5 times que quase conquistaram a UEFA Champions League

Eles tentaram, tentaram, mas ficaram no quase...

5 times que quase conquistaram a UEFA Champions League
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A Champions League é competição mais cobiçada entre os clubes europeus. O campeonato que é disputado desde 1955 foi conquistado por apenas cinco clubes ingleses, sendo eles Liverpool (cinco títulos), Manchester United, Nottingham Forest, Aston Villa e Chelsea. Visando essas estatísticas, a PL Brasil listou os times ingleses, não que foram campeões, mas que quase conquistaram a Champions.

Leeds United (1974-75)

Na época, conhecida como European Cup, a competição começava na fase mata-mata. O Leeds United garantiu classificação após se sagrar campeão do Campeonato Inglês na temporada anterior.

No campeonato continental, os Whites se tornaram o segundo time inglês a chegar à final da European Cup. Até então, o Manchester United era o único clube da terra da rainha a atingir tal feito, quando conquistou a competição europeia na temporada de 1967-68.

A temporada de 1974-75 começou instável para os Whites. Brian Clough comandou a equipe até a metade de setembro de 1974. Maurice Ley, técnico interino, assumiu provisoriamente, até que Jimmy Armfield foi o escolhido para o cargo de técnico, e ficou à frente da equipe até a temporada 1977-78.

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Na European Cup, o Leeds derrotou o Zürich, Újpesti Dózsa e Anderlecht até chegar nas semifinais contra o Barcelona. Contra o time catalão, os Whites venceram o primeiro jogo, disputado no Elland Road, por 2 a 1. No Camp Nou, a partida terminou empatada em 1 a 1.

A final foi decidida contra o Bayern de Munique, no Parc des Princes, na França. Com gols de Roth e Müller e um lance polêmico, os Bávaros venceram por 2 a 0 e conquistaram seu segundo título europeu.

Liverpool (1984-85)

Campeão da European Cup na temporada 1983-84, vencendo a Roma nas disputas de pênalti, os Reds chegaram à competição defendendo o título na copa continental.

O Liverpool entrou na competição já nos 16 avos de final e eliminou o Lech Poznán, no placar agregado de 5 a 0. Até chegar à final, os Reds eliminaram o Benfica, Austria Viena e Panathinaikos.

A decisão foi marcada por uma tragédia. Uma grande confusão envolvendo hooligans ingleses causou a morte de 39 torcedores nas arquibancadas, a grande maioria de italianos. O jogo não foi suspenso mesmo em meio à tamanha tragédia.

A Vecchia Signora venceu por 1 a 0, com de Planiti, de pênalti, e conquistou pela primeira vez o torneio continental.

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Arsenal (2005-06)

Após conquistar a Premier League de maneira invicta na temporada 2003-04, os Gunners terminaram a temporada seguinte na segunda colocação do campeonato nacional, garantindo vaga direta na fase de grupos da Champions League de 2005-06.

Na ocasião, o Arsenal caiu no Grupo B, disputando vaga com o Thun, Ajax e Sparta Praga. Após terminar a fase de grupos de forma invicta, os Gunners se classificaram na primeira posição da chave.

Já nas oitavas, a equipe comandada por Arsène Wenger encarou o Real Madrid. No Santiago Bernabéu, o Arsenal venceu por 1 a 0, com um belo gol de Thierry Henry, logo no início do segundo tempo.

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Na partida de volta, disputada no Highbury, o jogo terminou empatado em 0 a 0 e os Gunners garantiram classificação às quartas de final.

A vida do Arsenal não facilitou na próxima fase. O time da terra da rainha encarou a Juventus e venceu o jogo de ida, em casa, por 2 a 0, com gols de Fàbregas e Henry. Na volta, os Gunners empataram por 0 a 0 e se classificaram para às semifinais.

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Agora contra o Villarreal, como nas outras fases, os Gunners venceram a primeira partida, pelo placar de 1 a 0, e o jogo de volta terminou em um empate sem gols.

Na decisão da Champions League, contra o Barcelona, o Arsenal saiu na frente, com Campbell, marcando, de cabeça, aos 37 do primeiro tempo. No entanto, Lehmann foi expulso e deixou o time inglês com apenas dez em campo.

Na segunda etapa, o Barça empatou com Eto’o e, já nos minutos finais, o brasileiro Belletti virou para os catalães.

