Copa do Mundo do Qatar: o mundial das seleções menos valorizadas

Copa do Mundo do Qatar: o mundial das seleções menos valorizadas
Foto Reprodução: Guglielmo Mangiapane/Reuters

Há mais ou menos cinco meses para a Copa do Mundo no Qatar, precisamos falar das seleções que não são tão valorizadas assim. Em outras palavras, o mundial do Oriente Médio pode ter muitas “surpresas”. Isto é, equipes como Ucrânia, Suécia, Dinamarca, entre outras, estão dando muito mais trabalho às gigantes mundiais. No mundial do Brasil, em 2014, tivemos indicios quando a Costa Rica conseguiu a inédita vaga para segunda fase. A saber, ganhando do Uruguai, da Itália e empatando com a Inglaterra.

O futebol e suas reinvenções

Ao longo dos anos, isso foi ficando mais claro e evidente. Na Rússia em 2018, tivemos a então atual campeã, Alemanha, sendo eliminada para Coréia do Sul. Entretanto, não parou por aí o raciocínio. Nesse sentido, a partir de 2020, o futebol precisou se reinventar. Competições como a Copa América e Eurocopa precisaram ser disputadas somente em 2021, devido a pandemia do Covid-19. Decerto, as chamadas “zebras” continuaram. Antes de falar da Euro, se o jogo das seleções mais fracas evoluiu, em contrapartida, equipes mais favoritas começaram a cair de produção em seus jogos.

Seleções fracas sobressaindo e fortes decaindo 

Agora sim. Logo na estreia da Eurocopa 20-21, um belo jogo. França x Alemanha. Esperava – se que ia ser uma boa partida. A atual campeã do mundo, contra a ex. Entretanto, partida apenas de um gol e baixo nível. Na mesma competição, seleções como Hungría e República Tcheca, engrossaram para ingleses, francesesalemães. A Dinamarca, equipe que muitos falavam que não iriam passar de fase. No entanto, chegaram até às semifinais do torneio e enchendo os olhos de muita gente. No mata-mata a Suíça eliminando os les blues.

Austria quase eliminando os italianos e ucranianos e suecos fazendo um belo jogo, dava a entender que a supremacía dos fortes, estava no fim. Também, a República Tcheca, de Patrick Schick, chegando às quartas de finais. E é claro, o início do regresso da “dinamáquina“. Ou seja, se lá em 14 e 18 os “fracos” tiveram um princípio de evolução, a partir de 2020 escancarou. Estamos presenciando em 2022, uma azurra que caiu para Macedônia do Norte nos Playoffs das Eliminatórias e não vai para o Qatar. Presenciando uma seleção dinamarquesa ganhando da França em plano solo francês. Por fim, uma Áustria fazendo 4 x 1 na Croácia, vice-campeã mundial.

O sentimento que fica é de que o futebol mudou. Se reinventou. Que os “tops”, não são mais absolutos.