As chances da Inglaterra na Copa do Mundo

Os ingleses seguem avançando no Mundial

Inglaterra
(crédito: AP)

As opiniões sobre a Inglaterra na Copa do Mundo eram divididas desde o início da competição.

Alguns diziam que iriam fazer uma campanha apática, sem muitas surpresas. Isso porque não tinham a melhor seleção jogando em conjunto e apostavam em jovens jogadores, que ainda não tem aquela experiência em uma competição de tão alto nível, em que apenas uma derrota, pode te levar para casa.

Por outro lado, outros apostavam na hegemonia da camisa inglesa. Os nostálgicos fãs de futebol, relembram sempre da seleção de 1966, que conquistou o mundo em seu pleno território, e na boa vontade, acreditam no forte nome inglês.

Aquela que não importa quem está em campo, importa somente que é a Inglaterra. E deve ser respeitada.

Mas qual dessas duas opiniões está prevalecendo? Bom, as duas. Desde o início da Copa, está nítido que a Inglaterra não está com o melhor futebol, mas também não podemos negar que a camisa está levando os ingleses há um novo rumo na Copa. Já estão nas quartas de finais. Apanhando, mas seguindo em frente.

Dois pontos chamam a atenção no caminho inglês percorrido na Copa: o caminho mais fácil e a importância de Harry Kane. Cair num grupo com Panamá e Tunísia já é vantajoso e pegar um chaveamento como o da Inglaterra é mais ainda.

Talvez, perder para a Bélgica teve suas vantagens. Imaginar os ingleses pegando o Brasil logo nas quartas era eliminação quase certa. Por outro lado, enfrentar a Suécia é um caminho menos difícil.

Harry Kane tem sido o nome da Inglaterra, como era o esperado. Já são seis gols na Copa do Mundo. Artilheiro como acostumamos saber que ele é.

Tecnicamente, não faz muito no jogo, mas quando é exigido, faz o que os outros atacantes ingleses tem uma imensa dificuldade para fazer: gols. E querendo ou não, isso ganha jogo.

Inglaterra festeja a classificação para as quartas (DIVULGAÇÃO/ FIFA)

Seja o gol sem querer, de cabeça ou de pênalti. Um jogador com uma batida na bola imensurável e decisivo.

Nessa Copa, o coletivo está sendo mais aplicável do que o individualismo. Seleções com um baixo coletivo e com apenas um jogador para resolver a situação, se deram mal.

Lionel Messi com a Argentina e Cristiano Ronaldo com Portugal são exemplos disso. Enquanto isso, seleções como França, Brasil e Bélgica, que são ótimas coletivamente, são consideradas, por muitos, como favoritas.

Mas a Inglaterra não parece ter um coletivo. Eles só tiveram Kane. E se o mesmo conseguir levar os ingleses a final, já podem considerar um candidato a um dos melhores do mundo.

As chances são relativas e difíceis, mas eu não colocaria a Inglaterra fora do bolo. Camisa pesa, e ainda pesa muito.