Com a conquista da Champions League da temporada 2005-2006, o Barcelona encerrou um jejum de 14 anos sem conquistar o torneio europeu. Já o Arsenal amargou o vice.

Liverpool (2006-07)

Após terminar na terceira colocação da Premier League na temporada 2005-06, os Reds garantiram classificação na Champions League, mas para a terceira fase das playoffs.

O Liverpool teve que enfrentar o Maccabi Haifa. Jogando no Anfield, na partida de ida, os Reds venceram por 2 a 1. Um fato curioso na temporada, foi que, devido aos conflitos armados em Israel, a UEFA decidiu que nenhum jogo seria realizado no país. Em decorrência, a partida de volta foi disputada no estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia.

O jogo de volta terminou empatado por 1 a 1. Com vitória no placar agregado, os Reds se classificaram para a fase de grupos, na qual caiu na chave C.

Disputando vaga com PSV, Galatasaray e Bordeaux, o Liverpool se classificou na primeira posição no Grupo C, somando quatro vitórias, um empate e uma derrota na fase de grupos.

Logo nas oitavas, os Reds encararam o Barcelona, fora de casa. Jogando no Camp Nou, o Liverpool derrotou os catalães de virada. Com gols de Bellamy e Riise, o time inglês saiu com a vitória de 2 a 1. No Anfield, os Reds perderam por 1 a 0, mas se classificaram no placar agregado.

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Nas quartas, o adversário foi o PSV, equipe que já tinha enfrentado na fase de grupos. Os Reds se classificaram sem dificuldades. Venceram o jogo de ida, fora de casa, por 3 a 0, e na volta venceram pelo placar mínimo de um gol.

As semifinais foram decididas contra um rival inglês. Jogando no Stamford Bridge na partida de ida, os Reds foram derrotados pelo Chelsea, no placar de 1 a 0. Na partida de volta, no Anfield, o Liverpool devolveu o placar e o jogo foi decidido nos pênaltis. Nas cobranças, os donos da casa converteram todas as cobranças e se classificaram pelo placar de 4 a 1 nas penalidades.

A decisão do torneio foi contra o Milan, reeditando o confronto da final de 2004-05, que ficou conhecido como “O Milagre de Istambul”. No entanto, na edição de 2006-07, a equipe rossonera levou a melhor diante o Liverpool, derrotando a equipe inglesa pelo placar de 2 a 1.

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Chelsea (2007-08)

O Chelsea garantiu vaga na UEFA Champions League de 2007-08 após terminar na segunda colocação da Premier League da temporada anterior. Com isso, os Blues se garantiram direto na fase de grupos, caindo na chave B.

Na primeira fase, a equipe de Londres enfrentou o Rosenborg, Valencia e Schalke 04, se classificando na primeira posição, de maneira invicta, somando três vitórias e três empates, às oitavas de final da competição.

Nas oitavas, o Chelsea encarou o Olympiakos e se classificou sem dificuldade. Após terminar o primeiro jogo em um empate sem gols, os Blues venceram a partida da volta pelo placar de 3 a 0.

As quartas de finais foram complicadas para a equipe comandada por Avram Grant. No primeiro jogo contra o Fenerbahçe, fora de casa, a equipe da terra da rainha foi derrotada por 2 a 1, com gols de Kazim-Richards e Deivid.

Ao final da partida, Deivid marcou contra, deixando viva as chances do Chelsea se classificar. No Stamford Bridge, o time de Londres derrotou os turcos pelo placar de 2 a 0, com gol de Lampard nos minutos finais, decretando a classificação dos Blues para a próxima fase.

A decisão nas semifinais foi uma reedição da temporada anterior, com Chelsea e Liverpool decidindo uma vaga para a final. A primeira partida do duelo foi realizada no Anfield.

Kuyt abriu o placar para os Reds no final da primeira etapa, mas, nos acréscimos do segundo tempo, Riise marcou contra e, mais uma vez, o Chelsea teve chance de reverter o placar em casa.

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Na partida de volta, Drogba e Torres marcaram no tempo normal, mas, no placar agregado, a partida não ser decidida nas prorrogações. Lampard inaugurou o placar no tempo extra, de pênalti, e Drogba ampliou o marcador para os donos da casa.

