5 jogos marcantes do Chelsea na Champions League

Quais partidas foram as mais memoráveis dos Blues na competição?

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ADRIAN DENNIS/AFP/GettyImages

O futebol é feito por fases boas e ruins, bons e maus momentos. Portanto, o que fica na história são aqueles jogos que fazem o narrador gritar mais alto, o repórter agradecer por estar vivendo aquele momento e, principalmente, os torcedores chorarem, seja de alegria ou tristeza. Assim, separamos as cinco partidas mais inesquecíveis do Chelsea na história da Champions League, que, marcadas por reviravoltas e emoção, estão na história do clube londrino.

5 jogos marcantes do Chelsea na Champions League

2007/2008 – Chelsea 1 (5)x(6) 1 Manchester United

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Michael Steele/Getty Images

Possivelmente o principal jogo entre as equipes, na história, Chelsea e Manchester United protagonizaram a primeira final de Champions entre dois times ingleses, na temporada 2007/2008.

Enquanto os Red Devils buscavam o seu terceiro título na competição, os Blues tentavam, pela primeira vez, a conquista. Porém, não foi aquele ano que a “orelhuda” teve Londres como destino final, e sim, mais ao norte da Inglaterra.

O jogo aconteceu na Rússia e, no tempo normal, tudo saiu igual. Cristiano Ronaldo, depois considerado o melhor jogador do mundo do ano de 2008, abriu o placar para o United, na metade do primeiro tempo. Mas, Frank Lampard empatou o jogo para o Chelsea pouco antes do intervalo.

Então, a partida entre os dois times ingleses foi para a prorrogação e Didier Drogba acabou expulso após dar um tapa no zagueiro Vidic. Apesar da expulsão de um dos principais atletas do time londrino, a partida acabou em 1 a 1 e a decisão final ficou para os pênaltis.

Ronaldo quase colocou tudo a perder errando sua cobrança. No entanto, John Terry entrou para a história após o fatídico escorregão ao cobrar e errar o pênalti.

Final de jogo, após muita história escrita e mais uma conquista para o United de Sir Alex Ferguson. Apesar de histórica, não foi daquela vez que a taça da Champions League foi para os terrenos de Stamford Bridge.

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2008/2009 – Chelsea 4×4 Liverpool

ADRIAN DENNIS/AFP via Getty Images

No jogo de volta das quartas de final da Champions da temporada de 2008/2009, Chelsea e Liverpool protagonizaram uma partida recheada de gols e reviravoltas.

No jogo de ida, em Anfield, os visitantes saíram com uma grande vantagem: o Chelsea ganhou do Liverpool por 3 a 1. Sendo assim, os Blues foram para o jogo de volta com a confiança renovada.

Dito e feito. Jogos de Champions entre dois grandes times sempre são esperados com grande expectativa, mas poucas pessoas imaginariam que a partida teria oito gols.

Primeiramente, os dois times começaram o jogo com dois grandes desfalques: John Terry e Steven Gerrard não jogaram, ausências que não inibiram o jogaço.

Contudo, foi o Liverpool quem começou na frente. Os Reds terminaram o primeiro tempo ganhando de 2 a 0, com gols de Fábio Aurélio e Xabi Alonso (de pênalti).

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Os Blues voltaram melhores, e não demorou muito para Drogba fazer brilhar sua estrela, fazendo seu gol no começo da segunda etapa. Cinco minutos depois, Alex fez um golaço de falta, deixando tudo igual para o Chelsea. Aos 31 minutos, mais um gol. Dessa vez, foi Lampard que fez o terceiro e colocou o time perto da semifinal.

Então, o Liverpool tinha pouco mais de 15 minutos para fazer três gols e protagonizar um milagre. Com certeza, em algumas ruas de Liverpool, a frase emblemática do “You will never walk alone” foi muito ouvida quando o time conseguiu fazer dois gols em sete minutos. Lucas e Kuyt marcaram.

Sendo assim, o time tinha tempo para conseguir fazer um gol e entrar para a história. Porém, Lampard decidiu o jogo e adiou o sonho do Liverpool: final 4 a 4 de uma partida que, por todos os cantos da Inglaterra, fez algum torcedor chorar, de alegria ou tristeza.

2008/2009 – Chelsea 1×1 Barcelona

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CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images

Se por um lado, o Chelsea eliminou o Liverpool nas quartas de final de maneira histórica, a semifinal do mesmo ano também foi bastante falada, mas por outro motivo.

Chelsea e Barcelona se enfrentaram no jogo de ida na Espanha, com o resultado final de 0 a 0. Na volta, em Londres, a partida terminou com dois gols.

