Por que Wilshere nunca foi o que se esperava

Meia revelado no Arsenal nunca conseguiu atingir o nível que se esperava

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Wilshere
(Credit: Getty Images)

O talentoso Jack Wilshere, nascido no dia 1º de janeiro de 1992 na cidade de Stevenage (norte de Londres), surgiu da base do Arsenal em 2008. Foi quando realizou seu primeiro jogo como profissional aos 16 anos. Era, na época, o jogador mais novo do elenco.

Inclusive, bateu o recorde de Gerry Ward, sendo o jogador mais jovem a participar de um jogo de Premier League pelos Gunners, com 16 anos e 256 dias de idade.

Ele entrou aos 39 minutos do segundo tempo da partida contra o Blackburn no lugar de Robin van Persie.

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O jovem canhoto acabou emprestado ao Bolton em janeiro de 2010, clube pelo qual fez 14 jogos, participando de 1.091 minutos (86,6%) anotando um gol e uma assistência.

Voltou ao clube de Londres em maio do mesmo ano, mais experiente e mais maduro. Além disso, Wilshere foi ganhando espaço no time titular aos poucos, mostrando seus atributos técnicos.

Inicialmente com a camisa 19, disputou 49 jogos na temporada 2010/2011 e somou 9 assistências e um gol. Como resultado, foi eleito pela Associação dos Jogadores Profissionais (PFA) o melhor jogador jovem da competição, além de aparecer no time do ano.

Suas boas atuações chamaram a atenção do técnico da seleção inglesa, Fábio Capello, e, consequentemente, passou a ser convocado com frequência desde então.

As lesões de Wilshere

A temporada seguinte não foi tão frutífera para o meio-campista, já que sofreu uma séria lesão no tornozelo em julho de 2011, duas semanas antes dos jogos oficiais começarem. Aparentemente, foi aí que sua sina começou.

A recuperação levou mais tempo do que o esperado. E, como se não bastasse, uma nova lesão – dessa vez no joelho – logo em seguida o deixou sem disputar nenhuma partida na temporada 11/12. Sem jogar pelo Arsenal, perdeu também a Eurocopa e os Jogos Olímpicos de 2012.

Imagem muito comum na carreira de Wilshere (Getty Images)

Entre julho de 2011 e setembro de 2012, foram 412 dias parados. Como “prêmio”, ou confiança no potencial do jogador, o Arsenal cedeu a camisa 10 ao inglês. Já que desde a saída de Van Persie ele se tornara o principal jogador daquele time.

Voltou a jogar em outubro de 2012, porém, logo no segundo jogo – clássico contra o Manchester United – foi expulso.

O tornozelo voltaria a atrapalhá-lo em 2013: outra lesão o tirou de ação por um mês, perdendo 4 jogos do campeonato. Mesmo assim, conseguiu disputar 33 partidas na temporada 12/13, marcando um gol e assistindo seus companheiros 6 vezes.

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Polêmicas

Após uma partida pela UEFA Champions League contra o Napoli, em outubro de 2013, Wilshere foi visto fumando em uma festa pós jogo, o que levou a Arsene Wenger classificar o ato como prejudicial a imagem do atleta.

A partir daí, a carreira e seu desempenho entraram em declínio. Devido ao sério problema com lesões, o jogador ficou mais tempo no departamento médico do que em campo, somando-se às suas fracas atuações.

De férias em Las Vegas em 2014, Wilshere foi fotografado fumando novamente, dessa vez em uma piscina. A repercussão certamente foi negativa e em sua retratação, pediu desculpas.

“Eu me arrependo. Eu já tinha sido visto antes fumando, disse que cometi um erro, e agora cometi outro erro. Eu sou jovem, vou aprender com isso. Eu entendo as consequências disso e do efeito nas crianças que estão crescendo.”

Entretanto, as desculpas não quiseram dizer que o fato não se repetiria. Em fevereiro de 2015, foi flagrado pela terceira vez com um cigarro na boca. As falas de Wenger e dele próprio também se repetiram.

O sinal claro de que ele não chegaria ao potencial esperado talvez tenha acontecido na pré-temporada de 2015-2016. Num treino, o zagueiro brasileiro Gabriel Paulista acabou dividindo feio e afastou o camisa 10 por 247 dias.

No ano anterior, Wilshere já tinha perdido 26 partidas por conta do seu famigerado tornozelo. Talvez por isso a ação de Gabriel tenha gerado revolta nas redes sociais, onde torcedores o acusaram de “tirar a única chance de título do Arsenal”.

Recomeço longe do Arsenal

Foi emprestado ao Bournemouth em agosto de 2016, onde conseguiu disputar 27 jogos na temporada, alternando entre escalação inicial e banco de reservas. Voltou ao Arsenal na última temporada, mas pouco conseguiu produzir nos 1.187 minutos jogados.

Seu contrato não foi renovado, terminando em julho deste ano. Por fim, acabou liberado da equipe e contratado a custo zero pelo West Ham.

Até agora, foi titular nos quatro primeiros jogos da temporada, mas ficará seis semanas fora dos campos após realizar uma cirurgia no tornozelo.

Pela seleção, Jack Wilshere disputou a Copa do Mundo de 2014, mas para 2018 não foi lembrado e a seleção conquistou a melhor colocação em décadas na competição.

Seu valor de mercado, segundo o site transfermarkt, chegou a atingir 33 milhões de euros em 2013. Surpreendentemente, hoje, ainda consegue valer 20 milhões.

A imprensa inglesa e a torcida do Arsenal esperavam muito de Wilshere, mas seu físico propenso a lesões não colaborou.

Quando esteve inteiro, teve boas atuações. Contudo, nos últimos três anos, mesmo longe do departamento médico, não conseguiu se recuperar.

Portanto, sua imagem ficou prejudicada junto ao time de Londres graças aos episódios polêmicos nas festas. Desta vez, tenta um recomeço nos Hammers, visto que ainda tem 26 anos.

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