As 10 piores contratações do Manchester City na era Premier League

Listamos os piores negócios dos Citizens na PL

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Manchester City piores contratações
Catherine Ivill Getty Images

O Manchester City viveu dois períodos distintos dentro da era Premier League: antes e depois da chegada do grupo Abu Dhabi United Group. De “primo pobre” do Manchester United a uma das potências da liga, com grande pode de investimento. Apesar do novo poder aquisitivo, nem sem as contratações foram como o esperado. Assim, a PL Brasil irá lista as dez piores contratações dos Manchester City na era Premier League.

As 10 piores contratações do Manchester City na era Premier League

Eliaquim Mangala

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Catherine Ivill Getty Images

Eliaquim Mangala chegou em agosto de 2014 após ótima passagem pelo Porto. Em Portugal, o francês se destacava pela sua grande regularidade nas partidas e pela sua imposição física nos duelos mano a mano. Naquela oportunidade, o Manchester City pagou cerca de 42 milhões de libras para contar com os serviços do jogador de 23 anos.

Mangala chegou com muita expectativa nos Citizens. Tanto que o zagueiro francês foi a contratação mais cara do clube Manchester na janela de verão da temporada 2014/2015. Além disso, era figura frequente nas convocações da seleção francesa.

No entanto, a sua história dentro do clube foi totalmente diferente. Ao longo desses cinco anos de Manchester City, Mangala colecionou inúmeras lesões, empréstimos (Valencia e Everton) irregularidades dentro de campo e poucas oportunidades com Pep Guardiola.

Até que, no início desta temporada, o Valencia contratou o francês em definitivo por dois anos. No total, foram apenas 79 jogos com a camisa do Manchester City, o que coloca-o na lista de piores contratações do clube na Premier League.

Scott Sinclair

DAVE KAUP AFP via Getty Images

Um nome que a torcida do Manchester City não deve sentir saudades é de Scott Sinclair. O jovem inglês de 23 anos chamou atenção de equipes da Premier League depois de realizar boas campanhas com a camisa do Swansea City.

E na temporada 2010/2011, quando o time do País de Gales disputava a Championship, o jovem extremo foi um dos principais jogadores daquela campanha que terminou com o acesso para a elite do futebol inglês.

Scott Sinclair era uma das promessas da Inglaterra. Sempre atuando como um extremo-esquerdo, o inglês tinha como grandes características as jogadas individuais no 1×1 e a sua velocidade. Era um atacante que quebrava as linhas com dribles e conseguia dar profundidade ao time.

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Além disso, Sinclair passou por quase todas as seleções de base do Three Lions e ainda fez parte da equipe formada pelo Reino Unido na disputa das Olimpíadas de Londres em 2012.

E isso chamou atenção do Manchester City, que o contratou no final da janela de verão da temporada 2012/2013 por 8 milhões de libras. Logo de cara ele assumiu a camisa 11 dos Citizens e gerou muita expectativa, mas a história não teve um final feliz.

Com uma grande concorrência no setor ofensivo, Sinclair teve pouquíssimas oportunidades com Roberto Mancini e teve de atuar até na Premier League 2, jogando com o time sub-23. Depois de uma primeira temporada sem nenhum brilho, o atacante inglês viveu de empréstimos para West Bromwich e Aston Villa.

E em 2015/2016, Sinclair foi contratado em definitivo pela equipe de Birmingham. No City, foram 19 jogos no total e nenhum gol marcado. Uma verdadeira decepção e o nome na lista de piores contratações do Manchester City na Premier League.

Nolito

Nils Petter Nilsson Ombrello Getty Images

A temporada 2016/2017 foi a primeira de Pep Guardiola no Manchester City. Logo de cara, o treinador espanhol começou a sua reformulação no elenco dos Citizens. E o espanhol Nolito foi uma das primeiras contratações de Pep Guardiola no comando do Manchester City.

O extremo espanhol chamou atenção de diversos clubes da Europa após fazer boas temporadas com a camisa do Celta de Vigo e também por atuar com a seleção espanhola.