Babel chegou a marcar para o Liverpool no final da prorrogação, mas não foi suficiente para salvar os Reds. Pela primeira vez na história, o Chelsea se classificou para as finais da Champions League.

A decisão foi entre Manchester United e Chelsea. Foi a primeira vez na história da competição que dois clubes ingleses decidiram o torneio. A partida terminou empatada no tempo regulamentar, pelo placar de 1 a 1.

Cristiano Ronaldo e Lampard marcaram nos 90 minutos. Após o empate nas prorrogações, o jogo foi definido nos pênaltis. O United venceu as cobranças alternativas por 6 a 5, levantando a terceira taça da competição europeia.

Manchester United (2008-09)

Defendendo o título europeu da temporada anterior, o United já estava garantido para a fase de grupos na UEFA Champions League de 2008-09.

No Grupo C da competição europeia, os Red Devils disputavam vagas com Villarreal, Carlborg e Celtic. Mesmo favorito na chave, o Manchester United se classificou com dificuldade, com apenas duas vitórias e quatro empates. Mesmo assim, a equipe comandada por Alex Ferguson se classificou em primeiro na equipe, com dez pontos.

O primeiro desafio na fase mata-mata foi a Internazionale, que, na ocasião, era comandada por José Mourinho. No San Siro, o jogo terminou em um empate sem gols, mas na partida de volta, no Old Trafford, o United derrotou a Nerazzurri por 2 a 0, com gols de Vidić e Cristiano Ronaldo.

Pelas quartas de finais, o time inglês enfrentou o Porto. Jogando no Old Trafford, no jogo de ida, os portugueses saíram na frente, mas Rooney e Tevez viraram para os Red Devils. Porém, aos 44 minutos do segundo tempo, Mariano González deixou tudo igual, levando a decisão para o Estádio do Dragão.

Em Portugal, logo no início do jogo, Cristiano Ronaldo inaugurou o marcador para o United, em uma finalização quase do meio de campo. Este gol foi indicado, posteriormente, ao prêmio FIFA Ferenc Puskás de 2009, sendo premiado o gol mais bonito do ano.

As semifinais foram disputadas contra o Arsenal. Na primeira partida, jogando em casa, o Manchester United venceu por 1 a 0, com gol de O’Shea, e, com o placar, a decisão estava aberta para a partida de volta, que seria disputada no Emirates Stadium.

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Mesmo jogando fora de casa, o United não tomou conhecimento dos Gunners e abriu 3 a 0, com gols de Park Ji Sung e dois de Cristiano Ronaldo. van Persie ainda descontou, de pênalti, para os donos da casa, mas não foi suficiente para tomar a classificação do time de Ferguson.

A final seria decidida contra o Barcelona, no Estádio Olímpico de Roma. Com gols de Eto’o e Messi, os espanhóis conquistaram a Champions League de 2008-09, interrompendo com o sonho do bicampeonato inédito europeu dos Red Devils.

Manchester United (2010-11)

Os Red Devils garantiram vaga na UEFA Champions League de 2010-11 após terminarem na segunda colocação da Premier League da temporada anterior, e garantiram vaga direto na fase de grupos.

O time de Alex Ferguson se classificou na primeira colocação do Grupo C, enfrentando Bursaspor, Rangers e Valencia. O United acumulou quatro vitórias e dois empates, somando 14 pontos na chave.

Pelas oitavas, o Manchester United enfrentou o Olympique de Marselha. Na partida de ida, disputada na casa do time francês, a partida terminou empatada em 0 a 0 e a classificação para às quartas seria decidida no Old Trafford. No Teatro dos Sonhos, com dois gols de Chicharito, os Red Devils garantiram vaga na próxima fase.

Enfrentando o Chelsea nas quartas de final, o United venceu o jogo de ida, no  Stamford Bridge, pelo placar de 1 a 0, com gol de Rooney.

Na volta, mais uma vez, o time de Ferguson venceu os Blues, pelo placar de 2 a 1. Chicharito e Park Ji Sung marcaram para os donos da casa, enquanto Drogba descontou para os visitantes.

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Pelas semis, os ingleses enfrentaram o Schalke 04 e venceram as duas partidas. O jogo de ida, que foi realizado na casa dos alemães, o Manchester United venceu por 2 a 0, com gols de Giggs e Rooney. Na volta, o Red Devils golearam por 4 a 1, com gols de Valencia, Gibson e dois do brasileiro Anderson.

