “B”. No ano seguinte, a Cremonese obteve a sua melhor posição em campeonatos regionais de Primeira Categoria. Um ótimo 2º lugar na chave lombarda. Essa posição lhe permitiu de permanecer na 1ª Divisão.

O jogo de futebol já havia começado a suscitar o interesse dos jornais. Os times começaram a se organizar. Começa o mercado da bola e a Cremonese tenta montar o seu elenco. O presidente Luigi Gabbi engaja o treinador profissional Eugen Payer. Além dele, Jezmas bem como Wilhelm. Todos da Hungria. Na temporada 1925-1926, o time chegou ao 2º lugar, embora distanciada de 12 pontos da Juventus, campeã italiana.

Mercado de Transferências do Cremonese

Em suma, sendo um clube com uma história antiga, vitoriosa – dentro de suas limitações – e muito bonita, certamente os Tigres tiveram alguns jogadores e até treinadores que ajudaram a construir e continuar a bela história do clube.

Então, separamos cinco nomes, atuais e do passado. No Mercado de Transferências, o Cremonese trouxe alguns nomes que eventualmente se tornariam ídolos.

Gigi Simoni – o maior treinador?

O mercado da bola se movimentou no verão de 1992 e trouxe Gigi Simoni. No comando da equipe, viveu anos gloriosos. Conseguiu subir para a Série A, em 1992/93. Sendo assim, um recorde de vitórias consecutivas para um time profissional italiano (oito).

Dessa maneira, ficou três temporadas consecutivas na Série A. Obteve um 10º lugar na classificação como seu melhor alcance, em 1993/94. Além disso, conquistou, em 1993, o Troféu Anglo-Italiano, com uma espetacular vitória sob o Derby County, por 3 x 1. A final aconteceu no lendário estádio de Wembley. Era a segunda equipe italiana a pisar no templo mundial da história do futebol.

Gianluca Vialli – a joia da base

Gianluca Vialli fez sua estreia como profissional com apenas 16 anos. Mondonico, que iniciou e encerrou a carreira no clube, era assim o treinador dos juniores desde 1979.

Na temporada 1981/82, a equipe se salva graças à chegada de Mondonico a sete rodadas para o término do campeonato. No ano seguinte, o time nutre a esperança de retornar à elite na última rodada. No entanto, equipe perde a disputa contra Catania Como.

Finalmente na temporada 1983/84, a Cremonese retorna após 54 anos de espera. Em sua primeira temporada na elite, a equipe, órfã de Vialli, que, no mercado de transferências, seguiu para à Sampdoria, será protagonista de uma participação desiludente que a rebaixou novamente à Série B, apesar de se reforçar no mercado da bola com o atacante Juary, ex-Santos.

Emiliano Mondonico – o maior artilheiro da história do clube

Nos tempos de jogador, Emiliano Mondonico foi um dos grandes ídolos da Cremonese. Rumores apontam que ele era cobiçado por grandes clubes da Europa. Ainda assim, disputou apenas a 2ª e a 3ª divisão, mas permanece até hoje como o maior artilheiro da história do clube.

Seria ele o técnico responsável pelo retorno à elite depois de 54 anos, enquanto também teve grande parte no surgimento de Gianluca Vialli. Seriam quatro anos no comando dos Grigiorossi, permanecendo uma temporada após o rebaixamento em 1984/85. Depois disso, tornou-se um treinador histórico especialmente por seus trabalhos à frente da Atalanta e do Torino. Por lá, conquistou a Copa da Itália e foi vice-campeão da Copa da Uefa.

Riccardo Collodel – negócio à custo zero

O jovem Riccardo Collodel foi um dos achados do Cremonense no mercado da bola recente. Nesse sentido, o zagueiro chegou sem custos à equipe, que lucrou quase 200 mil reais com sua venda. Um bom negócio para o time de Cremona. Rumores sobre uma possível transferência do defensor já começam a rolar.

Giancarlo Finardi – um dos grandes

Surgiu no Atalanta, mas logo foi emprestado ao Cremonese. Assim, em Cremona, ele se destacou. Como resultado, foi adquirido em definitivo no mercado da bola seguinte. Por fim, jogando com os Grigiorossi por mais sete temporadas, obtendo também uma dupla promoção da Série C para a Série A, para um total de 383 jogos, segundo rumores da história do Cremonese atrás de Luciano Cesini, porta-estandarte com 436 jogos.