Depois de algumas conversas e da solicitação de Guardiola para a diretoria do Manchester City, Nolito foi contratado junto ao Celta de Vigo por 18 milhões de euros em um acordo de quatro temporadas.

O seu começo nos Citizens foi até animador. O espanhol anotou dois gols diante do Stoke City na segunda partida da Premier League. No entanto, o seu rendimento despencou. A partir disso, o atacante não teve tantas oportunidades.

Nolito ficou apenas uma temporada no Manchester City. Ao todo foram 30 jogos, seis gols e cinco assistências. Em 2017/2018, o jogador foi negociado junto ao Sevilla.

Roque Santa Cruz

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Michael Regan Getty Images

O atacante paraguaio rodou o mundo e passou por diversos clubes em toda a sua carreira. E ele também esteve presente na Premier League e no Manchester City. Mas antes de ser contratado pelos Citizens, Roque Santa Cruz despontou no Blackburn, principalmente em sua temporada inaugural: 2007/2008.

Na ocasião, o paraguaio foi o terceiro na lista entre os artilheiros da competição com 19 gols marcados. Santa Cruz ficou atrás somente de Cristiano Ronaldo (31), Adebayor e Fernando Torres (24).

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Em 2009, o Manchester City finalmente “abriu a carteira” e investiu no jogador. O seu início em Manchester não foi fácil. Teve de enfrentar novamente os problemas físicos que o assombraram na temporada anterior.

Santa Cruz só foi estrear no final de setembro em uma vitória do time da casa diante do West Ham. O paraguaio sempre era uma alternativa do banco de reservas. Mas quando entrava, não conseguia desempenhar o mesmo ritmo dos tempos de Blackburn.

Roque Santa Cruz foi marcar o seu primeiro gol apenas em dezembro. Porém, o seu futuro não parecia ser em Manchester. E não foi. Depois de uma primeira temporada muito aquém das expectativas, a segunda foi ainda pior. O atacante ficou meia temporada no Manchester City, antes de ser emprestado para o Blackburn em janeiro de 2011.

E esse ciclo de empréstimos virou uma rotina. Depois de atuar por empréstimo no Blackburn, Santa Cruz passou por Bétis e Málaga. A “viagem” do paraguaio só teve fim quando o Málaga o contratou em definitivo no início de 2012/2013. Foram apenas dois gols marcados em quatro anos de Citizens.

Wilfried Bony

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OLI SCARFF AFP via Getty Images

O atacante marfinense brilhou na Premier League. Pelo menos, pelo Swansea. Logo no seu início na Inglaterra, ele mostrou ao que veio. Forte fisicamente, com ótima presença de área e preciso nas finalizações, Wilfried Bony fez muitos times da liga despertarem os olhos.

Na sua primeira temporada com a equipe galesa ele anotou 26 gols em 48 jogos. No ano seguinte, Bony permaneceu no Swansea, mas por pouco tempo. Ele começou a temporada 2014/2015 com o time, mas na janela europeia de inverno, o Manchester City investiu forte.

Porém, todo o investimento feito pelo City saiu mais caro do que o imaginado. O atacante não conseguiu se encaixar no time. Teve dificuldades para se adaptar em um clube de maior expressão. Afinal, os Citizens eram os atuais campeões da Premier League e também haviam vencido o título em 2012.

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Além disso, chegar no meio da temporada requer um período maior de entrosamento. Ele terminou a campanha com 12 jogos e apenas dois gols. No ano seguinte, o entusiasmo foi maior. O atacante já estava acostumado com o ambiente do clube, com os novos companheiros de equipe e com o estilo de jogar.

No entanto, a história se repetiu. Bony não conseguia se firmar no elenco do Manchester City. Depois de 34 jogos na temporada, o atacante marfinense balançou as redes apenas nove vezes. Muito pouco para uma negociação na casa dos 25 milhões de euros.

Em 2016/2017, Pep Guardiola chegou à Inglaterra. E as chances do marfinense foram por água abaixo. Bony foi emprestado junto ao Stoke City com esperanças de retomar o bom futebol. Mais uma frustração.