Com o triunfo sobre os alemães, o United chegava a sua quarta decisão de título na UEFA Champions League.

A final daquela temporada foi disputada no Wembley. Com chances de conquistar mais uma vez o título europeu no estádio de Londres, como na temporada de 1967-68, United e Barcelona reeditaram a final da temporada de 2008-09.

O Barça abriu o placar, com Pedro, aos 27 minutos da primeira etapa. Rooney deixou tudo igual. O atacante do Red Devils estava em posição irregular, mas a arbitragem validou o gol.

Mesmo com a reação, Messi e Villa ampliaram para os espanhóis na segunda etapa e os culés conquistaram a Champions League.

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Liverpool (2017-18)

Após duas temporadas sem disputar a UEFA Champions League, o Liverpool garantiu vaga nos playoffs da competição, depois de terminar em quarto lugar na Premier League da temporada anterior.

O desafio na repescagem seria contra o Hoffenheim. No jogo de ida, disputado na casa dos alemães, os Reds venceram por 2 a 1, com gol de Alexander-Arnold e Nordtveit, que marcou contra. Uth marcou para os donos da casa nos minutos finais, e deixou em aberto a vaga para a fase de grupos.

No Anfield, os ingleses abriram 3 a 0, com dois gols de Can e um de Salah. Uth diminuiu para o Hoffenheim, mas, na segunda etapa, Firmino ampliou para os Reds e Wagner diminui para os alemães. Após vencer o clube alemão pelo placar de 4 a 2, o Liverpool se classificou no Grupo C.

Na fase de grupos, o time comandado por Jürgen Klopp se classificou em primeiro colocado, somando três vitórias e três empates. O time inglês disputou vaga com o Sevilla, Spartak Moscow e Maribor.

Com a classificação, o Liverpool quebrou um tabu que durava nove anos: a última vez que o clube tinha se classificado para a fase mata-mata da UEFA Champions League foi na temporada de 2008-09, quando ainda eram comandados por Rafael Benítez.

Pelas oitavas de final, os Reds enfrentaram o Porto. Disputando a partida de ida no Estádio do Dragão, o Liverpool massacrou o time português e goleou pelo placar de 5 a 0, com hat-trick de Mané, um de Salah e outro de Firmino.

Na partida de volta, o jogo terminou em um empate sem gols e os Reds avançaram às quartas de final.

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Foto: Laurence Griffiths/Getty Images

Contra o Manchester City nas quartas de finais, o Liverpool venceu a primeira partida, no Anfield, pelo placar de 3 a 0, com gols de Salah, Oxlade-Chamberlain e Mané. 

No Etihad Stadium, o City abriu o placar logo aos dois minutos de jogo, com Gabriel Jesus, mas, no segundo tempo, Firmino e Salah viraram para os Reds e garantiram vagas nas semifinais da competição.

Pelas semis, contra a Roma, o Liverpool teve sustos até se classificar. No Anfield, os Reds golearam a equipe italiana por 5 a 2, com dois gols de Salah, dois de Firmino e um de Mané. Džeko e Perotti descontaram para a equipe italiana.

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No Olímpico de Roma, o time de Klopp abriu placar cedo, logo aos nove minutos, com gol de Mané. Milner marcou contra logo depois, e deixou tudo igual, mas Wijnaldum marcou aos 25 e deixou a equipe em uma situação confortável, com um pé na final.

O que tinha para ser uma partida tranquila, virou desespero. No começo do segundo tempo, Džeko empatou a partida e, no final do jogo, Nainggolan marcou duas vezes.

Mesmo perdendo por 4 a 2, o Liverpool garantiu vaga à final da Champions League depois de 11 anos.

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Na decisão contra o Real Madrid, Salah saiu machucado logo no primeiro tempo, após dura entrada de Sergio Ramos. Depois da saída do egípcio, a equipe pouco produziu.

No começo do segundo tempo, após Karius fazer uma reposição de bola com as mãos em cima de Benzema, o francês interceptou e inaugurou o marcador. Pouco depois, Mané deixou tudo igual, mas Bale, que entrou na segunda etapa, marcou um golaço de bicicleta e, nos minutos finais, com mais uma falha do goleiro dos Reds, o galês ampliou o marcador para os espanhóis.

Com a vitória de 3 a 1, os merengues conquistaram a Champions League.

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