Quem tem mais chances de permanecer na Premier League em 2018/2019?

Wolverhampton, Cardiff e Fulham subiram da Championship. Será que conseguirão se manter na divisão principal?

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Seria possível os três times que subiram da segunda divisão inglesa permanecerem na Premier League na temporada seguinte, assim como fizeram Newcastle, Huddersfield e Brighton na temporada passada?

O objetivo principal para Wolverhampton, Cardiff e Fulham é exatamente este. Mas a missão é complicada. Em todos os 26 anos de Premier League, apenas uma vez os três times que vieram de baixo ficaram. E foi exatamente em 2017/2018.

Dos recém promovidos, qual tem a maior chance de estar na primeira divisão em 2019?

Wolverhampton

Campeão da Championship em 2018 com nove pontos de diferença para o segundo colocado, o time que já foi três vezes campeão inglês almeja voltar aos anos de glória com grande investimento.

A legião portuguesa comandada por Nuno Espírito Santo no seu ousado 3-4-3 teve muito sucesso na temporada passada. Foram 30 vitórias em 46 jogos, sendo o melhor ataque (82) e a melhor defesa, empatado com o Cardiff, com 39 gols sofridos.

Entre novembro e janeiro, o time ficou 12 rodadas invicto, arrancando para o título da segunda divisão. Depois de oito temporadas sofrendo, os Wolves encaixaram um elenco promissor e conquistaram a taça pela quarta vez na história.

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Nuno e sua legião de portugueses querem fazer bonito na PL (Reuters)

A base do time vencedor foi mantida, com os jogadores que estavam emprestados sendo contratados de forma definitiva. Caso de Diogo Jota, o artilheiro da equipe com 17 gols.

Chegaram também novos nomes (portugueses por sinal): Rui Patrício, ex-Sporting, e João Moutinho, ex-Mônaco, surpreenderam ao se juntar aos outros cinco compatriotas. Foram gastos até agora 50 milhões de Euros em reforços.

O elenco é razoável e conta com uma safra de jovens promissores, destacando os nomes de Rúben Neves (21) e Léo Bonatini (24). O jogador mais velho do plantel tem 31 anos.

O bom trabalho do treinador português deve continuar e pode surpreender muita gente grande na Premier League. Seu estilo de jogo adaptou-se às características dos jogadores e assustou os adversários. A ressalva fica para a pouca experiência do time e do treinador.

Cardiff City

O time do País de Gales foi vice-campeão da Championship somando 90 pontos na sua campanha. Teve a melhor defesa ao lado dos Wolves. Apenas 39 gols sofridos em 46 jogos.

Treinado pelo veterano Neil Warnock, o clube galês conseguiu voltar à elite depois de quatro anos. Na única temporada que disputou a Premier League, foi o último colocado. Os Bluebirds querem melhorar a imagem deixada em 2013/2014.

Na última temporada do time, foram 27 vitórias, 9 empates e 10 derrotas. Uma campanha que não teve uma sequência invicta muito grande, mas que foi suficiente para subir. A principal arma do time foi o sistema defensivo.

Sol Bamba, o xerife da zaga, Junior Hoillet, o garçom e Callum Patterson, o artilheiro farão parte do elenco que gastou mais de 30 milhões de Euros em nomes menos badalados como Josh Murphy, Bob Reid e Greg Cunningham.

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Warnock, que assumiu em 2016, conseguiu pela oitava vez subir de divisão com uma equipe. É o primeiro treinador a realizar tal feito nas ligas profissionais. Porém, seus trabalhos na primeira divisão são pouco memoráveis.

Dirigiu Crystal Palace e Queens Parke Rangers e ficou pouco tempo nos dois clubes. No primeiro, foi substituído por Alan Pardew. Já no segundo, foi interino e pouco pode fazer pelo QPR, que acabria rebaixado.

Ambos, time e técnico, vem para tentar apagar a imagem ruim que deixaram na última passagem pela Premier League. Para isso, talvez a aposta deva ser a mesma utilizada até agora: força na defesa e eficiência no ataque.

O xerifão Bamba vai comandar a defesa dos Bluebirds agora na primeira divisão (Cardiff/Divulgação)

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Fulham

Depois de anos sofrendo e lutando para voltar, os Cottagers finalmente conseguiram o acesso. E não foi fácil. Teve drama, teve play-off e teve alegria no final. E muita grana pela vitória em cima do Aston Villa.

O time de Slavisa Jokanovic foi o terceiro colocado depois de uma arrancada na segunda metade da competição. Nos play-offs, eliminou o Derby County e, com gol de Tom Cairney, deixou os Villans mais um ano na divisão de baixo.

Foram 88 pontos somados graças ao segundo melhor ataque (79) da temporada. Ryan Sessegnon, a promessa inglesa campeã sub-17, comprovou a expectativa e foi o artilheiro do time e melhor jogador do torneio.

Depois de treze anos seguidos na Premier League, o Fulham fora rebaixado em 2013/2014, quatro anos depois de chegar a final da Europa League. Foram mais quatro anos disputando a segunda divisão do futebol inglês até o recente acesso.

Com um time equilibrado, mesclando jovens e veteranos, o técnico sérvio de 49 anos conseguiu uma retomada muito boa em 2018. Foi possível ver o time jogar com e sem a bola de forma consistente. É cercado de expectativas na continuação de seu trabalho.

Sem nenhuma perda significante, o elenco melhorou com nomes como Jean Michael Seri e André Schurrle. O primeiro vindo do Nice por 30 milhões de Euros, e o segundo, campeão do mundo em 2014, emprestado pelo Borussia Dortmund.

Aleksandar Mitrovic, contratado em definitivo do Newcastle, é outra arma importante para o ataque alvinegro. O atacante sérvio que disputou a Copa do Mundo de 2018 colaborou com 12 gols em 20 jogos na Championship.

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Sessegnon: artilheiro do time e melhor jogador do campeonato com 18 anos (Getty Images)

Portanto, dos três times, o Cardiff fica atrás em possibilidades de manutenção na elite, pelo menos antes da bola rolar. Tanto clube quanto treinador tem retrospecto ruim em disputa em alto nível.

Os outros dois trabalhos são mais consistentes e promissores. Além dos investimentos, que foram maiores e melhores.

Pelo estilo de jogo, talvez o Fulham, mais acostumado com essa disputa, apesar de ter menos títulos que o Wolverhampton, saia em vantagem no primeiro momento. Por outro lado, Nuno Espírito Santo mostra-se uma surpresa agradável.

O importante é que será muito interessante ver qualquer uma destas três equipes brigando no mais alto nível do futebol mundial. E para você, caro leitor, quem tem mais chances de fazer bonito na Premier League?