Na temporada seguinte, ele foi devolvido ao Manchester City. Porém, o jogador não tinha mais espaço na equipe de Guardiola. Sendo assim, e analisando a oportunidade de mercado, o Swansea repatriar o jogador em definitivo. O clube do País de Gales pagou 13 milhões de euros e trouxe Bony novamente ao plantel.

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Alex Livesey Getty Images

Quem não escapou da lista de piores contratações do Manchester City foi o brasileiro Jô. Revelado pelo Corinthians, o atacante foi contratado pelo CSKA Moscou com apenas 18 anos de idade. Na Rússia, o jovem teve um ótimo desempenho. Em 77 jogos, ele anotou 44 gols e deu dez assistências. Ótimos números para quem acabara de se transferir para o futebol europeu.

Com um ótimo nível de jogo apresentado em seus anos de Rússia, Jô foi sondado pelo Manchester City em 2008. Na época, o City pagou 24 milhões de euros para tirar o brasileiro do CSKA, que se transformou a contratação mais cara da história do clube.

Em seus primeiros três jogos na Inglaterra, o atacante começou de maneira positiva. Três jogos como titular, um gol e duas assistências. Porém, os números pararam por aí. Na sequência, o brasileiro colecionou péssimas atuações e não conseguiu ser sombra daquele atacante dos tempos de Rússia.

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Com um rendimento frustrante perante todo o investimento, Jô foi negociado por empréstimo para o Everton na mesma temporada. Em Liverpool, foram cinco gols e duas assistências em 12 partidas. Um desempenho bem mais efetivo do que em relação aos tempos em Manchester.

Depois do empréstimo de um ano no Everton, o brasileiro retornou ao City, mas logo foi emprestado para o Galatasaray. Na Turquia, foram mais seis meses e o jogador retornou à Inglaterra para o início da temporada 2010/2011.

Em 2010/2011, Jô teve pouquíssimas oportunidades mais uma vez. Foram apenas 23 partidas e apenas nove delas como titular. O brasileiro era uma das últimas opções do elenco do Manchester City. No total, Jô entrou em campo em 42 oportunidades e marcou apenas seis vezes.

Javi Garcia

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O “deadline day” da janela de verão da temporada 2012/2013 foi bem agitado para o Manchester City. A equipe que ainda não havia se movimentado no período de negociações resolveu se “mexer” no último dia. E o meio-campista Javi Garcia foi mais uma das investidas do time azul de Manchester, que pagou 20 milhões de euros para tirar o atleta do Benfica.

Titular incontestável da equipe lusitana, o espanhol se destacava pela sua solidez no meio-campo, desarmes, imposição física no setor e os chutes de fora da área.

Na Inglaterra, o seu início foi positivo. Logo em sua partida de estreia diante do Stoke City fora de casa, Garcia anotou o único gol da equipe. O jogo terminou empatado em 1 a 1. Nos confrontos seguintes, o espanhol foi novamente titular da equipe, fazendo jogos consistentes. Mas uma lesão muscular no mês seguinte o afastou do gramado por três semanas.

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Recuperado de lesão, Javi alternou momentos como titular e outros como reserva. No entanto, entre janeiro e março de 2013, o meio-campista viveu, talvez, o seu melhor momento no Manchester City, emplacando oito jogos consecutivos como titular.

Em 2013/2014, Roberto Mancini deixou o comando dos Citizens. Manuel Pellegrini assumiu como o novo treinador da equipe. Com o técnico chileno, Garcia teve mais dificuldades e já não era uma das primeiras opções do setor.

Além disso, suas atuações já não agradavam como na campanha anterior. E na janela de verão da temporada 2014/2015, o atleta foi negociado junto ao Zenit por 12 milhões de libras. No total, Javi Garcia fez apenas 76 jogos com a camisa do Manchester City, sendo considerado uma das piores contratações do clube na era Premier League.

Maicon

Michael Regan Getty Images

Maicon também foi mais um jogador brasileiro a decepcionar no Manchester City. Após fazer história na Inter de Milão, o lateral brasileiro deixou a equipe italiana no último dia da janela de transferências da temporada 2012/2013.