Os Blues começaram bem e, logo aos 8 minutos da primeira etapa, Essien aproveitou a sobra de uma jogada de Lampard e colocou a bola no fundo das redes. Contudo, o empate do Barcelona veio nos últimos minutos do jogo, aos 47, com gol marcado por Iniesta.

Porém, não foi a classificação perdida no fim que fez com que essa partida entrasse para uma das mais marcantes do Chelsea na Champions League. Acontece que, em várias oportunidades, o árbitro do jogo interferiu e cometeu erros que beneficiaram o time catalão.

Nesse sentido, três pênaltis não marcados e uma falta dentro da área que foi marcada como fora deixaram o time do Chelsea na bronca com o árbitro e foram cruciais para a classificação do Barcelona para a final. Há quem diga que essa partida foi a mais roubada da história.

Três anos depois, quando os dois times voltaram a se enfrentar pela semifinal da Champions, o juiz norueguês Tom Hanning deu uma entrevista ao jornal inglês “The Guardian” e disse que ainda sofria ameaças de torcedores dos Blues. Ainda, afirmou que se arrependia de algumas decisões, falando que “há certas coisas que eu deveria ter feito de outro modo.”

2011/2012 – Barcelona 2×2 Chelsea

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A chance de revidar a eliminação sofrida contra o Barcelona veio três anos depois. No primeiro jogo, o Chelsea ganhou do Barça, em Stamford Bridge, por 1 a 0, gol marcado por Drogba.

Pelo fato do Barcelona de Guardiola ser considerado um dos melhores times de todos os tempos, a vitória em casa dava ao Chelsea a esperança de ir para a final e, finalmente, parar de bater na trave com o título.

Entretanto, o primeiro tempo desestabilizou o time inglês. Aos 35 minutos, o Barça abriu o placar, com Busquets. Dois minutos depois, o ídolo e capitão John Terry foi expulso após dar uma joelhada em Alexis Sánchez. Iniesta ainda fez o segundo gol aos 43 minutos, o que piorou o cenário do Chelsea.

Um sinal de reação veio ainda no primeiro tempo quando, nos acréscimos, Ramires marcou para o time visitante. Assim, devido à regra do gol fora, esse resultado já colocava o time de Di Matteo na final da Champions.

O Barcelona, por ter que fazer um gol e por ter um homem a mais, teve domínio total no segundo tempo. Porém, o Chelsea contou com a sorte – Lionel Messi errou um pênalti logo no começo – e segurou a pressão. Fernando Torres, nos últimos minutos, ainda achou um gol que garantiu a classificação dos Blues.

A técnica e a qualidade são, obviamente, importantes. Mas nem sempre elas são garantia de final de jogo. O futebol é, também, imprevisível. Em um ano em que Lionel Messi chegou à marca de 90 gols, contra o Chelsea, ele estagnou. Sorte a dos Blues, que não tinham nada a ver com a história e conseguiram chegar à final do maior campeonato do mundo e tornar esse jogo um dos mais marcantes do Chelsea na Champions League.

2011/2012 – Chelsea 1×1 Bayern de Munique

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A final da Champions, em 2012, serviu para um grande ídolo do Chelsea enterrar um fantasma que, com certeza, o assombrava há uns anos. Na final de 2008, contra o Manchester United, como já foi dito aqui, Didier Drogba acabou expulso na prorrogação do jogo. Ou seja, não pôde ajudar o time na cobrança de pênaltis.

Entretanto, em 2012, o marfinense foi o herói do tão esperado título europeu do Chelsea. Até os 43 minutos do segundo tempo, os Blues estavam perdendo o jogo contra o Bayern de Munique. Thomas Muller marcou o gol dos alemães, aos 38 da etapa final. Logo depois, nos minutos finais, o atacante apareceu para empatar o jogo.

Todavia, na prorrogação Drogba ainda quase colocou tudo a perder: cometeu pênalti em Ribery e, por sorte (sorte de campeão, talvez) a estrela de Petr Cech brilhou e o goleiro defendeu a cobrança. Respiro para o marfinense e para a torcida do Chelsea, que ainda tiveram que passar pelo sufoco do jogo ser decidido na cobrança de pênaltis.

Drogba e Cech foram os heróis das cobranças e, pela primeira e única vez, o Chelsea foi campeão da Champions League. Com certeza, no começo o time não era o favorito para o título e, durante toda a competição, os Blues passaram por muito aperto e a campanha do Chelsea foi marcado por sufoco e grandes confrontos.

E foi assim que, no dia 19 de maio de 2012, a tão sonhada taça da Champions League teve em Londres seu destino final se tornando, assim, a conquista mais importante da história dos Blues e o grande feito da era Abramovich.

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