A evolução de Dominic Calvert-Lewin nas mãos de Carlo Ancelotti

Atacante inglês cresceu de rendimento desde a chegada do técnico italiano

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Dominic Calvert-Lewin PAUL ELLIS/AFP via Getty Images
Dominic Calvert-Lewin PAUL ELLIS/AFP via Getty Images

Após o péssimo desempenho de Marco Silva no comando do Everton, a diretoria do time de Liverpool decidiu finalmente apostar em um nome mais experiente, capaz de elevar o patamar do clube que há muito tempo busca brigar de igual para igual com os maiores da Inglaterra.

Carlo Ancelotti, que possui 20 títulos na carreira de treinador (incluindo três taças da Champions League) foi o escolhido para liderar os Toffees neste projeto de crescimento. O italiano comandou o time até aqui em 10 partidas: são 5 vitórias, 3 empates e 2 derrotas.

A mudança de postura do Everton com o italiano é indiscutível. Ancelotti implantou uma nova plataforma de jogo, saindo do monótomo 4-2-3-1 para o 4-4-2. Com isso, a equipe ganhou mais equilíbrio em campo e permitiu que alguns jogadores crescessem ainda mais. O mais beneficiado de todos sem dúvidas foi Dominic Calvert-Lewin.

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Dominic Calvert-Lewin Jan Kruger/Getty Images
Dominic Calvert-Lewin Jan Kruger/Getty Images

O atacante inglês de 22 anos vive uma fase brilhante, tendo anotado 13 gols em 26 jogos de Premier League até o momento: o seu melhor desempenho na carreira. Os números de DCL após a saída de Marco Silva tiveram um aumento brutal, o que nos leva a enxergar a total adaptabilidade do centroavante ao novo modelo implantado.

Com Marco Silva, Calvert-Lewin atuou em 14 partidas, tendo marcado apenas 2 gols. Jogando em um 4-2-3-1, DCL se via isolado como único atacante do time e isso prejudicou bastante o seu desempenho. O inglês tem como principal característica desenvolver o jogo com poucos toques na bola, seja pelo alto ou por baixo, característica essa que foi minada com essa formação.

Com muita descompactação entre os meias e o homem de frente, Calvert-Lewin pouco fez, pois não haviam jogadores por perto para dar continuidade ao que ele produzia enquanto se projetava para receber em boas condições de gol, seja pela distância entre os meias abertos, seja pela pouca participação ofensiva do meia centralizado.

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Com a chegada de Ancelotti, o 4-4-2 se tornou a principal plataforma de jogo do time e as coisas mudaram drasticamente para o centroavante. Atuando ao lado de Richarlison, ganhou um parceiro de ataque veloz e inteligente que passou a entender o seu estilo de jogo e retribuir com excelentes chances de finalização. Até aqui foram 14 partidas desde a saída de Marco Silva, com 11 gols marcados e uma assistência.

Ter um segundo atacante ao seu lado, além de maior aproximação entre os meias abertos fizeram com que o jovem inglês participasse muito mais da partida, contribuindo intensamente nas ações ofensivas.

A diferença de produção após a troca de treinador é assustadora. DCL chutava dentro da área 1.29 por partida. Após a saída de Marco Silva, passou a chutar 3.21 por jogo. Os chutes no alvo eram de 0.57 e agora são de 1.71.

Dominic Calvert-Lewin PAUL ELLIS/AFP via Getty Images
Dominic Calvert-Lewin PAUL ELLIS/AFP via Getty Images

Os passes no terço final do campo passaram de 4.83 para 11.07 por partida. Os toques dentro da área também aumentaram: de 2.50 foram para 5.67. Houve crescimento em praticamente todos os indicadores ofensivos, o que prova a sua evolução diante da nova postura do Everton em campo.

Todo o crescimento nesses indicadores só poderiam torná-lo o principal artilheiro da equipe, sendo indiscutível para o modelo do treinador italiano. Se na temporada passada DCL era rotacionado e um jogador por vezes descartável, hoje ele é peça fundamental dentro do time de Liverpool.

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Calvert-Lewin também está próximo de estabelecer um novo recorde do Everton em temporadas de Premier League. Na temporada 1994/95, o atacante Paul Rideout marcou 14 gols na liga.

Até aqui é o recorde de um jogador inglês vestindo a camisa do time na competição. DCL precisa marcar mais dois gols e será o novo recordista do clube. Difícil imaginar que ele não consiga, tendo ainda 10 partidas por disputar.

Com um desempenho tão bom, Calvert-Lewin começa a sonhar com uma convocação para a seleção inglesa. Campeão da Copa do mundo sub-20 com a camisa dos Three Lions, ele agora almeja fazer sua estreia com a seleção principal, e espera que Gareth Southgate esteja de olho em tudo que vem fazendo nesta temporada.