Naquela ocasião, o atleta não só despertava o interesse do Manchester City, como também do Real Madrid. Porém, no dia 31 de agosto de 2012, os Citizens fizeram uma proposta de 4 milhões de libras e contrataram o brasileiro após uma longa novela.

Maicon chegou à Inglaterra recheado de expectativa. Com um grande sucesso na Inter de Milão e na seleção brasileira, o jogador veio com status de titular absoluto. Aliás, a contratação teve total influência do treinador italiano visto que ambos haviam trabalhados juntos na Inter e foi Mancini quem o levou para a Itália.

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Mas toda essa empolgação acabou indo por água abaixo. Maicon teve dificuldades de adaptação e sofreu muito com as lesões. Após a sua estreia no dia 15 de setembro, o lateral sofreu uma lesão no tornozelo que o deixou longe dos gramados por seis semanas.

Fora de combate, ele viu Pablo Zabaleta e Micah Richards assumirem a lateral-direita. No entanto, ao retornar de lesão, o brasileiro teve mais oportunidades e foi titular em três partida, mas novamente ele se lesionou. Desta vez uma lesão no joelho que também o afastou por algumas semanas.

As lesões e a concorrência forte atrapalharam a passagem de Maicon no Manchester City, que entrou em campo apenas em 11 oportunidades durante toda a temporada.

As lesões e a forte concorrência deixaram o brasileiro sem muitas oportunidades. Sendo assim, o jogador acabou sendo negociado com a Roma. O clube italiano assinou um contrato de dois anos com o lateral-direito brasileiro.

Jack Rodwell

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Paul Thomas Getty Images

Em agosto de 2012, o Manchester City anunciou a contratação do meio-campista inglês, Jack Rodwell. Naquela oportunidade, os Citizens pagaram 15 milhões de euros ao Everton para contar com uma das grandes promessas inglesas da atualidade. No entanto, foi mais uma contratação que não deu certo para os azuis de Manchester.

Depois de começar como titular nos primeiros jogos da temporada, Rodwell sofreu uma grave lesão na coxa que o deixou longe dos gramados por três meses e meio. Após a sua contusão, o meio-campista retornou aos poucos ao elenco dos Citizens.

Porém, dois meses depois, mais uma lesão que o impediu de ter uma sequência melhor. Jack Rodwell terminou a temporada 2012/2013 com apenas 16 jogos e dois gols marcados, muito pouco para quem foi contratado com grande expectativa.

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Em 2013/2014, Manuel Pellegrini assumiu o comando técnico do Manchester City. E se o meio-campista esperava ter mais oportunidades, toda a sua esperança foi por água abaixo. Rodwell mal era convocado para as partidas.

Mais uma contratação recheada de expectativas e mais uma grande decepção para os torcedores do Manchester City. Ao todo, foram 26 jogos, dois gols marcados e ainda dois títulos: Copa da Liga Inglesa e o da Premier League.

Em agosto de 2014, ele foi negociado junto ao Sunderland que desembolsou 12 milhões de euros para tentar recuperar o bom futebol do jovem inglês.

Matías Vuoso

MARTIN BERNETTI AFP via Getty Images

O argentino naturalizado mexicano foi uma das contratações mais inusitadas do Manchester City na história da Premier League. O atacante foi revelado pelo Independiente, da Argentina. No clube argentino, ele começou a ter destaque. E na temporada 2001/2002 ele chamou atenção do mercado europeu.

Na ocasião, o treinador do Citizens era Kevin Keegan, que viu a oportunidade de levar o jovem jogador mexicano para a terra da rainha. Na janela de verão da temporada 2002/2003, o Manchester City pagou 7 milhões de euros para contar com Vuoso. A expectativa era grande, mas o desfecho desta história não foi feliz.

Matias Vuoso não teve um minuto em campo. Isso só mostra como a negociação foi desastrosa para o Manchester City e o coloca como uma das piores contratações do clube.

Na temporada seguinte, os Citizens venderam o jogador para o Santos Laguna, do México, por 1,5 milhões de euros.